Números!
Não obtive os dados 2006 da pesquisa abaixo, mas aí vão algumas observações importantes que garimpei na rede no âmbito dos blogs corporativos.

Dentro do universo dos 64% que podem vir a anunciar em Blogs ou usá-lo como ferramenta de marketing, temos os seguintes fatos:
– De todos os websites das empresas listadas no S&P 500, apenas 4% delas possuem blogs
(Fonte: eMarketer)
– Apenas 12% dos adultos online lêem blogs regularmente
(Fonte:Forrester Research)
– 22% das empresas estão usando ou planejando usar blogs como ferramentas de marketing
(Fonte:CMO Magazine)
Os dados acima são do mercado Norte Americano.
Os Estados Unidos possuem mais solidez em Blogs Corporativos, e o desejo de participar é grande entre as empresas. Mas a prática demonstra que as empresas tendem a ser conservadoras na adoção de novas práticas, e que estão apenas começando.
Qualquer meio de comunicação será usado…
Alguém profetizou um dia:
“Propaganda é a alma do negócio”
Se fez uma luz e todos os meios de comunicação foram invadidos por propagandas. Textos, sons ou imagens, vale tudo para desviar sua atenção.
Pensando na prática, qualquer lugar, espaço físico, canal de rádio, de TV, qualquer coisa que seja vista, ouvida ou lida por muitos é uma possível alternativa para plantar a semente dos seus negócios sob a forma de um anúncio comercial.
A Internet trouxe um fator exponencial para o crescimento de tudo isso.
Depois do Bumvertising, uma modalidade similar ao anúncio de “Compro e Vendo Ouro” pendurada no pescoço de pessoas no centro de grandes cidades, depois do Adsense revolucionando a maneira de se vender na web, eis que surge o Roofshout ou o Roofads buscando clientes através de anúncios nos tetos das casas, fábricas ou galpões. A foto acima é auto-explicativa.
Benchmarketing?
Em uma reunião de negócios ouvi alguém falar “Benchmarketing”. Uma pena os funcionários de empresas (mesmos as grandes) saberem o contexto correto no uso do termo e não saberem o seu nome.
Benchmarking é um processo contínuo de comparação dos produtos, serviços e práticas empresarias entre os mais fortes concorrentes ou empresas reconhecidas como líderes. É um processo de pesquisa que permite realizar comparações de processos e práticas “companhia-a-companhia” para identificar o melhor do melhor e alcançar um nível de superioridade ou vantagem competitiva.
O termo acima (o verdadeiro) fora do contexto de negócios, eu já vi (ou li) empregado em diversas situações: desde cowboys marcando seus assassinatos em bancos de madeira, até marcador de maré alta/baixa do oceano.
O que importa é ser o “Marco de referência“.
| Benchmarking é… | Benchmarking não é… |
| – um processo contínuo | – um evento isolado |
| – uma investigação que fornece informações valiosas | – uma investigação que fornece respostas simples e "receitas" |
| – um processo de aprendizado com outros | – cópia, imitação |
| – um trabalho intensivo, consumidor de tempo, que requer disciplina | – rápido e fácil |
| – uma ferramenta viável a qualquer organização e aplicável a qualquer processo | – mais um modismo da administração |
Fonte: GuiaRH
Benchmarketing acaba sendo um neologismo usado para nomes de empresas, nomes de gráficos, e mesmo apresentando o significado errado.
Leia o meu post Medindo a Performance e saindo na frente, e aprenda como planejar uma análise de Benchmarking na sua empresa.
Carteira encontrada depois de 40 anos
Encontrar carteiras perdidas é sempre bom, mas com o dinheiro que você tinha nela, é ainda melhor. Rever o mesmo objeto depois de 40 anos! – Não tem preço…
“Um americano de 57 anos conseguiu achar sua carteira perdida há 40 anos. Uma família do estado de Utah devolveu nesta semana o objeto perdido em um posto de gasolina em 1967.
A carteira cor de bege ainda tinha a mesma nota de US$ 5, um tíquete de pedágio, um selo e sua carteira de identidade. […]
Ele perdeu a carteira em um posto de gasolina na cidade de Logan, em Utah, quando parou para abastecer seu carro, um Austin Healy ano 1955. O dono do posto colocou o objeto em um painel, esperando que seu dono voltasse para buscá-lo.
Décadas depois, Ted Nyman achou a carteira quando limpava o posto de seu padrasto. Ele encontrou o paradeiro de Schmitt através de pesquisa na Internet. Nyman enviou a carteira via correio para o dono.”
“Eu tinha a cabeça cheia de cabelos nessa época”, comentou Doug Schmitt.
Hoje ele tem Serendipidade.
Não é a primeira vez que alguém tem uma serendipidade desse tipo, um exemplo similar pode ser lido aqui.
Fonte: Terra Notícias.
Leituras que valem a pena #10
Mundo Corporativo – n.11 | Deloitte
Revista de negócios da consultoria onde trabalho. Destaque especial para a reportagem Blogosfera, que fala sobre o assunto do momento: Blogs corporativos. (em PDF)
The new rules of PR: How to create a press release strategy for reaching buyers directly | David Meerman Scott
Artigo de um reconhecido autor de livros. Apresenta estratégias de comunicações adequadas para a web. (em PDF)
Flipping the Funnel | Seth Godin
O autor nos apresenta sua visão da nova maneira de “filtrar” os seus clientes na realidade da internet atual, nesta versão voltada a profissionais. A idéia é inverter o funil e, de filtro, transformá-lo em megafone utilizando ferramentas web 2.0. (em PDF)
Internet Guru
Ainda tratamos as ferramentas de busca como um meio de acessar um núcleo de inteligência superior, ou pensamos que o núcleo é a própria ferramenta de busca.
Os dados e informações da internet, ou as metodologias (algoritmos) das ferramentas de busca, não possuem (ainda) algum tipo de inteligência maior, de modo a interpretar o que você está pedindo e mastigar a resposta.
Por isso, me espanta ver algumas frases comumente utilizadas em ferramentas de busca, e mais ainda, me espanta que o uso desse tipo de frase para buscar possa realmente ser usada de verdade, porque o volume de dados é tão grande que podemos ter a sorte de encontrar o que procuramos. Essa é nossa maneira intuitiva de buscar o que queremos, mas sinceramente, não é a melhor maneira.
– “Internet Guru falando, qual resposta você está procurando?”
(os exemplos abaixo são reais e foram usados para chegar até Serendipidade.com)
– Quero montar uma distribuidora de agua mineral
– Quanto custa ingresso para show do u2?
– Quantos anos esteve antoni dvorak na américa?
– Quais foram os passos de alex tew?
– Existe estudo ou apostila gratis de técnicas de persuasão?
– Como montar meu site para vender pixels?
– Quero uma pagina com vídeo gravados gratuitos com depoimento de funcionarios
– Como montar uma pequena fábrica de vassoura?
– Quero idéias para um produto novo
– Como fazer leitura de formulas matematicas?
– Como montar diagrama de pareto?
– O que pose ser feito com uma garrafa reciclada?
– Como fazer criatividade dentro de uma empresa?
Se você quiser responder algumas das solicitações ou perguntas acima no seu website, saiba que você tem mercado!
O show do U2 e o Telemarketing mascarado
Vi abismado a notícia de que os ingressos para o show do U2 serão feitas somente por telefone. Isso só vem comprovar novamente que a organização, ou melhor, a desorganização do evento não tem capacidade nenhuma de gerenciar expectativas e o próprio evento.
Alegando pontos favoráveis de que por telefone não existem filas e tumulto, e nem mesmo idosos e grávidas gerando reclamações, a desorganização do evento está mascarando aquela que será uma das piores falhas da humanidade em call center.
A longa espera será inevitável, e olha só que interessante: A mídia não irá falar tanto de problemas, porque como ligamos de casa, não haverá balburdia, bagunças e nem protestos.
Nos bastidores teremos alguma empresa telefonica ganhando um dinheirinho bacana por grandes favores eventuais, os empresarios não aparecerão demais para levar tapas, em poucas horas alegarão venda esgotada, e doa a quem doer, esta será a realidade.
Estratégicamente falando, no fundo a desorganização está sendo bem espertinha.
Blogs – Sua empresa está nua!
Conforme apresentei no post anterior, começou a circular hoje (26/01) nas bancas a edição 860 da Revista Exame que fala sobre a influência dos Blogs nas empresas.
Serendipidade.com agradece a reporter Camila Guimarães pela consulta na discussão do tema, e pela oportunidade de ter apresentado fatos e links importantes para a conclusão da matéria.
Blogs corporativos no Brasil
Recebi recentemente um contato de uma reporter da Revista Exame, que está fazendo uma pesquisa sobre blogs corporativos para uma matéria a ser publicada em breve.
Conforme eu disse neste post anterior, a idéia do que é um blog ainda está amadurecendo no país, e exemplos tupiniquins de blogs corporativos são raros de se encontrar.
Arriscaria dizer que nenhuma grande empresa nacional, ou multinacional presente no país se ocupou dessa novidade em franco crescimento no exterior, principalmente nos Estados Unidos. E é difícil negar que o blog possa agir como um canal de comunicação interativo com o cliente, o seu crescimento é um fato real, bem como o número de pessoas que passam a acessar a Internet dia após dia.
Exemplos nacionais seguem atualmente um nicho muito específico: o micro-empreededorismo, que por sua vez é dividido em duas categorias distintas. São os empreendedores virtuais (especificamente os web 2.0), e pequenas empresas autônomas.
No primeiro subgrupo, temos o exemplo da Camiseteria, e no segundo temos alguns blogs de autores de livros ou palestrantes, blogs jornalísticos dentro ou fora de um veículo de comunicação, e por fim, este blog famoso de um negócio muito antigo, que no fundo não deixa de ser um “blog corporativo”…
Maneiras de se dizer a mesma coisa
Certa vez um sultão sonhou que havia perdido todos os dentes. Ele acordou assustado e mandou chamar um sábio para que interpretasse seu sonho.
“Que desgraça, senhor!” – exclamou o sábio. “Cada dente caído representa a perda de um parente de vossa majestade!”
“Mas que insolente!” – gritou o sultão. “Como se atreve a dizer tal coisa?”
O sultão chamou os guardas e mandou que lhe dessem cem chicotadas.
Ordenou, em seguida, que chamassem outro sábio, para interpretar o mesmo sonho.
O outro sábio disse: “Senhor, uma grande felicidade vos está reservada!! O sonho indica que irá viver mais que todos os vossos parentes!”
A fisionomia do sultão iluminou-se e ele mandou dar cem moedas ao sábio.
Quando este saía do palácio, um cortesão perguntou: “Como é possível? A interpretação que você fez foi a mesma do seu colega e, no entanto, ele levou cem chicotadas e você moedas de ouro!”
“Lembre-se sempre, amigo,” – respondeu o sábio – “que tudo depende da maneira de dizer as coisas. E esse é um dos grandes desafios da humanidade! É daí que vem a felicidade ou a desgraça; a paz ou a guerra. A verdade sempre deve ser dita, não resta a menor dúvida, mas a forma como ela é dita é que faz toda a diferença. A verdade deve ser comparada a uma pedra preciosa: se a lançarmos no rosto de alguém, pode ferir, provocando revolta. Mas se a envolvermos numa delicada embalagem e a oferecermos com ternura, certamente será aceita com facilidade.”
Autor desconhecido




