Voltando pra casa…
Estou no aeroporto no meio de um atraso de 4 horas no meu voo para SP. Vim aqui num cyber para dividir um sentimento que presenciei em todos os demais passageiros do vôo. Eu estou desencanado, estou de férias e voltando de lua de mel, não tenho com o que me preocupar.
Quando fomos comunicados do atraso ocorreu o seguinte por aqui (caiu como uma luva):
Fases de uma grande perda (ou luto):
1. Choque. A pessoa se sente atordoada ou adormecida
2. Negação ou procura. A pessoa:
- Fica em estado de incredulidade
- Faz perguntas do tipo “porque isto aconteceu?” ou “porque eu não evitei isto?”
- Procura maneiras de manter a pessoa amada ou a perda consigo
- Pensa ver ou ouvir a pessoa perdida
- Apenas começa a sentir a realidade do ocorrido
3. Sofrimento e desorganização. A pessoa:
- Tem sentimentos como culpa, depressão, ansiedade, solidão, medo, hostilidade.
- Pode culpar qualquer um ou qualquer coisa pelo ocorrido, incluindo a si mesma
- Pode apresentar sintomas físico como dor de cabeça, dor de estômago, cansaço constante e falta de ar
- Afasta-se dos contatos sociais e da sua rotina
4. Recuperação e aceitação. A pessoa:
- Começa a olhar para o futuro em vez de se concentrar no passado.
- Ajusta-se à realidade da perda
- Desenvolve novos relacionamentos
- Desenvolve uma atitude positiva
Mudanças
Todo mundo chega numa fase da vida onde o fator mudança está presente e é mais enfático. Isso pode se dar em muitos aspectos, sejam eles afetivos, de ambiente, carreira, dinheiro, e assim por diante. O ideal é que eles venham separados.
Assim sendo, anuncio que duas dessas grandes mudanças invadem minha vida a partir do próximo sábado: Casamento e mudança de país.
Me caso com a mulher mais doce que possa existir e mais companheira que qualquer outra pessoa que possa ter cruzado minha vida nesses 30 anos de vida.
Em seguida, logo no início de dezembro, estou rumando para Amsterdam – Holanda por quase 2 anos, expatriado pela minha firma.
Serão grandes experiências que, combinadas, formam o mais novo tipo de ansiedade que atinge minha vida, porém com uma imensa sensação de felicidade.
Problema de afiliados Submarino Afundado
Quer ver blogueiro ficar esbaforido de raiva? É só não pagar sua comissão. Pior. Não pagar e dar baixa no sistema dizendo que pagou. Haja paciência e emails sem respostas.
Logo depois de afundar por alguns dias, o Submarino e seu “problema de afiliados” se superou. “Estão reformulando” – um pode dizer. Mas é injustificável. A empresa tupiniquim precisa de óculos, a governança das empresas precisa de um cérebro e os funcionários precisam receber o troco do que promovem. Lições de vida, ainda que não absorvidas, são saborosas.
Escutem empresas varonis que querem aproveitar o zum-zum-zum da rede: Pisar no calo do blogueiro dói mais em você do que nele. Mas que estou magoado eu estou, afinal, meu bolso é muito sensível.
Não é a mídia que importa, mas os modos
O artigo de Rick Milenthal na Advertising Age apresenta um conceito conhecido que relaciona publicidade ao estado, o modo em que seus clientes se encontram no momento do bombardeamento da mensagem. Ele acredita que os consumidores não abandonaram a publicidade de vez, e afirma que adequando a mensagem ao estado de comportamento do cliente pode fazer a diferença.
Ele identifica seis principais modos/estados em que os consumidores se encontram dependendo do que estejam buscando naquele momento (leia detalhes no artigo):
- ENTRETENIMENTO
- INFORMAÇÃO
- DESCOBERTA
- CONECTANDO
- COMPARTILHANDO
- EXPRESSANDO
Exemplo: Se os consumidores estão buscando entretenimento, eles querem ser entretidos. Se estão buscando conhecimento, eles querem informação. Se eles querem compartilhar, descobrir ou se expressar, eles querem que você viabilize isso.
O objetivo não é introduzir uma idéia blockbuster para o profissional de marketing, mas passar o recado de que com os novos canais de comunicação, é preciso também adequar a filosofia por trás das mensagens que buscam, de alguma forma, conquistar a preferência do mercado.
Fofoca é vital para a evolução do homem
Voltando ao post anterior, ele questionava porque buscamos coisas “vazias” para preencher nosso dia-a-dia. Natureza ou evolução humana?
Então reparei que as notícias mais quentes (+ lidas) invariavelmente são fofocas. Fui ler mais a respeito e topei com um estudo interessante do professor Frank McAndrew do Knox College.
Coincidentemente li uma notícia da Folha Online que divulgava uma pesquisa da Harris Interactive a qual dizia que fofocas e e-mails são as maiores distrações no trabalho.
Teorias anteriores dizem que a fofoca é “uma forma de estudo social ou comparação social — uma forma de obter informação sobre outros que nos dá sentimentos elevados de valor próprio por meio da comparação”
Já o estudo do professor Frank afirma que “notícias negativas sobre indivíduos de alto nível social ou potenciais rivais e notícias positivas sobre amigos ou aliados são super valorizadas e passíveis de serem passadas para a frente. O que confirma que a fofoca pode servir como uma estratégia de aprimoramento de status.”
De qualquer forma parece ser da natureza humana a inclinação para esse tipo de informação “quente”.
No caso das revistas de fofoca: Mesmo não conhecendo uma celebridade pessoalmente, a vemos como um indivíduo de alto destaque social. Descobrir e compartilhar as suas fraquezas é algo que parece ter valor, pois rebaixa essa pessoa ou nos coloca mais próximos dela.
Na carreira vale o mesmo. A fofoca no trabalho é parte da nossa estratégia na busca por status – cargos e salários melhores.
A fofoca é tão instintiva quanto gostar de sexo (para perpetuar a espécie), de doces (para obter energia) ou de adaptação do meio (para alcançar objetivos).
Imagem: “Gossip” de Norman Rockwell
O que as pessoas lêem refletem sua inteligência?
Pergunta intrigante…
Olhando as notícias mais lidas na Folha de S.Paulo a qualquer hora do dia você se depara com uma lista parecida com essa ao lado.
Ela reflete a preferência popular de uma rede virtual que é acessada, na sua maioria, por pessoas de mais elevado poder aquisitivo.
Se pensarmos em crowdsourcing, wikinomics e/ou avaliarmos a inteligência coletiva o que podemos concluir? Existem exceções? Se trata de um nicho (cauda longa)? Ou uma coisa não tem nada haver com outra?
Num antigo post comentei o livro de Gustave Le Bon (1895) – A psicologia da multidão (é grátis):
Quando no meio de uma multidão, o homem regressa para um estado mental primitivo. Uma pessoa que pode ser altamente culta e moral em alguns casos, é capaz de agir como um barbáro.
Esta irracionalidade, presta-se ao poder da sugestão, através do qual o comportamento de um indivíduo pode ser determinado pelas suas percepções e as ações de outros ao redor dele.
Então o ímpeto por ler ou ver alguma coisa não se correlaciona com inteligência. O conteúdo acessado por sua vez alimenta nossa cabeça com informação boa ou ruim.
Para chegar ao 5o. lugar imagino que um número grande de pessoas devem clicar na mesma notícia, sem saber que as demais estão clicando nela. As notícias são na maioria relacionadas com a mídia TV, a qual exerce forte influência na nossa sociedade, isso explica serem “+ lidas”. Um acesso à informação de forma “inconsciente”.
Podemos manipular as multidões, elas percebem “viralmente” o que as demais ao seu lado estão fazendo. O start deve ser algo popular. Mas ainda não consigo entender porque o viral que conhecemos é tão “vazio”.
Daí eu volto à questão, porque buscamos ler ou ver coisas “vazias”?
Isso aqui tá parecendo o ovo e a galinha…
Novos tempo… o retorno.
No post anterior mostrei a foto de uma bandeira de torcida super conectada na rede.
Agora conto uma história:
Fui ver uns apartamentos no final de semana e descobri que os corretores (ao menos os da Lopes) costumam colocar apelidos para ajudar o cliente gravar seu nome. Nada demais aí.
Porém aí vai o nome do corretor que me atendeu: um japonês chamado Google.
Novos tempos…
Prova de que a internet não está somente dentro dos computadores, redes e bits circulantes. Briga de torcidas:

“Você quis dizer: Merda”
Fonte IMlog
De volta…
A página ficou fora do ar por 2 dias e acaba de voltar ao normal. Tive que fazer um upgrade na conta pois a banda tinha ido pro espaço. Abraços!
Memética e viralidade
A blogosfera fala bastante a palavra ‘meme‘ e a emprega para fazer com que outros blogueiros repitam uma mesma ação, sendo influenciado pelo blogueiro anterior e chamando novos a participar. Um exemplo é a lista de resoluções para o ano novo.
Todo mundo também fala muito em ‘marketing viral‘ e, assim como as pessoas que falam em memes, quase nenhuma jamais leu um livro do Richard Dawkins ou da Susan Blackmore.
O Dawkins é o criador da palavra “meme”. É a extensão dos conceitos de Darwin para explicar a propagação de idéias e os tais marketings virais. Ou seja, a propagação das idéias ocorrem de forma similar ao da propagação dos genes. A memética é o estudo da transmissão das idéias, e a genética é o estudo da transmissão das características biológicas.
Vamos divagar…
– Ontem o Seth Godin publicou um post explicando que Marketing boca-a-boca e Marketing viral não são a mesma coisa. Discordo. Sob o ponto de vista de memética eles são.
– Aplicar o termo “meme” para essa cadeia de listas da blogosfera é de certa forma errôneo. Não ocorre uma transmissão de idéias espontânea, o convite aos outros blogueiros e sua subseqüente participação está mais para um “átomo social” do que para um meme.
– Mais intrigante. Se as empresas conhecessem um pouco mais das teorias evolucionistas, iriam elas ter mais êxito na formulação de ações de marketing? Lógico. Memética na ementa dos cursos já!
– A figura abaixo ilustra o ciclo de um meme. A Market Semiotics que conceptualizou o traçado.





