Visualizando posts em "Serendipidade"

Ajuda self-service

nov 24, 2005   //   por Serendipidade   //   Comportamento  //  Nenhum comentário

(c) yotophoto.comNão sou leitor de livros de auto-ajuda, mas de tanto se falar no livro do Stephen Covey (Os 7 habitos das pessoas altamente eficazes), acabei comprando um exemplar.

Começo a repensar os benefícios que livros de auto-ajuda podem introduzir na vida do leitor. No exemplo dos 7 habitos, o livro não deixa de ter algumas lições interessantes ou explicações simples para assuntos nebulosos, possui um infográfico bonito sobre dependência e interdependência.

Mas o livro é grande, chato (faz mais de 6 meses que comprei e apenas passei da metade) e possui algumas passagens esquisitas como quando o autor comenta sobre uma das lições de vida que passou com sua família. Nela, ele nos conta que na sala de jantar possui um quadro na parede com a missão da família. Que tipo de pessoa coloca um quadro com a missão da família na parede? Um executivo bitolado? Não sei…

Livros de auto-ajuda se parecem com experiências científicas onde se tentam combinar dois compostos em um só. Ou sou eu que não entendo o valor deles e sou infeliz, ou eles que são banais demais para serem lidos.

A Jaca e o CEO – uma história de gestão
Chocolate, o melhor psicólogo que já existiu
Pais brilhantes, filhos ofuscantes
O código Da Vinci e seu casamento

Já falei para meus amigos, qualquer hora eu vou escrever um para ganhar dinheiro. Nesse ponto eu respeito os autores desse gênero literário, eles são bons contadores de história.

Mania de acreditar

nov 23, 2005   //   por Serendipidade   //   Comportamento  //  2 Comentários

(c) David Donovan - ddonovan.netNós temos uma mania de acreditar em causa-efeito por termos uma fé distorcida naquilo que nos faz mal ou traz benefício.

Quando pensamos que algo pode surtir efeito (negativo ou positivo) nas nossas vidas, acabamos por acreditar nessa visão cegamente.

Isso nos deixa restritos em uma posição de ignorância perante outras variáveis, ou quem sabe, faz com que a nossa reação seja em prol daquilo que nos está fazendo pensar.

Exemplificando:

Causa: Jogar na mega-sena
Efeito: Ganhar
No concurso da mega-sena, compramos um bilhete e achamos, sentimos confortáveis com a idéia de que podemos ganhar. Inclusive fazemos planos com o dinheiro do prêmio, mesmo que nossas chances sejam ínfimas. E as chances SÃO ridiculamente pequenas, mas somos felizes e acreditamos que podemos ganhar.

Causa: Comer alimentos orgânicos
Efeito: Obter longevidade e evitar doenças
Compramos alimentos organicos achando que vai fazer bem para nosso corpo, evitar enfartos e prevenir intoxicação. Mas não existe nenhuma evidência que prove que comer alimentos tratados com agrotóxicos são prejudiciais a saúde. A quantidade residual é pequena demais para nos causar dano. As qualidades nutricionais de um e de outro são basicamente as mesmas. Mas acreditamos pelo fato de achar que agrotóxico é mau (nas devidas proporções) e ficamos psicologicamente tranqüilizados porque temos medo da morte ou doenças.

(c) uic.co.auCausa: Ter medo de radiação e ser contra energia nuclear
Efeito: Sentir-nos protegidos do “inimigo” radioativo
Temos um belo discurso de que energia nuclear é arriscada e perigosa, e ficamos impressionados pelos acidentes nucleares. Radiação é dose, se você toma uma dose de cachaça não faz mal, mas uma garrafa pode matar. Durante nossa vida, 88% da radiação que recebemos é natural (radiação cósmica, radônio, etc.), os 12% restantes são artificiais, sendo que dentro dessa categoria, 90% é proveniente da medicina e menos de 1% tem haver com pesquisas nucleares. Mas novamente somos impressionados pelo perigo aparente, e nem levamos em conta acidentes químicos, acidentes em estradas, etc.

Para saber mais:

Baby Talkin' Blues

nov 22, 2005   //   por Serendipidade   //   Comportamento  //  1 Comentário

Baby é um mundo super…
Porque afinal de contas, existem apenas um bilhão e trezentos milhões de pessoas que não possuem acesso a água potável…

Baby é um mundo super…
Porque o volume de negócios das nossas bolsas equivale ao produto interno bruto de um ano da África inteira…

Baby é um mundo super…
Porque no final, nós que estamos de fora do terceiro mundo nos permitimos dizer “eles acabaram com a cultura”…

Baby é um mundo super…
Porque sobre este planeta existem mais de um bilhão de analfabetos, um a cada seis habitantes…

Mas é também um mundo super porque, cada um de nós produzimos a cada ano quatrocentos quilos de resíduos sólidos e mais de uma tonelada de resíduos gasosos, e porque, neste momento existem 50% das florestas tropicais que existiam em apenas 50 anos atrás…
Alguém pode dizer: não seja catastrofista, tudo somado, teremos floresta até 2037, depois pensamos nisso… faremos um mundo sem florestas tropicais…

Ou você quer ser catastrofista apenas porque neste… Baby é um mundo super… este desflorestamento produziu a maior extinção de espécies animais desde os tempos dos dinossauros…

Baby é um mundo super…
Bill Gates nosso… que não estais nos céus… e não entende o porque… e isso está atravessado na sua garganta… nos dai hoje o nosso chip cotidiano… Amém!

Letra da música (falada) do cantor de rock italiano Luciano Ligabue.

MarcaPop – Qual a popularidade da sua marca preferida?

nov 21, 2005   //   por Serendipidade   //   Serendipidade  //  1 Comentário

(c) serendipidade.com

É com prazer que apresento um novo projeto.

No MarcaPop você poderá comparar duas marcas*, famosas ou não, e poderá saber qual delas possuem mais comentários em blogs de todo o planeta ou em uma língua específica.

O resultado da pesquisa possui um gráfico comparativo, a imagem do logotipo da marca**, e os últimos 3 posts que mencionaram as marcas buscadas.

Visite, pesquise, compare, leia e envie a página para um amigo conhecer.

* Na prática, você pode comparar duas palavras quaisquer. Mas comparar marcas é o objetivo dessa página.

** O logotipo corresponde a uma busca baseada no nome da marca digitada, e mostra a imagem mais provável para a palavra buscada. Portanto, marcas mais famosas tem maiores chances de ter seu logotipo mostrado corretamente.

Marcas que marcam

nov 17, 2005   //   por Serendipidade   //   Marketing / Negócios  //  3 Comentários

(c) yotophoto.comExistem campanhas de produtos que ficam “incrustrados” na nossa cultura. São slogans que uma vez gravados na cabeça, são utilizados para: explicar motivos, dar exemplos, substituir palavras ou mesmo servir como uma lembrança forte.

Permeiam a linguagem popular de tal maneira que colocam a marca muitas vezes em segundo lugar, ou seja, todo mundo conhece a frase, mas ninguém da importância ao produto.

  • Minha voz continua a mesma, mas meus cabelos… quanta diferençaShampoo Colorama
  • Não é uma Brastemp, mas…Brastemp
  • Tomou Doril, a dor sumiuDoril
  • Imagem não é nada, sede é tudoSprite
  • Existem mil maneiras de preparar Neston, invente umaNeston
  • Bonita camisa, Fernandinho… Us-Top
  • A gente veio aqui para beber ou pra conversar? Cerveja Antarctica
  • Quem é você? Eu sou você amanhã Vodka Orloff
  • Vende mais porque é fresquinho, ou é fresquinho porque vende mais? Tostines

Quem lembrar mais alguma outra frase marcante, comente.

Se você quiser exercitar a memória com outros slogans, tente aqui.

Get Psyched

nov 16, 2005   //   por Serendipidade   //   Marketing / Negócios  //  Nenhum comentário

(c) ingoodcompanymovie.comNa semana passada assisti um filme chamado “Em Boa Companhia” (In Good Company), uma comédia que mostrava as realidades atuais das empresas: A compra e venda de empresas por grandes corporações, as demissões em massa, gírias, frases de efeito, plano de carreira e conceitos de “auto-ajuda” empresarial.

Dentre elas, uma que me chamou atenção, e é inclusive falada várias vezes durante o filme é a questão da sinergia (veja imagem do filme e a pose do chefão com as mãos). Já comentei algo sobre isso algum tempo atrás quando estava falando de cooperatividade versus competitividade. Mas tem alguma coisa aqui que merece destaque.

O filme é um retrato “hollywoodiano” de um jovem publicitário que se torna diretor de um novo braço da corporação onde trabalha. Sem dúvida a presença dele era uma injeção de vitalidade na empresa, mas acompanhada de fatos inconvenientes, como é uma integração da empresa comprada com a compradora.

Como sou consultor de negócios, vi um espelho irônico de assuntos que tratamos. Fatos que na consultoria trabalhamos freqüentemente. E a conclusão é que a tendência é essa mesmo, largas demissões (injustas muitas vezes) e “batata-quente” com as empresas, cada um jogando o pepino no colo do outro. No final, nós é que temos que nos especializar cada vez mais.

O fato é que jovens executivos trazem folego, ânimo e motivação para a empresa. Promovem seguramente a sinergia, o espírito de trabalho em equipe. São pessoas que, assim como eu, aspiram projeção e sonham alto. Fato esse que deveria ser levado em conta no momento de preencher um cargo importante. Leia mais.

Por outro lado, é preciso ir devagar com a carreira, ser ponderado e viver cada coisa a seu tempo. Não adianta ser jovem e perder a vida trabalhando demais.

Leituras que valem a pena #5

nov 10, 2005   //   por Serendipidade   //   Serendipidade  //  3 Comentários

The Impact of “Ambient Findability” | BusinessWeek
Peter Morville discute os efeitos da possibilidade de encontrar qualquer coisa de qualquer lugar em qualquer hora, graças a internet.

Some Technologies Will Annoy | Wired
Alguns futuristas discutem a presença ou não de diversas tecnologias de ponta hoje, no futuro.

The Long Tail | Wikipedia
Teoria cunhada por Chris Anderson. Estuda uma nova economia através do fortalecimento dos mercados de nichos específicos na indústria do entretenimento.

Estimulando a $erendipidade

nov 8, 2005   //   por Serendipidade   //   Serendipidade  //  1 Comentário

10 maneiras para estimular o encontro de casualidades importantes que podem trazer bons resultados (lucrativos) para suas atividades ou negócios.

  • Mantenha a mente aberta – Seja receptivo para ouvir e digerir as informações.
  • Escute primeiro – Analise antes de criticar ou descartar opiniões. Saiba ouvir mais do que falar.
  • Seja onipresente – Escute, veja, leia e interaja com tudo ao seu redor.
  • Aprenda de tudo – Enriqueça seu número de variáveis lendo e aprendendo assuntos amplamente diversos.
  • Converse com todos – Busque opiniões com amigos e desconhecidos.
  • Se envolva – Apaixone-se pelo mundo das idéias que ainda não foram descobertas.
  • Compare resultados. – Articule diferentes assuntos e encontre pontos similares entre eles.
  • Confie na sorte – A inspiração sempre chega para as pessoas que aspiram algo.
  • Erre bastante – Se arrisque mais e não se preocupe com erros. A maior parte dos acasos felizes vieram como fruto da tentativa e erro.
  • Perca o foco– Não pense estritamente no resultado esperado, isso tira sua atenção dos eventos casuais.

O que é Serendipidade?!?
Leia o pequeno quadro do lado esquerdo superior. Se você precisou dessa orientação, você precisa praticar o terceiro princípio acima.

Se tornando o "Mestre dos Blogs"

nov 7, 2005   //   por Serendipidade   //   Comportamento  //  5 Comentários

(c) yotophoto.comHoje estava lendo uma reportagem sobre a influência dos Blogs nos consumidores (um assunto que já está começando a ficar piegas). Nele havia um trecho que apontava para um artigo da Harvard Business Review de autoria do presidente da Sun Microsystems, Jonathan Schwartz, considerado um dos melhores “blogueiros” do nível CxO.

O que quero colocar em questão aqui é toda essa nova onda de blogs que está se alastrando. Eu fui um dos que começou um blog na intenção de desenvolver minhas habilidades na escrita e articulação de idéias. Mas eu quero feedback… todo mundo que começa um blog deve ter seu motivo interno de reconhecimento, e o meu é iniciar discussões, botar a cabeça pra pensar, tentar trazer serendipidade para quem está lendo. Em segundo lugar, espero transformar esse meu trabalho em dinheiro**, diretamente ou indiretamente.

Algumas das idéias expostas por Schwartz nesse artigo são completamente cabíveis para um Blog-diário, um Blog-livro ou um Blog-críticas também. Só temos a ganhar se nos desenvolvermos na arte de expor nossas idéias claramente.

  • Utilize uma linguagem aberta, honesta e humorada.
  • Mostre respeito pela audiência.
  • Não ache que o blog é um tipo de propaganda.
  • Leia os comentários.
  • Responda os comentários para valorizá-los.
  • Autenticidade é o que conta.

**
Sim! Nós adoramos monetizar as coisas. O dinheiro é valor agregado a tudo. Vide o website “Quanto vale meu blog?” que está sendo extremamente propagado na rede. O bolso é a parte do corpo que mais dói quando mexemos nele.

Ser político

nov 7, 2005   //   por Serendipidade   //   Comportamento  //  1 Comentário

(c) yotophoto.comNo mundo dos negócios vivemos rodeados por pessoas que tentam agradar a todos. São os auto-denominados “políticos”, que muitas vezes não passam de oportunistas ou exploradores.

Na verdade, agradar a todos (honestamente) parte de uma eficácia nos relacionamentos interpessoais. Algo difícil de alcançar com facilidade. Neste mundo, podemos classificar as pessoas de 3 maneiras:

As pessoas que tendem para o mal – Que tratam mal, conversam mal, não são interessadas, não possuem pró-atividade, são folgadas, ignorantes, pedantes, metidas e oportunistas. Exploram as do “bem”.

As pessoas que tendem para o bem – Que fazem sempre o correto (segundo uma ética muito peculiar) e acabam sendo passadas para trás. São sinceras, honestas e inocentes. Essas pessoas engolem (aceitam) uma pisada no pé, uma furada de fila. Aguentam as do “mal”.

As pessoas assertivas – Que vivem no equilíbrio entre ser mau e bom. São ponderadas e interrogativas. Falam o que pensam no momento oportuno. Não reagem com violência ou preponderância. Buscam o acordo, o entendimento mútuo.

Ja cruzei com muitos profissionais “políticos” que não passavam de meros puxa-sacos. Ser uma pessoa que revela sagacidade, discernimento e que sabe conduzir as pessoas, é uma tarefa alcançada somente por pessoas que formulam as respostas de maneira engenhosa e convincente. Sem ser invasivo. Totalmente diplomático.

Um ponto importante: Uma coisa é ser político, outra diferente é ser desonesto, ladrão ou aproveitador. De nada adianta ser político se no final você está prejudicando outras pessoas.

É algo como passar alguém pra trás (mostrar-se superior) dentro da ética humana e esse alguém agradecer você por isso no final. É quase um pecado, mas totalmente permitido.

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