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Fidelidade boca-a-boca

set 1, 2005   //   por Serendipidade   //   Marketing / Negócios  //  Nenhum comentário

(c) yotophoto.comNão é difícil entender como a publicidade passada boca-a-boca é várias vezes mais eficiente que um anúncio ou propaganda. Por quê é mais eficiente? É eficiente porque as pessoas dizem a outras pessoas coisas que elas pensam que essas outras pessoas não sabem. Complicado? Nem tanto. Para um bom anúncio boca-a-boca funcionar, você deve dar uma história incrível para as pessoas contarem de modo que se sintam introdutoras de algo novo, diferente, interessante ou fascinante.

“As coisas se propagam de uma maneira viral quando são boas”

Passando sua idéia de uma maneira genial pode trazer muitos benefícios para o seu bolso economizar bastante em campanhas de marketing. Principalmente na Internet, onde o boca-a-boca pode acabar virando um “boca-ao-mouse” através dos e-mails e sites.

(c) womma.orgExiste uma associação que defende e prestigia a publicidade feita por propagação boca-a-boca, é a WOMMA (Word of Mouth Marketing Association). Eles publicaram um interessante blog que busca confrontar exemplos da vida real de publicidades boca-a-boca que desbancam os anúncios televisivos ou de revistas. Um espaço de destaque para anúncios boca-a-boca que fizeram a diferença.

(c) womma.org

A Geração Criatividade e as Design Schools

ago 30, 2005   //   por Serendipidade   //   Criatividade / Inovação  //  1 Comentário

Alguns dos principais executivos e escritores de marketing do mundo forjaram uma expressão que retrata o consumidor atual e sua relação com as empresas. É a “Geração C”.

(c) trendwatching.comC de criatividade

Os consumidores de hoje possuem mais influência sobre as empresas através de interações em diversos meios de comunicação, principalmente a internet – nessa última, a possibilidade de interação com as empresas é exposta ao máximo. Através da colaboração em massa é possível realizar consultas publicas ou coletar opiniões sobre produtos e serviços. Somos todos criativos e estamos criando conteúdo a todo momento na Internet.

C de conteúdo

Além de estarmos criando conteúdo na Internet, estamos também adicionando conteúdo para outras pesquisas, bancos de dados ou mesmo propagandas de outras empresas. Algumas companhias criaram anúncios interativos on-line que possibilitam seus clientes interagirem e incluirem informações sobre seus produtos e serviços. Os pedidos das empresas agora são: Crie! Produza! Participe! Antigamente era: Escute! Assista! Brinque!

Dentro dessa nova onda de consumidores, as Business Schools estão se moldando e se adaptando para incluir em suas matérias, cursos de criatividade e inovação na empresa, workshops de desenvolvimento da capacidade criativa e outros cursos relacionados com o tema. De B-Schools estão se transformando em “D-Schools”.

(c) yotophoto.comD de Design

Mais do que formar administradores de empresas, as escolas de negócios querem formar pessoas com conteúdo criativo e inovativo. Que possam agregar valor nas empresas através da aplicação desses conceitos e desenvolver oportunidades de negócio desenhando criativamente os cenários de aplicação. Diversas escolas americanas estão se juntando com institutos de design para promover esse conhecimento. Assim está sendo em Stanford, Carnegie Mellon, INSEAD, Wharton e outras.

Para saber mais:
“Geração C”TrendWatching – Generation C
“D-Schools”Tomorrow’s B-School? It Might Be A D-School

Banco Itaú e as portas giratórias

Acabei de ver na TV uma propaganda do Banco Itaú que demonstra que a Geração C está presente a todo vapor no Brasil. São os clientes colaborando em massa através de sugestões deixadas seja através da Internet ou seja através de qualquer outro canal de atendimento.

A propaganda agradecia as sugestões enviadas na campanha do “Itaú quer ouvir você” e dizia que muitas estão sendo já implementadas, exceto por algumas como no exemplo da porta giratória, que está ali para a segurança dos clientes. Além da TV também vi um outdoor nas ruas com alguns desses balões de diálogos. Campanha forte pelo visto.

São as empresas começando a se preocupar com essa nova geração exigente e mostrando explicitamente que escuta o que o cliente tem para dizer. Ao menos é a impressão que fica. Se não for isso é o marketing enganando outra vez.

O Paradoxo da Satisfação do Cliente

ago 18, 2005   //   por Serendipidade   //   Marketing / Negócios  //  4 Comentários

(c) FreeFoto.comParte I

Durante os muitos anos da existência dos conceitos de Marketing, as empresas fizeram dele um mecanismo que funciona da seguinte maneira:

“Como Marketing temos que buscar as NECESSIDADES mais íntimas e importantes dos nossos clientes, e traduzi-las em ações, projetos e campanhas para adaptar nossos produtos e serviços a essa nova realidade.”

Esse conceito é ingênuo e está ERRADO!!!

Foi-se o tempo em que os clientes queriam suas necessidades satisfeitas, isso é mais do que mandatório para qualquer empresa sobreviver. Mais do que isso, os clientes querem que suas VONTADES e DESEJOS sejam atendidos pelas empresas.

Tudo está resumidamente na diferença entre:

Satisfazer as NECESSIDADES do cliente

e

Satisfazer o que o cliente QUER — CORRETO!!!

Exemplos:
A Gillette fabrica essas lâminas de barbear para homens e mulheres. Seguramente nem 0,0001% do dinheiro gasto para pesquisar o novo sistema de 3 lâminas foi gasto para pesquisar o que o público feminino quer: Uma lâmina de depilação que combina com a decoração do seu banheiro.

Nós usuários de telefonia celular geralmente também acessamos e-mails e vemos notícias via internet. Assim sendo, as operadoras investem milhões para trazer a última geração de telefonia que suprem essas necessidades. Mas o que eu quero como cliente de uma operadora celular, é simplesmente telefonar em qualquer lugar onde eu estiver, embaixo d’água, em cima de uma montanha ou dentro do metrô ou túnel.

Parte II

Agora que sabemos o que os nossos clientes querem, como fazer com que eles conheçam nossa empresa, produtos/serviços e comprem ?

Satisfazer o Cliente é Marketing – o cliente já é nosso e temos que mantê-lo
Conquistar o Cliente é Publicidade – o cliente ainda não é nosso e temos que nos apresentar

Aqui voltamos um pouco ao conceito apresentado na parte I: Para satisfazer o cliente, temos simplesmente que entender o que ele quer ao utilizar nossos produtos e serviços. Agora, para conquistá-lo, temos que fazê-lo enxergar que nossa empresa atende as suas necessidades.

A necessidade vem antes de colocarmos um cliente na nossa carteira. É suprindo suas necessidades que o conquistamos. E quanto melhor essa mensagem, melhor a propaganda. E a melhor propaganda é aquela que além das necessidades, consegue suprir as emoções e expectativas dos clientes.

Onde está a Criatividade da TV Brasileira?

ago 13, 2005   //   por Serendipidade   //   Criatividade / Inovação  //  Nenhum comentário

(c) YotoPhoto.comCriatividade! Essa palavra reflete o desejo de muitas das empresas de hoje. No ranking das 20 empresas mais inovadoras todas as companhias listadas tinham investimentos relacionados com o estímulo à participação e criatividade dos seus colaboradores. É o emprego nobre dos conceitos da produção de idéias voltado para os negócios.

Por outro lado, no campo mais ligado ao nosso cotidiano, a criatividade marca presença em publicidades e propagandas e também em produções de programas de TV na tentativa de abocanhar uma maior fatia do Ibope.

A criatividade está muito fortemente presente na publicidade. A busca por entender os desejos dos consumidores e tentar convencê-lo de que o seu produto é necessário e desejado. Criar a relação direta com o consumo, o desejo e a ação do consumidor.

O Brasil é um dos países mais bem colocados quando falamos de publicidade de maneira geral. Pelo menos na mídia que mais expressa sentimentos e emoções, que é a TV, a publicidade através de vídeos é muito bem cotada internacionalmente. Sempre temos as agências Brasileiras (sejam as nacionais ou as multinacionais) entre as finalistas do Leão de Ouro de Cannes.

Já na TV, uma lamentação completa. As emissoras Brasileiras têm medo de arriscar na produção de seus próprios programas e acabam importando idéias “enlatadas” do exterior. É incrível a incapacidade da TV brasileira de gerar programas interessantes e criativos. As emissoras parecem pesar na balança o risco da criatividade versus a cópia de uma formulação de sucesso garantido.

“Big Brother Brasil” copiado do sucesso do programa no exterior. George Orwell deve estar se revirando no caixão pelo uso do seu “Grande Irmão” do romance “1984″ em algo tão banal. Mas a critividade não deixa de estar presente.

“O Aprendiz” foi copiado do programa homônimo americano que leva Donald Trump para o showbusiness. Por sinal, se trata de um programa que foi importado para o Brasil utilizando ao máximo o uso descarado de um merchandising de baixíssima qualidade usando os participantes como garotos propaganda. Além da péssima atuação do seu principal protagonista na tentativa de ser o business man do momento. Horrível… os dois, o original e o copiado. Mas a idéia não deixa de ser boa e infelizmente prende bem a atenção da nossa população medíocre.

Depois vem uma série de programas de auditório como esses que vemos da Márcia, Hebe e demais que são meio que copiados da Oprah Winfrey. Ou mesmo o “Programa do Jô” que tem semelhanças incríveis com o “Late Show” do David Letterman.

Mas não podemos dizer que não se criam programas novos aqui no Brasil. Pena que a criatividade do brasileiro fica presa a violência, bundas e aproveitamento moral em cima dos outros, como é o caso do Pânico ou Ratinho… se bem que chamar isso de criatividade é um pecado. O segredo aqui é usar a TV para mostrar programas que se identificam com a massa brasileira, e para isso os ingredientes são simples e apelativos. Simplesmente refletem a mediocridade da nossa população. Um livro de Luciano Pires chamado “Brasileiros Pocotó” pode apresentar a você um pouco mais de detalhes quando falamos do emburrecimento da TV brasileira.

Conclusão: Vou desligar a TV durante os programas e assistir durante os intervalos comerciais, pelo menos ali poderemos nos divertir desafiando as propagandas a nos convencer que seu produto é necessário. Ainda quando existem propagandas péssimas também, pelo menos eles estão tentando criar e vender ou ser criativos, estão arriscando.

Placas e Sinais altamente literais

jul 29, 2005   //   por Serendipidade   //   Comportamento  //  Nenhum comentário

(c) Swank Signs
Ainda continuando o nosso tema anterior de transmissão de mensagens através de sinais e placas, tem algumas que querem ser altamente literais e passar detalhadamente a idéia da mensagem.

O site Swank Signs é um belo repositório delas. Mas e aí?

Muito mais impacto = Maior efeito?
ou
Muito mais engraçado = Maior efeito?

Vai depender da intertpretação do leitor… mas o importante é que com certeza a pessoa não esquece o que vê.
E falando em esquecer, pior são aqueles que escolhem o desenho errado para mostrar a sua mensagem ou propaganda… estes sim merecem ser esquecidos… tem alguns links abaixo para ilustrar isso:

Quanta infelicidade junta.

Papel eletrônico

jul 13, 2005   //   por Serendipidade   //   Criatividade / Inovação  //  Nenhum comentário

e-Paper - by Fujitso.com

A Fujitsu anúnciou hoje em seu website que vai lançar um papel eletrônico sem fio. É um filme fino que pode ser enrolado ou curvado sem alterar as características da imagem impressa e com um adicional interessante, ele possui memória e pode mostrar uma imagem fixa sem a necessidade de eletricidade.

Por mais novidade que pareça ser, o papel eletrônico já foi desenvolvido por outras empresas antes, mas ainda sem a característica de manter a qualidade das imagens quando dobrado e a memória. A comecialização está prevista para o próximo ano fiscal da empresa (Abr/2006 a Mar/2007) e algumas das utilidades para ele são:

- Propaganda em superfícies curvas como colunas.
- Propaganda atualizada ao longo do dia à distância.
- Menus de restaurantes ou displays informativos de equipamentos.
- Uso em casa para uma maior mobilidade de textos ou imagens.
- Ampliação de textos ou imagens recebidas pelo celular transferida sem fio.

Criatividade está na idéia e não na execução

jun 15, 2005   //   por Serendipidade   //   Criatividade / Inovação  //  1 Comentário

Quando falamos de criatividade geralmente pensamos em propaganda, mas é verdade e evidente que existem outras aplicações. A propaganda está intimamente ligada com criatividade porque a sua mensagem é enviada a praticamente todos os tipos de mídia que dispomos na sociedade, e essas mensagens acabam por consequência atingindo a maior parte da população. Logicamente, o objetivo é seduzir o consumidor, fazer com que seja criado no seu íntimo uma vontade de possuir ou incorporar o objeto anunciado. Mas porque ainda assim a propaganda é assim tão fascinante?

(c) yotofoto.com

Quando éramos crianças, na pré-escola, tínhamos sempre uma caixa de lápis de cor por perto. Todo trabalho escolar se baseava em desenhos e na estimulação da capacidade criativa de cada um de nós. Depois vieram os anos com a vassoura da álgebra, gramática e demais matérias varrendo tudo e toda essa liberdade de pensamento que tínhamos.

A propaganda é uma disciplina que estimula os seus profissionais a se comportarem como crianças no sentido de que a liberdade de pensamento para fazer conexões e mapas mentais seja ilimitada. Sempre que existe uma quebra de comportamento padronizado, nós humanos tendemos a reagir com mais atenção a este fato. É da nossa índole criticar aquilo que está fora dos padrões vitais ou comerciais, mas quando alguém insere essa “boa nova” na nossa frente nos vemos pensando muitas vezes: Que inteligência, muito bem bolado!”. Quem nunca se deparou com um anúncio que quebra os padrões da sociedade e como conseqüência nos inspira alegria ou divertimento?

Essa quebra de rigor imposto pelas agências de propaganda é que nos aproximam da propaganda e criam o seu carisma… alí vemos espelhado a nossa necessidade de voar longe nos pensamentos, nos libertar das amarras da rotina.

Essa liberação acaba sendo muito fácil de traduzir em ação porque dentro da mídia podemos publicar quase tudo que temos em mente através de fotos e filmes e com a ajuda de um computador. Isso é o ponto forte da propaganda. Traduzir a idéia em uma ação, ou seja, em uma foto, página de revista ou filme é uma tarefa fácil dentro da indústria da propaganda. O problema é quando passamos essa necessidade de liberdade para o dia-a-dia de uma empresa ou das nossas vidas.

Em uma empresa, seja quando temos funcionários ou somos os funcionários, existem regras éticas e limitações impostas por hierarquias ou governo. Na nossa vida cotidiana, seguimos frenéticamente os passos do capitalismo e não temos tempo de refletir e encarar a vida de forma divertida e distraída.

A grande questão aqui é valorizar a criatividade, e, para despertá-la devemos criar um exercício mental de criatividade sempre que necessário. Fazer um repositório de idéias sem nos preocupar como faremos para executá-las, ou se elas são comercialmente viáveis. Isso é muito importante para que consigamos criar o maior número de conexões possíveis e conseguir combinar duas coisas diferentes na busca de uma solução criativa.

Um exemplo interessante: Vamos supor que você tenha que descer um bloco cilíndrico de concreto gigantesco por uma passagem cilíndrica estreita e longa. Um ponto a ser notado aqui é que um guindaste que suporte todo o peso do bloco é extremamente caro e esse bloco também é super sensível a pancadas. Qual seria a solução?

Ou ainda um outro problema: Na cidade de Santos, no litoral paulista, diversos prédios estão pendendo para o lado devido ao solo arenoso. O mesmo vale para a torre de pisa, que é um patrimônio e deve ser reerguida com cautela. O que fazer?

Uma solução criativa está em algo tão ambundante em nosso planeta que nem podemos acreditar: na água. A IDÉIA aqui é fazer a água congelar no espaço a ser ocupado, no congelamento a água se expande, deslocando o objeto a ser erguido (no caso dos edifícios). Ou congelamos a água e colocamos o objeto a ser baixado em cima do gelo, para que ele desça com o descongelamento (no caso do bloco cilíndrico de concreto).

Observamos que a IDÉIA é muito boa, porém como faremos para congelar a água naqueles espaços e como vamos encher com concreto o espaço aberto embaixo do edifício é outro problema que não depende da criatividade, mas sim de pesquisa e tecnologia. Essa é a EXECUÇÃO da idéia.

Por isso, quando queremos ser criativos devemos deixar as idéias fluirem continuamente, sem restrições. A análise da validade ou de como executaremos é um passo posterior e deve ser feito somente depois que já esgotamos as possibilidades criativas. Se o bloqueio vier logo em seguida da idéia, jamais poderemos fazer conexões com outras idéias e dificilmente teremos sucesso no estabelecimento de soluções criativas.

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