Blogueiro brasileiro morre de infarto?
O IDG Now reporta: “New York Times destaca casos de blogueiros que sofreram infarto e relata os males do trabalho 24 horas por dia, sem interrupção. A atividade de blogueiro começa mostrar sinais que podem enquadrá-la na categoria de “profissões de risco”, confome mostra uma reportagem do New York Times.”
1 – Galera, pega leve na blogosfera. Tem gente parando de trabalhar durante o dia (como eu nesse momento) para postar alguma coisa. 1 vez ao dia não faz mal, mas tudo em exagero faz mal. Mas, no fundo, algo me diz que brasileiros, mesmo quando 100% dedicados como blogueiros, dificilmente vão se estressar tanto como os americanos.
2 – A morte é uma das únicas certezas nessa vida. Se blogar é algo que realmente o deixa feliz, morra blogando, mas morra feliz. Se você quer viver mais ou blog é seu meio de vida porém não traz felicidade, reveja seus conceitos e estabeleça margens entre trabalho (blog), vida social e entretenimento off-line.
3 – Blog é blog. Está em pauta, todo mundo fala nisso hoje em dia. Porém, se a reportagem mostrou só 2 blogueiros que falerecam de infarto em uma blogsfera de mais de 150 milhões de blogs, acho que estamos indo bem.
4 – Acho que não levo reportagens muito a sério porque na maioria delas sinto que existe muita generalização de conceitos e não fatos comprovados e empíricos atingindo larga escala de diferentes aspectos do assunto em questão. Talvez eu esteja redondamente enganado, mas ceticismo (ainda quando tenho uma religião) é uma palavra que me agrada muito. Mas já fugi completamente do assunto o qual comecei essa discussão. That’s what blogging is about!
2.0
O post anterior me fez pensar como tudo se tornou diferente com a adição da extensão 2.0 nas principais atividades exercidas pelas empresas ou nos nomes de funções de negócio das firmas dentro dos conceitos de administração. Só para demonstrar, se queremos mostrar a influência (não tão nova) da internet e suas ferramentas que permitem uma vida social virtual quebrando barreiras de forma direta e eficiente, basta adicionar 2.0. Sendo assim, podemos compreender melhor alguns já existentes como Web 2.0 (2.0 = gente conversando facinho facinho gerando valor e ruído muito rapidamente) e até mesmo criar o seu próprio termo e sair por aí pregando a boa nova.
- B2B 2.0
- Consumidor 2.0
- Automação de força de vendas 2.0
- Call center 2.0
- Supply Chain 2.0
- CRM 2.0
- …
Divertido, não? Eu acho meio sem sentido mas é e está sendo eficiente para associar um canal de comunicação chamado internet com as velhas instituições quadradas.
UPDATE: Matéria da BusinessWeek cobrindo mais um novo livro que fala sobre o assunto.
Enterprise 2.0 – Socializando a empresa
No próximo mês irei participar de um congresso aqui na Holanda sobre as empresas 2.0 ou o uso de softwares sociais (2.0) nas empresas. O congresso se chama “De web 2.0 até empresa 2.0 – Socializando seus negócios” e terá a participação de figuras importantes de dentro desse contexto como Ross Mayfield, fundador e presidente do Socialtext e o professor da Harvard Business School, Andrew McAfee (aliás, ele tem um ótimo blog sobre o impacto da tecnologia da informação nos negócios). Prometo colocar aqui alguns dos insights que tiver durante o evento.
CONVERSAS! – não meras fontes de notícias
Vi hoje na Folha de S.Paulo a matéria “Jornal domina noticiário na internet e ganha leitor” divulgando os resultados de um relatório americano chamado “The State of the News Media 2008“. Sempre afirmei aqui que temos que ver pesquisas ou notícias de forma neutra e com a vigilância epistêmica ativada. O exercício é contra-argumentar. Dois fatos chamaram minha atenção no resultado da pesquisa os quais eu discordo de ambos categoricamente:
Os dez principais sites de notícias, em sua maior parte de marcas tradicionais, estão mais para uma oligarquia do que para a democratização via internet prevista por obras como “A Cauda Longa”
Na lista de fontes importantes (confiáveis) de notícias, os blogs apareceram no final. 30% dos americanos consideram blogs fontes confiáveis de notícias. Outros são sites de notícias (81%), televisão (78%), rádio (73%), jornais (69%), amigos e vizinhos (39%) e revistas (38%)
Primeiramente não entendo porque o blog foi tratado como fonte de notícias quando seu propósito é ser uma ferramenta de conversação. Tenho clara em minha mente essa diferença. Depois, mesmo os websites tradicionais que fazem parte do “clubinho dos 10” citados acima, se beneficiaram do aumento da audiência por conta da democratização da internet, tanto em número de leitores como em feedbacks com maior qualidade e quantidade do público leitor – os blogueiros linkam notícias também. Então por quê ser separatista no uso do termo oligarquia versus democratização? Não são os blogs ferramentas acessíveis a todos que querem se expressar, e não é a internet o melhor meio para ser ouvido, mesmo que sejam por poucos?
Tendências em combustíveis alternativos para 2008
A Clean Edge acaba de divulgar o seu relatório anual cobrindo tendências em fontes de energia limpas. É muito satisfatório ver que as tendências descritas, mais do que “verdes”, são extremamente inovadoras e pra lá de interessante.
Me diverti um bocado lendo a respeito das companhias que usam pipas (ou paragliders) para movimentar barcos (Kite for Sail, KiteShip, SkySails). Impressionante ver também a exploração da energia geotérmica ganhando espaço. Mas o mais interessante é o carrinho da Reva. “Super trendy” e econômico, ele usa uma bateria de 6 Volts e pode chegar até 80 km/h. Você pode carregá-lo em casa como quem carrega um telefone celular.
Ser “verde” significa muita$$$ oportunidades de negócio.
Pensar é fácil… difícil é demonstrar que sabe…
Se você é o maior especialista do mundo em um determinado assunto, você pode ser requisitado em diversas partes por seu conhecimento. Supondo que você só falasse português e que não haveria nenhum intérprete disponível no local requisitor, o que resta de você?
Nada, é a resposta.
A gente pode passar a vida toda acumulando conhecimento, experiência, técnicas ou macetes, mas se não formos capazes de passar o recado pra frente, não conseguimos nos firmar perante empregos, desafios e indagações do cotidiano humano.
Daí a importância de uma segunda língua ou habilidades de comunicação interpessoal ligadas ou não à fala. Conhecimento e raciocínio são os combustíveis e a comunicação é a faísca para movimentar o motor da vida.
Tudo o que falei é óbvio, mas não custa manter esse pensamento funcionando no segundo plano da sua cabeça.
Leituras que valem a pena #24
The Ten (and a half) Commandments of Visual Thinking: The Lost Chapter from The Back of the Napkin | Dan Roam
O autor explora o pensamento visual e prevê: Visual Thinking é o futuro no que tange solução de problemas nos negócios.
Free! Why $0.00 Is the Future of Business | Chris Anderson
Quando o pai do “Longa Tail” ou “Cauda longa” fala, o mercado é todo ouvido. Veja o tema do seu novo livro e entenda porque a economia da internet tende a zero na precificação de produtos e serviços.
Placebos, Price, and Marketing | Roger Dooley
Roger está dando continuidade a uma série de posts que exploram como o preço dos produtos influenciam diretamente na satisfação dos consumidores. Com uma explicação empírica e tudo.
Se vc gostou, leia as outras recomendações de leitura clicando aqui.
Pirataria no Brasil
Em tempos que o primeiro internauta Brasileiro foi condenado por pirataria de músicas, eu convido meus leitores a refletir sobre o assunto visitando um antigo post que publiquei há mais de dois anos atrás.
Revisitando o Cluetrain
Há 10 anos o Cluetrain manifesto foi lançado. Em um evento recente em Nova Iorque para revisitar seu conteúdo, Doc Searls (um dos autores) esteve presente e a conversa foi acompanhada por Josh Bernoff da Forrester.
No post do Josh tem bastante informação e 10 pontos que Doc destacou na conversa sobre propaganda na web 2.0.
Só escrevi este post para refletir a opinião de Doc sobre Web 2.0. Segundo ele, O’Reilly (inventor do termo) deu muita ênfase ao software. E web 2.0 não é sobre software, é sobre a maneira como relacionam-se empresas e mercado dentro de um novo contexto.
Vento na cabeça
Voltando ao post de Junho de 2005, “Quanto mais sei, menos sei“, resgato a frase abaixo:
“Em 1750, o conhecimento da humanidade, desde o tempo de Cristo, foi duplicado.
Em 1900, esse fenômeno se repetiu.
A seguinte duplicação aconteceu em 1950.
Atualmente, o conhecimento se duplica a cada 5 anos.
No ano de 2020 estima-se que esse conhecimento se duplicará a cada 73 dias.” – James Appleberry
… a quantidade de conhecimento nos leva mais próximo do desconhecido… mas, além disso…
O que estou percebendo é que quanto mais informação a ser absorvida em curtos espaços de tempo, mais bloqueada nossa cabeça fica. É como se tivéssemos vento dentro dela. Nenhum pensamento brota porque as sementes estão todas voando.
Se tivesse dons matemáticos poderia delirantemente equacionar a “quantidade de desconhecimento” em função do “peso da informação” na razão da “velocidade de aderência”. Mas prefiro curto e grosseiramente dizer que mente acelerada não leva a (quase) nada.




