Baby Talkin' Blues
Baby é um mundo super…
Porque afinal de contas, existem apenas um bilhão e trezentos milhões de pessoas que não possuem acesso a água potável…
Baby é um mundo super…
Porque o volume de negócios das nossas bolsas equivale ao produto interno bruto de um ano da África inteira…
Baby é um mundo super…
Porque no final, nós que estamos de fora do terceiro mundo nos permitimos dizer “eles acabaram com a cultura”…
Baby é um mundo super…
Porque sobre este planeta existem mais de um bilhão de analfabetos, um a cada seis habitantes…
Mas é também um mundo super porque, cada um de nós produzimos a cada ano quatrocentos quilos de resíduos sólidos e mais de uma tonelada de resíduos gasosos, e porque, neste momento existem 50% das florestas tropicais que existiam em apenas 50 anos atrás…
Alguém pode dizer: não seja catastrofista, tudo somado, teremos floresta até 2037, depois pensamos nisso… faremos um mundo sem florestas tropicais…
Ou você quer ser catastrofista apenas porque neste… Baby é um mundo super… este desflorestamento produziu a maior extinção de espécies animais desde os tempos dos dinossauros…
Baby é um mundo super…
Bill Gates nosso… que não estais nos céus… e não entende o porque… e isso está atravessado na sua garganta… nos dai hoje o nosso chip cotidiano… Amém!
Letra da música (falada) do cantor de rock italiano Luciano Ligabue.
Get Psyched
Na semana passada assisti um filme chamado “Em Boa Companhia” (In Good Company), uma comédia que mostrava as realidades atuais das empresas: A compra e venda de empresas por grandes corporações, as demissões em massa, gírias, frases de efeito, plano de carreira e conceitos de “auto-ajuda” empresarial.
Dentre elas, uma que me chamou atenção, e é inclusive falada várias vezes durante o filme é a questão da sinergia (veja imagem do filme e a pose do chefão com as mãos). Já comentei algo sobre isso algum tempo atrás quando estava falando de cooperatividade versus competitividade. Mas tem alguma coisa aqui que merece destaque.
O filme é um retrato “hollywoodiano” de um jovem publicitário que se torna diretor de um novo braço da corporação onde trabalha. Sem dúvida a presença dele era uma injeção de vitalidade na empresa, mas acompanhada de fatos inconvenientes, como é uma integração da empresa comprada com a compradora.
Como sou consultor de negócios, vi um espelho irônico de assuntos que tratamos. Fatos que na consultoria trabalhamos freqüentemente. E a conclusão é que a tendência é essa mesmo, largas demissões (injustas muitas vezes) e “batata-quente” com as empresas, cada um jogando o pepino no colo do outro. No final, nós é que temos que nos especializar cada vez mais.
O fato é que jovens executivos trazem folego, ânimo e motivação para a empresa. Promovem seguramente a sinergia, o espírito de trabalho em equipe. São pessoas que, assim como eu, aspiram projeção e sonham alto. Fato esse que deveria ser levado em conta no momento de preencher um cargo importante. Leia mais.
Por outro lado, é preciso ir devagar com a carreira, ser ponderado e viver cada coisa a seu tempo. Não adianta ser jovem e perder a vida trabalhando demais.
Estimulando a $erendipidade
10 maneiras para estimular o encontro de casualidades importantes que podem trazer bons resultados (lucrativos) para suas atividades ou negócios.
- Mantenha a mente aberta – Seja receptivo para ouvir e digerir as informações.
- Escute primeiro – Analise antes de criticar ou descartar opiniões. Saiba ouvir mais do que falar.
- Seja onipresente – Escute, veja, leia e interaja com tudo ao seu redor.
- Aprenda de tudo – Enriqueça seu número de variáveis lendo e aprendendo assuntos amplamente diversos.
- Converse com todos – Busque opiniões com amigos e desconhecidos.
- Se envolva – Apaixone-se pelo mundo das idéias que ainda não foram descobertas.
- Compare resultados. – Articule diferentes assuntos e encontre pontos similares entre eles.
- Confie na sorte – A inspiração sempre chega para as pessoas que aspiram algo.
- Erre bastante – Se arrisque mais e não se preocupe com erros. A maior parte dos acasos felizes vieram como fruto da tentativa e erro.
- Perca o foco– Não pense estritamente no resultado esperado, isso tira sua atenção dos eventos casuais.
O que é Serendipidade?!?
Leia o pequeno quadro do lado esquerdo superior. Se você precisou dessa orientação, você precisa praticar o terceiro princípio acima.
Ser político
No mundo dos negócios vivemos rodeados por pessoas que tentam agradar a todos. São os auto-denominados “políticos”, que muitas vezes não passam de oportunistas ou exploradores.
Na verdade, agradar a todos (honestamente) parte de uma eficácia nos relacionamentos interpessoais. Algo difícil de alcançar com facilidade. Neste mundo, podemos classificar as pessoas de 3 maneiras:
As pessoas que tendem para o mal – Que tratam mal, conversam mal, não são interessadas, não possuem pró-atividade, são folgadas, ignorantes, pedantes, metidas e oportunistas. Exploram as do “bem”.
As pessoas que tendem para o bem – Que fazem sempre o correto (segundo uma ética muito peculiar) e acabam sendo passadas para trás. São sinceras, honestas e inocentes. Essas pessoas engolem (aceitam) uma pisada no pé, uma furada de fila. Aguentam as do “mal”.
As pessoas assertivas – Que vivem no equilíbrio entre ser mau e bom. São ponderadas e interrogativas. Falam o que pensam no momento oportuno. Não reagem com violência ou preponderância. Buscam o acordo, o entendimento mútuo.
Ja cruzei com muitos profissionais “políticos” que não passavam de meros puxa-sacos. Ser uma pessoa que revela sagacidade, discernimento e que sabe conduzir as pessoas, é uma tarefa alcançada somente por pessoas que formulam as respostas de maneira engenhosa e convincente. Sem ser invasivo. Totalmente diplomático.
Um ponto importante: Uma coisa é ser político, outra diferente é ser desonesto, ladrão ou aproveitador. De nada adianta ser político se no final você está prejudicando outras pessoas.
É algo como passar alguém pra trás (mostrar-se superior) dentro da ética humana e esse alguém agradecer você por isso no final. É quase um pecado, mas totalmente permitido.
NEV – Nova Economia Virtual
Wilma, Katrina, Charley e Isabel são alguns nomes de furacões fortes dos últimos 2 anos que atingiram os Estados Unidos. A seca atual desde o Pantanal até a Amazonia. As ondas de calor do verão europeu varrendo vidas de idosos e crianças.
Sintomas de um planeta explorado, poluído e aquecido.
Por outro lado, tem um mundo que não pára de crescer. O mundo virtual, a rede da Internet. Milhões de pessoas escrevem diariamente em blogs, jogam online com outros jogadores, fazem negócios, e desenvolvem muitas outras atividades lucrativas ou não.
Se juntarmos as duas realidades, poderíamos ter uma solução um tanto cyberpunk para o fim da exploração dos recursos do planeta. Seria uma migração de atividades reais para negócios virtuais, como a venda de domínios, venda de websites e sites de leilões.
No Project Entropia, um jogo online onde algumas ações dentro do jogo começaram a ser negociadas “externamente” com dinheiro vivo, um jogador conhecido como Neverdie comprou em leilão uma estação espacial para transformá-la em uma danceteria virtual.
Assim, enfurnados somente na NEV (Nova Economia Virtual), conseguiríamos o nosso amado dinheirinho pra comer e gastar. A população global diminuiria (através do sexo virtual) e economizaria os recursos naturais (porque quase tudo que nos satisfaz só poderá ser feito online). Só falta nos alimentarmos de bits e bytes.
É meio cara de Matrix mas é uma saída. Trocaríamos a morte do relacionamento humano (nossa fonte de ser) pela sobrevivência da natureza (nossa fonte de vida).
Uma balança difícil.
Leituras que valem a pena #3
A Hard Ride For eDonkey | BusinessWeek
A rede de compartilhamento eDonkey está reformulando seu modelo de negócios.
Simplicidade é a resposta | Folha de São Paulo
Artigo de Marketing de Peter Sealey e Steven M. Cristoll sobre o uso da simplicidade nos modelos de negócios.
Everything You Need to Know About Strategy: A Baker’s Dozen Eternal Verities | Tom Peters
13 dicas sobre estratégia empresarial. Artigo em PDF.
Leituras que valem a pena #2
The 101 Dumbest Moments in Business | Business 2.0
Lista dos 101 momentos mais estúpidos de 2004 no mundo dos negócios.
Leading Creatively: The Art of Making Sense | Ivey Business Journal
Liderando com criatividade. Introdução de uma série de competências necessárias nos líderes de hoje. Artigo em PDF.
Como escrever um bom artigo | Stephen Kanitz
Dicas para escrever um artigo. Kanitz é articulista da revista Veja.
Senso de urgência
Existem dois tipos de senso de urgência:
O precavido e o complicado.
Vamos supor que você começe trabalhar todos dias as 8 da manhã, e para isso, você tem que acordar 1 hora antes para dar tempo de se arrumar, tomar café da manhã e dirigir até o local do trabalho. Como se trata de acordar cedo (algo que eu não gosto), acabamos deixando o despertador no limite máximo para dar tempo de chegar no trabalho. E se…
E se você mora em uma cidade aleatória como São Paulo ou em qualquer outra cidade grande? Como fica seu trabalho se acontece um acidente que provoca transito? E um outro compromisso importante e inadiável? Como fica?
Conclusão: Acorde mais cedo. Saia mais cedo de casa. Para seus compromissos importantes se antecipe um pouco, porque isso não custa muito e vai trazer bastante conforto a você no final.
E para pegar o avião então? Nem se fala… É só olhar o tanto de gente que vive correndo nos aeroportos… Perdendo vôos.
Acorde mais cedo. Saia mais cedo. Se antecipe.
Se você é do tipo de pessoa que no trabalho ou nos negócios só vive “correndo atrás do incêndio com um extintor”, reflita um pouco e pense se não vale a pena deixar o que está queimando queimar um pouco e começar a resolver os problemas antes do prazo final. Brasileiro tem essa coisa de deixar as tudo para a última hora.
Em Nova Iórque temos uma taxa de criminalidade que foi reduzida bastante nos últimos anos. A polícia é bem treinada e bem estruturada, mas eles jamais conseguiriam chegar ao patamar atual se não tivessem começado a combater os pequenos crimes. Aquele sujeito que pula a roleta do metrô, ou que roubam pequenos produtos de supermercados ou feiras. O infrator de pequenos crimes de hoje pode ser o homicida de amanhã.
E aí? Não vale a pena?
Leituras que valem a pena #1
Vou tentar trazer semanalmente (ou esporadicamente) alguns links para artigos interessantes do mundo dos negócios, marketing, criatividade e etc. Sempre dentro dos temas abordamos aqui e que são dignos de nota.
The Power of Dumb Ideas | Strategy+Business
A solução para os problemas atuais de marketing é o uso de menos criatividade na execução.
The SAP School of Design | BusinessWeek
Co-fundador da SAP investe pesado em Stanford – ponto positivo para as D-Schools.
Minipreneurs | Trendwatching
Estamos nos transformando em Mini-empresários com a internet.
Melhor livro de negócios do ano
Saiu a lista dos 6 finalistas para o prêmio de melhor livro de negócios do ano segundo a Financial Times e a Goldman Sachs.
Os juízes do prêmio partiram da premissa de que o livro deveria ser o mais influenciador e prover a melhor aproximação com as questões do mundo dos negócios moderno.
- THE SEARCH: How Google and Its Rivals Rewrote the Rules of Business and Transformed Our Culture. By John Battelle. (holas Brealey)
- THE WORLD IS FLAT: A Brief History if the Globalized World in the 21st Century. By Thomas Friedman. (Penguin/Allen Lane; Farrar, Strauss Giroux)
- FREAKONOMICS: A Rogue Economist Explores the Hidden Side of Everything. By Steven D Levitt and Stephen J Dubner (Penguin/Allen Lane; William Morrow)
- FAST SECOND: How Smart Companies Bypass Radical Innovation to Enter and Dominate New Markets. By Constantinos C Markides and Paul A Geroski. (Wiley;Jossey Bass)
- THE TRAVELS OF A T-SHIRT IN THE GLOBAL ECONOMY: An Economist Examines the Markets, Power and Politics of World Trade. By Pietra Rivoli. (Wiley)
- DISNEYWAR: The Battle for the Magic Kingdom. By James B Stewart. (Simon and Schuster).
Estou lendo “Freakonomics” e posso dizer que é um livro muito peculiar. Interessante e diferente.
Fonte: Financial Times.




