Novo gerente? Como construir relacionamento com seus novos subordinados
A experiência em gestão de projetos demonstra: A qualidade dos relacionamentos que você mantém com seus subordinados é crítica para o seu bom desempenho como gerente.
Confiança é a chave, quando as pessoas confiam em você elas serão mais propensas a ver você como um gestor fiel, bem informado e sincero.
Como criar confiança no seu relacionamento com seus funcionários?
– Tente ser consistente – Evite dar sinais de contradição.
– Demonstre sua honestidade – Responda honestamente e se não souber investigue. Dê feedback.
– Assuma seus erros – Se mostre confiável assumindo suas falhas.
– Estimule a inovação – Escute as idéias e se mostre aberto a outras perspectivas.
Qual é o novo paradigma?
Todo ano é marcado por alguma coisa relevante. Para 2006 eu não saberia escolher o melhor exemplo de destaque, teve o “pequeno” dominando a eletrônica, teve “blogs“, teve “web 2.0“, teve “comunidade” e muitos outros.
O termo Crowdsourcing (não consigo produzir um neologismo em português) já é antigo, mas o conceito, que poderia facilmente ter sido um destaque de 2006, só deve se consolidar com força no Brasil este ano. O Estadão já possui desde o ano passado um serviço chamado FotoReporter, onde leitores enviam fotos via celular ou email para a redação do jornal. E hoje a concorrente Folha de S.Paulo anunciou um serviço parecido para envio de notícias + fotos.
Dentro do tema vídeos online, o YouTube lançou sua plataforma em português. YouTube é paradigma da década provavelmente, mas a onda de serviços web 2.0 também está começando a alavancar no Brasil. O WeShow é o exemplo mais recente.
SecondLife também é onda de 2006, mas as empresas (que saco!) não sossegam de querer abrir sua filial lá dentro. Iniciativas que provavelmente vão morrer em seguida, mas o que vale é o buzz.
Por último, e não menos importante, temos o “paradigma do toque“. Ainda quando o nome possa remeter a outros entendimentos, tem tudo haver com o novo (e já imitado) telefone da Apple.
Alguém arriscaria chutar o que vem por aí em 2007 no Brasil ou no mundo?
O átomo social
Acabei de comprar o “The Social Atom” pela Amazon. Eu acho que o livro promete. Foi lançado a menos de 1 mês.
O pessoal que avaliou o livro anda comparando o livro da seguinte forma: O “The Social Atom” faz para a física o que o “Freakonomics” fez para a economia. Sob o mote de “Física social”, o livro busca encontrar os padrões que emergem da interação de grandes grupos de pessoas.
O livro é também comparado a obras como “The Tipping Point” e “Smart Mobs” com um quê a mais em física. Taí a dica.
Você é a sua marca
Sua marca é tudo. Não pense que só porque a sua empresa não é uma Nike ou uma Coca-Cola que você não tem uma marca. Você é a marca.
– Você transfere um cliente 4 vezes a 4 diferentes departamentos e ele nunca consegue resolver seus problemas. Esta é sua marca.
– Você cobra dos seus clientes algo que eles achavam que estava incluso no preço original. Esta é sua marca.
– Você repõe um produto defeituoso mas ninguém pede desculpas ao cliente pelos transtornos. Esta é sua marca.
– Você coloca um cliente esperando no telefone por mais de um minuto. Esta é sua marca.
– Seu website é confuso e difícil de navegar. Esta é sua marca.
– Um cliente fiel por muitos anos entra na sua loja e ninguém o recebe pelo nome. Esta é sua marca.
Espírito do tempo em 2007
A agência de publicidade americana JWT nos indicou em uma lista as 70 principais tendência que devemos ficar de olho em 2007.
Entre no Zeitgeist e visualize os principais itens listados pela agência:
1. Skype/VoIP
2. Wii e a próxima geração de games
3. O negócio das redes sociais
4. Lojas, restaurantes e bares pop-ups
5. Tecnologia Shrinky Dink (TVs são planas e ocultas, iPods estão mais leves, alto-falantes são menores e menos visíveis, etc.)
Fonte: Endless Innovation.
Simples ações que fazem a diferença
Unindo web 2.0, comunidades virtuais e marketing verde, além de fazermos o bem ao planeta, fazemos o bem à nossa marca.
Este website estimula as pessoas a trocarem suas lâmpadas convencionais por lâmpadas fluorescentes compactas. É uma corrida de cidade a cidade, estado a estado, para ver quem já trocou mais.
O que é matador no Second Life?
Meu caro economista Mr.Wagner expôs o seu ponto de vista sobre o Second Life na semana passada:
“Mas não acho que investir grana lá montando uma “presença” valha a pena. A não ser que o seu objetivo seja explorar isso de maneira guerrilheira, gerando mídia espontânea para a sua marca em cima de uma ação “vaporware” lá dentro.”
Eu resumo o grande texto dele com os seguintes dizeres:
A killer application do Second Life não é o e-commerce, é a comunicação.
Para quem possa achar isso útil: Brandmap no Second Life – Via Fluido
Porque o mundo é recheado de oportunidades?
Li hoje uma nota do BlueBus que apresentava o resultado de uma pesquisa realizada pela Hitwise:
- YouTube – 0,16% das visitas são de usuários que vão postar videos
- Flickr – 0,02% das visitas são de usuários que vão publicar fotos
- Wikipedia – 4,6% das visitas são de usuários que vão editar verbetes
- Internautas interessados em ver videos, fotos e outros conteudos saltou para 668% em 2 anos
Essa história acima não é novidade. Já vimos esse argumento na forma da regra do 1% no ano passado. E mais um monte de especulações em torno do tema.
Temos, então, dois lados: o ativo e o passivo (tudo numa candura de inocência).
Se dizemos que o consumo, o ato de comprar, é um ato passivo, porque estamos obtendo algo facilmente em troca de dinheiro, nos resta dizer que fabricar, prover serviços, lançar um produto é completamente ativo.
Fazendo um paralelo sem subestimar sua inteligência:
– 0,02% criam
– 668% consome
Olha só o tamanho de oportunidades de negócio que temos no ar.
Sim, de fato o complemento de 0,02 é 99,98. Sabia disso mas mesmo assim quis deixar o número acima. Eu gostei dele.
The 150 top marketing blogs
Clique na figura ao lado para a lista dos melhores blogs de marketing. O critério de classificação não é por conteúdo, mas por popularidade. O resultado é diário, o que significa que o ranking varia de acordo com a classificação em websites agregadores.
Boa fonte de novos blogs para quem está buscando mais conteúdo.
O papel da comunicação corporativa com o mercado no contexto da web 2.0
Minha intenção é esclarecer o que é comunicação nos tempos de web 2.0, e tentar trazer a discussão para o lado dos negócios. Mais especificamente o Marketing.
O pré-requisito para que o meu post faça sentido é ler o post do Fabio Seixas sobre o mundo de confusão em que se encontram as empresas no momento de querer fazer um Mkt 2.0: “…é que ninguém sabe ao certo como adaptar a comunicação de marketing para os atuais movimentos comportamentais que a Internet vem proporcionando…”

Na figura número 1 temos dois sujeitos se comunicando. Entenda os sujeitos como grupos ou comunidades de pessoas e a seta de duplo sentido como uma rede social.
– No contexto de negócios o conteúdo da seta são discussões sobre o seu produto ou serviço.
– No contexto da web 2.0 a seta (o veículo) é um Orkut, MySpace ou qualquer outra ferramenta de criação de comunidades ou grupos de discussão.
Perceba que a internet e as ferramentas 2.0 são catalizadores dessa conversação (instantâneo, sem distâncias e sem distinções).

Outro modo de comunicação mostrado na figura 2 é o de uma instituição (empresa, departamento, governo, etc.) se comunicando com o(s) grupos ou comunidades existentes.
– No contexto de negócios o conteúdo da seta são comunicações formais de serviço/suporte ao cliente, press-releases, aparições na imprensa de forma geral, propagandas, etc. Um cenário fortemente monodirecional.
– No contexto web 2.0 a seta poderia ser substituida por um blog. Uma ferramenta informal que humaniza a instituição e recebe feedbacks de forma instantânea. Mais uma vez a internet tem um forte papel de facilitadora.

Voltando ao contexto da figura 1, onde tínhamos dois clientes conversando, o conteúdo daquela seta de comunicação é importante. Por dois motivos: Porque contém uma informação que ajudaria a empresa responder melhor as expectativas e porque a empresa pode querer que a informação contenha dados positivos a seu favor. Olhe a figura 3.
– No contexto de negócios as empresas querem sempre saber dados do mercado para se adaptarem com prontidão e, ao mesmo tempo, jogar suas mensagens nos clientes sem buscar o compromisso de uma propaganda boca-a-boca.
– No contexto 2.0 as duas vias melhoraram um pouco mais. Não basta escutar o cliente, é necessário saber o que um cliente conta para o outro. Daí a importância de se monitorar fóruns ou blogs. Por outro lado, se tornou crucial o inserimento de uma idéia que busca despertar as conversas em torno do seu produto. Junte a idéia e um veículo apropriado que sua marca será assunto.

Segundo o post do Fabio, as empresas “…devem SER a rede social e não somente TER uma rede social com a sua marca…”. Vimos nas 3 figuras anteriores que mais do que ser ou ter, a empresa deve saber interagir corretamente com o universo 2.0. Eu passei a vocês as chaves dessa interação, cada uma com seus frutos e dificuldades.
Na figura 4 apresento o conceito da empresa SENDO uma rede social.
– No contexto de negócios seria dizer que o desejo de aproximar dois clientes pode ser benéfico para seus negócios. Intermediar a conversa entre dois clientes aproveitando idéias e sugestões é um exemplo da vantagem de ser uma rede – você escuta tudo.
– No contexto 2.0 o poder na mão do cliente aumentou, chegando até a casos extremos de companhias que fomentam redes para obter idéias de novos produtos (crowdsourcing). A empresa está no centro da rede e a sustenta.
Esqueci algo? Quem sabe duas empresas se comunicando (B2B)? O cliente intermediando duas empresas? Triangulação entre clientes, governos e empresas? Cooperação entre mais diferentes partes?
Conforme disse algumas palavras atrás, as chaves de interação estão na mesa. Use-as a seu favor.




