O início da queda
Matéria do dia 14 de julho do Los Angeles Times revela que algumas empresas estão saindo fora do Second Life. Como eu esperei por isso…
“You’re talking about a much smaller audience than advertisers are used to reaching”
Em outro post já falava que a presença das empresas na nova realidade virtual era errônea e não trazia benefícios aos poucos usuários que tem paciência para viver eletronicamente.
Está na hora de redirecionar os esforços para Blogs Corporativos. Essa outra onda já cresceu o bastante e já se é sabido que veio pra ficar.
O povo no comando
Adoro o conceito por trás do neologismo “Crowdsourcing” e considero a Wired uma das revistas mais conectadas da atualidade.
Em uma brilhante iniciativa, ela lançou um wiki chamado Zero Assignment, onde a própria audiência gerou mais de 80 artigos sobre o tema. A própria Wired está publicando os 12 melhores. Veja um deles aqui e leia todos depois.
A arte imita a vida e a vida imita o resto
É irritante ver a mesmice nas coisas que nos circundam no dia-a-dia. Por exemplo: aqui em SP começou a circular, há algumas semanas, um jornal gratuito chamado Metro, uma marca que circula em outras cidades do mundo também. Pois hoje de manhã, quando estava vindo trabalhar vi um concorrente disputando espaço com o Metro, era o Destak, que é mais velho que o Metro, tendo já um ano de vida.
Jornais gratuitos em semáforos e cruzamentos não é novidade, mas em menos de 2 meses eu vi dois que operam de forma similar: o carrinho que leva os jornais, o uniforme dos distribuidores, entre outros detalhes.
A Apple anuncia seu iPhone no começo do ano e uma avalanche de empresas lançam aparelhos com conceitos semelhantes (e até design semelhantes). Nem quero falar do iPod.
O recorde de bullshitagens e de vendas “O Segredo” já ganhou faz tempo as suas variantes e “pseudópodos” – Além do segredo, O segredo revelado, filmes, etc. – Novamente nem quero falar da onda oportunística gerada pelo Harry Potter ou Código Da Vinci .
Ganhar dinheiro com produtos derivados dos seus originais é correto? “Como assim?” – alguém pode perguntar – “ganhar dinheiro (honestamente) é sempre válido”. Mas que mérito isso tem?
Refletindo de outra forma: Sua empresa quer ser lembrada pela INOVAÇÃO ou pela IMITAÇÃO? Os dois dão dinheiro, mas qual é mais nobre? Vou além… por acaso é possível, hoje, criar algo que não seja imitação ou variação de outro?
Segundo Louis Pauwels e Jacques Bergier, autores do “O Despertar dos Mágicos“, existe uma infinidade de conhecimento que jamais iremos acessar graças a acidentes (incendios por exemplo) e eliminação proposital de obras antigas.
Um exemplo de conhecimento “à frente do tempo” poderia ser o do Leonardo Da Vinci. Ele era apenas um visionário com idéias malucas ou foi um dos primeiros a pensar em um helicóptero?
Se imitar é inevitável, como se vender para seus clientes como uma empresa inovadora? Se é isso que você deseja, inove no tratamento e relacionamento com eles: Nem sempre a inovação está no produto.
Inove na maneira de administrar: Processos, metodologias, pessoas ou tecnologia são apenas algumas áreas com potencial de mudança.
Para o bem da humanidade, não vamos ser mais dos mesmos.
Brand Management é outra coisa
Muito linda toda essa movimentação migratória para dentro do Second Life, toda marca que se preza está botando um pé lá dentro. Como? Do jeito que sempre fez: Propaganda e exibição da marca e seus produtos. Um belo show-room e só.
Aí eu paro e penso. O que isso tem de diferente do que já é feito no mundo real?
Não vi nenhuma empresa falar que vai, pelo Second Life, estabelecer um canal de customer service inovador ou mesmo criar um ambiente inovador e que produza interação. Ninguém quer se expor demais ou dar algo realmente palpável para potenciais e atuais clientes.
A onda de blogs corporativos foi bem mais tímida que a do Second Life. Lógico. Second Life é muito mais revolucionário, porém o blog é muito mais desafiador. O blog demanda mais tempo, cuidado e transparência!
As empresas, menos aquelas que nem sabem o que é um blog corporativo, têm medo de blogar, têm pavor de se tornarem transparentes. Parece que existe uma premissa de que é proibido ou pecado tratar bem um cliente, dar-lhe atenção e bônus.
LUCRO! – A palavra de ordem das empresas é hoje alcançada por esforços cegos de CORTE NOS CUSTOS. E nós, clientes TOMAMOS. Esse paradigma deve mudar, ninguém trabalha hoje (por preguiça?) para aumentar a PRODUTIVIDADE, ou mesmo a EFICIÊNCIA, ou quem sabe até mesmo trabalhar para INOVAR. O está acontecendo?
Se entregar para comunidades virtuais, confiar o desenvolvimento de produtos aos clientes, ser viral. A BusinessWeek dessa semana estava falando disso quando contou a história da juventude que mudou de vez o way of life nos negócios.
Uma resistência ao 2.0 sem nexo e que fez com que a onda Second Life e esses eventos cheio de gringos tenham peso significativo, mas que podem desviar o caminho. Falando nisso, o John Batelle vai estar num desses eventos, parece coisa de primeiro mundo, mas gente, nós estamos atrasados!

Imagem da BusinessWeek.
Novo gerente? Como construir relacionamento com seus novos subordinados
A experiência em gestão de projetos demonstra: A qualidade dos relacionamentos que você mantém com seus subordinados é crítica para o seu bom desempenho como gerente.
Confiança é a chave, quando as pessoas confiam em você elas serão mais propensas a ver você como um gestor fiel, bem informado e sincero.
Como criar confiança no seu relacionamento com seus funcionários?
– Tente ser consistente – Evite dar sinais de contradição.
– Demonstre sua honestidade – Responda honestamente e se não souber investigue. Dê feedback.
– Assuma seus erros – Se mostre confiável assumindo suas falhas.
– Estimule a inovação – Escute as idéias e se mostre aberto a outras perspectivas.
Atraindo e retribuindo comentários
Como parte das estratégias para atrair mais comentários em seu blog, faça aquilo que todo leitor de blogs espera: Dê algum retorno (recompensa) a eles!
Incentivos são importantes no mundo dos blogs.
O que seus leitores esperam de você?
- Atenção;
- Resposta rápida aos comentários;
- Um link postado em seu blog para aumentar o ranking do seu visitante (moeda de troca).
Dito isso, aproveito para divulgar uma pequena mudança aqui no blog. Na barra lateral vocês irão encontrar o “Top Comentários“. Alí estarão listados os blogueiros que mais comentaram no blog, e com um link de volta ao website dos mesmos (incentivo).
Esse é um exemplo de 3 dicas de plugins para WordPress do BBC:
- Show Top Commentators — Mostra os maiores comentaristas do seu blog;
- Link Love — Inibe a função “nofollow” para deixar os links dos comentários de seu blog abertos para ferramentas de busca, ajudando na divulgação dos links que seus leitores postam;
- Comment Relish — Envia notas de agradecimento aos seus leitores que postam comentários (somente uma e na primeira vez que algum novo usuário comenta)
Qual é o novo paradigma?
Todo ano é marcado por alguma coisa relevante. Para 2006 eu não saberia escolher o melhor exemplo de destaque, teve o “pequeno” dominando a eletrônica, teve “blogs“, teve “web 2.0“, teve “comunidade” e muitos outros.
O termo Crowdsourcing (não consigo produzir um neologismo em português) já é antigo, mas o conceito, que poderia facilmente ter sido um destaque de 2006, só deve se consolidar com força no Brasil este ano. O Estadão já possui desde o ano passado um serviço chamado FotoReporter, onde leitores enviam fotos via celular ou email para a redação do jornal. E hoje a concorrente Folha de S.Paulo anunciou um serviço parecido para envio de notícias + fotos.
Dentro do tema vídeos online, o YouTube lançou sua plataforma em português. YouTube é paradigma da década provavelmente, mas a onda de serviços web 2.0 também está começando a alavancar no Brasil. O WeShow é o exemplo mais recente.
SecondLife também é onda de 2006, mas as empresas (que saco!) não sossegam de querer abrir sua filial lá dentro. Iniciativas que provavelmente vão morrer em seguida, mas o que vale é o buzz.
Por último, e não menos importante, temos o “paradigma do toque“. Ainda quando o nome possa remeter a outros entendimentos, tem tudo haver com o novo (e já imitado) telefone da Apple.
Alguém arriscaria chutar o que vem por aí em 2007 no Brasil ou no mundo?
Wiki vs. Blog vs. Intelectualidade brasileira
Não é despeito. Nem me acho o “demolidor”.
Dito isso leia a notícia de hoje da Folha de S.Paulo – “Empresas usam conceito “wiki” de criação coletiva para inovar“.
Desde quando você, leitor do Blog Corporativo, já sabia disso? Na verdade a chamada era pra falar do livro Wikinomics. Olha só o pedaço mais inspirador da reportagem:
“Em vez de se limitar a seu grupo de funcionários, nomes como Boeing e Procter & Gamble buscam inovação em âmbito global, o que eleva a rapidez e o espectro das descobertas.“
Só porque o gringo vai vir ao Brasil participar de uma conferência e seu livro foi traduzido para o português. E está lá: a vanglória da sabedoria gringa! Ou como diria Marquinhos: “Os americanos são muuuuito melhores“
Quantos de vocês, meus caros leitores, já leram os “Sete hábitos das pessoas altamente eficazes“? E quantos de vocês já leram “Transformando Suor em Ouro” do nosso treinador de vôlei Bernardinho? 10 pra 1? 1000 pra 1? 1 milhão pra 1?
O treinador conseguiu ser campeão em mais de uma geração de jogadores. Vocês não acham que ele tem algo para ensinar? Agora… quem foi Stephen Covey? Um molestador de famílias?
Precisamos valorizar o profissional e a intelectualidade brasileira. Isso é muito sério.
Entrada instintiva
Hoje a tarde eu fui na FNAC da Av. Paulista babar em algumas TVs de alta definição e ver algumas revistas importadas e pela segunda vez reparei nas “antenas” de segurança na entrada da loja, esses sensores que apitam quando alguém sai com algum produto portando uma RFID (veja a foto).
Cada divisão desse sensor possui um outro sensor óptico com um contador digital de número vermelhos. Ele processa e indica quantas pessoas entram na loja de forma discreta e eficiente, só que cada divisão tem o seu próprio sensor. Qualquer dia eu vou tirar uma foto e postar aqui.
Tudo isso só pra contar que a divisão do meio era a que mais possuia acessos. Sem contar que sentei e fiquei observando as pessoas entrarem. Tinha gente que desviava para passar no meio. Fui remetido ao meu primeiro post: As pessoas interagem com os ambientes onde estão inseridas. A simetria da entrada e a eqüidistância das portas parece fazer sentido aos clientes, os quais acabam escolhendo o centro.
Depois do centro, o lado direito era o segundo mais “visitado”.
Nada demais. Não sou analista e nem sei de teorias psicossomáticas nem behaviorismo. Só achei o caso interessante.
Dica dos comentários e de CONSUMO:
Livro: Vamos às Compras!: a Ciência do Consumo de Paco Underhill
O átomo social
Acabei de comprar o “The Social Atom” pela Amazon. Eu acho que o livro promete. Foi lançado a menos de 1 mês.
O pessoal que avaliou o livro anda comparando o livro da seguinte forma: O “The Social Atom” faz para a física o que o “Freakonomics” fez para a economia. Sob o mote de “Física social”, o livro busca encontrar os padrões que emergem da interação de grandes grupos de pessoas.
O livro é também comparado a obras como “The Tipping Point” e “Smart Mobs” com um quê a mais em física. Taí a dica.




