Visualizando posts em "Serendipidade"

Investigação apreciativa

out 19, 2009   //   por Serendipidade   //   Serendipidade  //  3 Comentários

donthateappreciate @ www.kevinbondelli.comUma das linhas conceituais para desenvolvimento (aqui me refiro especificamente de negócios) mais utilizadas por profissionais de consultoria é a investigação apreciativa. Na realidade, muitas vezes quando prestamos consultoria a uma empresa, nos pegamos absolvidos nos problemas e na distância que aquela organização se encontra das melhores práticas de mercado, é verdade, mas a investigação apreciativa é muito usada porque cria resultados interessantes e tem tudo haver com planejamento estratégico focado em uma visão futura.

O termo se forma na analogia de que quem é otimista acaba por se beneficiar mais da vida pois encara as coisas de maneira positiva. Transposto para negócios, se pode dizer que ficar somente pensando nos problemas não leva a lugar nenhum, enquanto que apreciar os bons destaques seja de pessoas ou processos e agir multiplicando esses destaques como agente de mudança cultural, move a empresa para frente, visionando o futuro.

Fica a dica.

Compulsão de informação

out 13, 2009   //   por Serendipidade   //   Marketing / Negócios  //  2 Comentários

Na minha vida de gerente sempre enfrento dessas questões fundamentais da vida corporativa: será que sou bom líder? será que gerencio equipes efetivamente? será que gero os resultados esperados? e assim por diante.

Ultimamente tenho lembrado bastante dos ensinamentos do Sr. Marshall Goldsmith no seu livro “What Got You Here Won’t Get You There: How Successful People Become Even More Successful” – não sei o título em português. Tem esse lance da compulsão de informação que achei espetacular e acho que vale compartilhar. Aliás, no livro, esse “lance” é a base de todos os 20 maus hábitos dos business people

Tudo começa na nossa inata necessidade de sempre ganhar.

Que aliás, interefere muito mais na nossa vida do que nos numerosos 20 maus hábitos.

Mas voltando ao assunto para ser breve, devido a essa necessidade inexplicável e arrogante de sempre querer ganhar, acabamos por ter compulsão de informação, ou seja, a todo momento que alguém nos apresenta algo bom, ou nos critica construtivamente, sempre temos que achar um jeitinho de complementar: “ah, isso eu já sabia!”, ou “acho que está bom, porém, se mudar assim, assim e assado…”. Quando fazemos isso estamos dividindo informação sem necessidade.

O Sr. Marshall nos adverte: CALEM A BOCA quando algo assim aparecer. Digam apenas “Obrigado!”, ou “Que ótimo, não tinha visto isso!”. E ponto.

Informação em excesso só atrapalha. Pratiquem isso no dia a dia. Vale a pena (e olha que quem me conhece sabe que eu tenho ódio mortal de livros de auto-ajuda, por isso, valorizem essa opinião).

Social é centrado em pessoas e não em tecnologia

set 27, 2009   //   por Serendipidade   //   Marketing / Negócios  //  2 Comentários

Estou todo feliz e contente pesquisando o comportamento humano para entender melhor esse tal de ser humano nas relações interpessoais e vida em comunidade.

Quando estava bolando o conceito de CRM Social já dizia que clientes são, antes de mais nada, pessoas. Por isso fiz minha teoria estratégica em torno das pessoas e não em torno da tecnologia, web 2.0, mídias sociais, ou seja lá qual for o nome de qualquer website que promove conexão entre humanos.

Aí vem meu caro amigo Mauricio e me manda esse link perguntando se eu não gostaria de explorar essa idéia no meu novo livro. FUCK THAT! (foi minha reação). Se trata simplesmente de um novo livro americano no forno e que se centrará no Humano 1.0 ao invés de na Web 2.0. Um dos autores trabalha na mesma empresa que eu. E eles tem muito mais acesso a recursos como CMOs e cientistas. De qualquer forma eu recomendo e estarei esperando pela publicação com água na boca, só que eu quero publicar antes deles!

A metodologia de estratégia do meu livro é centrada na idéia de que só entendendo o comportamento e os perfis de usuários online e seus diferentes canais de comunicação que uma empresa consegue trilhar seus caminhos no mundo das mídias sociais.

Enfim. Em breve todos nós teremos muita gente falando nisso! Evviva!

Leituras que valem a pena #28

set 25, 2009   //   por Serendipidade   //   Serendipidade  //  Nenhum comentário

The way the brain buys | The Economist
Artigo de ciência do consumo na The Economist. Muito em torno do uso de scans de ressonância magnética para entender o comportamento dos consumidores

The Store of YOU | US News
Para que comprar das plateleiras se você pode personalizar? Consumidores projetam roupas, doces e até cartões de crédito

“I read Playboy for the articles”: Justifying and rationalizing questionable preferences | Harvard Business School Working Paper
Os conceitos de comportamento aplicados e as conclusões desse estudo são bastante interessantes, ainda quando o título do artigo é bastante “marqueteiro”

Leia as outras recomendações de leitura clicando aqui.

Classificação Brasileira de Ocupações

ago 23, 2009   //   por Serendipidade   //   Serendipidade  //  Nenhum comentário

Em meio a pesquisas para suportar uma análise estratégica para ser usada em um projeto que estou trabalhando no momento encontrei a listagem da CBO no portal do Ministério do Trabalho e Emprego brasileiro.

Escrevo aqui na categoria serendipidade porque, apesar de saber que existem milhares de ocupações, me sinto ignorante. Existem nomes novos e alguns deles estranhos para definir ocupações que jamais imaginei. Para quem é curioso em aprender coisas novas, essa lista e algumas pesquisas na rede abrem bastante a cabeça.

Vida Digital

ago 9, 2009   //   por Serendipidade   //   Serendipidade  //  Nenhum comentário

Ontem a noite estava folheando as páginas da revista Veja dessa semana que fala sobre a vida digital e o quanto ela está mudando o cérebro, os costumes, os comportamentos, etc, etc, etc…

Aí meu irmão me mandou esse vídeo sobre um incêndio em um dormitório de estudantes em Nova Iorque e as evidências que ajudaram encontrar a causa. Ainda bem que nem perdi tempo lendo a reportagem da revista…

Era digital e serendipidade

ago 5, 2009   //   por Serendipidade   //   Serendipidade  //  Nenhum comentário

Meu amigo Maurício me mandou o link para este artigo do The New York Times que diz que a vida digital matou a serendipidade que antes existia com a gente. Sobrecarga de informação e encontrar o que queremos nas ferramentas de busca está fazendo com que não encontremos algo de valor enquanto procurando um outra coisa qualquer.

Discordo.

O artigo comenta que algumas ferramentas ainda tentam buscar serendipidade com crowdsourcing, indicação baseada em preferências ou aleatórias, mas que estamos longe de estimular serendipidade apropriadamente.

Negócio é serendipidade está mais nos olhos de quem vê do que na boca de quem fala. Quando busco uma palavra qualquer no Google ainda recebemos como resultados páginas que podem nos levar facilmente a uma descoberta inesperada. Simples assim. Não precisamos de estímulo. Certo?

Custos enterrados

jul 29, 2009   //   por Serendipidade   //   Comportamento  //  Nenhum comentário

Outro dia trombei com um website de e-commerce chamado Swoopo (depois descobri que alguém no Brasil já imitou a idéia chamando-a de Olho no Lance). Swoopo é um leilão de produtos novos onde cada lance aumenta o preço do produto em 1 ou mais centavos, só que para ter direito a dar um lance você precisa comprá-los, e cada um deles custa muito mais que 1 centavo. No brasileiro Olho no Lance, o preço de cada lance começa em 1 real e você pode comprar por pacotes de lances (30 lances = 30 reais).

Os lances renovam a contagem regressiva que começa em poucos segundos. Quem consegue dar o último lance antes de acabar o tempo compra um produto por preços muito inferiores aos encontrados nas lojas.  Ontem alguém arrematou uma TV LCD 26 polegadas por R$42,33 quando o preço normal segundo apresentado pelo site é R$1079,00. Se você está se perguntando de onde vem a receita da empresa, oras, olhe o preço arrematado de novo e pense que cada centavo custou 1 real de algum candidato a comprador. Isso soma R$4233,00, quase 4 vezes mais o valor do produto em lojas e olha que eles nem dão o frete de graça… muquiranas.

Mas o post é pra falar que arrematar o produto pode ser como ganhar na loteria, a cada real apostado você não aumenta suas chances de ganhar, e quanto mais o site se tornar popular, pior ainda para o possível comprador.

Existe, no campo do comportamento humano em aspectos econômicos, um termo chamado “Custos Enterrados“. Esse termo diz que o dinheiro investido no passado acaba  influenciando decisões futuras porque somos avessos a perdas. Então, se eu gastei 50 reais em 50 lances, sou mais propenso a continuar gastando porque não quero perder o dinheiro já investido se eu não conseguir arrematar o produto.

O problema é que as pessoas se deixam levar na ilusão de que cada real gasto é como uma parte do investimento para comprar o produto e acabam gastando muito e às vezes nem acabam arrematando de fato o produto. Também podem existir os felizardos que conseguem comprar a mesma TV acima dando apenas 1, 2 ou 3 lances, mas a chance é muito pequena.

Estamos falando de três alternativas para ganhar: muito dinheiro, paciência ou sorte. Escolha a sua.

Outro site de e-commerce que também se diferencia é o Woot, a cada dia o site oferece uma única oferta, um único produto, a um preço diferenciado. Na Europa é imitado pelo Ibood. Ainda não encontrei nenhuma imitação desse aqui no Brasil… milagre.

Lições na prática

jul 15, 2009   //   por Serendipidade   //   Comportamento  //  Nenhum comentário

Eu admiro muito o trabalho de Tom Peters (4o lugar na lista dos 50 gurus mais respeitados do mundo) e estou lendo pela segunda vez, ouvindo no carro, o best-seller ”Reimagine!: Excelência nos Negócios Numa Era de Desordem“.

Hoje de manhã escutei seu excepcional argumento em prol das mulheres no mercado de trabalho, possuidoras de aptidões diferenciadas que as colocam como líderes naturais da nova economia. “[...] A mulher entende e desenvolve relacionamentos com mais facilidade que os homens. [...] Elas são viciadas em relacionamentos [...]“

Em seguida cheguei no escritório de uma empresa que estava visitando. Era cedo e os funcionários estavam apenas chegando para trabalhar. Passaram mais de 10 homens que sequer me olharam ou olharam os outros presentes na recepção. Chegou uma mulher e ela falou 4 bom dias seguidos. Nem me venha falar de educação ou simpatia. Foram 4 bons dias. É puro reflexo de alguma capacidade a mais que não estamos enxergando. Não é?!

O último link vai para Bons Dias de Machado de Assis.

Aspectos culturais que comovem a nação pra baixo

jul 7, 2009   //   por Serendipidade   //   Comportamento  //  Nenhum comentário

Depois das primeiras impressões, no dia em que completo 1 mês de Brasil, é triste a realidade de ver, dentro do estacionamento do Carrefour e logo na minha frente, dois sujeitos armados abordando um rapaz que estacionava sua moto. Levaram embora a moto e felizmente deixaram o rapaz inteiro.

Muitas pessoas no trabalho e amigos me perguntam se eu já me readaptei. Depois de hoje a resposta será sim.

Voltando ao assunto aspectos culturais que levam o Brasil à merda.

Semana passada estava num treinamento de mentoring e coaching onde aprendi que pessoas com plano de carreira estruturado a longo prazo ganham 10 vezes mais que os que deixam as escolhas ao acaso (ou no caso desse blog, à mercê da serendipidade), depois de ficar assombrado porque sou um dos que ganharão menos, me diverti com as três pessoas que estavam sentadas na fileira da minha frente. Elas ficaram o treinamento inteiro preocupadas em fazer chacota do sujeito sentado exatamente na fileira seguinte, a primeira fileira, a dos cheira-saco.

Sempre fui turma do fundão e quando cheguei ao 3o. colegial decidi sentar na primeira fileira para aprender mais e passar no vestibular. Passei a maior parte do tempo dormindo na primeira fileira e, felizmente, não fui incomodado pelos meus vizinhos de trás. Atingi o objetivo (plano a longo prazo?). Mas vamos voltar aos nossos amigos da segunda fileira.

O fato é que o sujeito da primeira fileira não era um caxias ou um sujeito estranho, ele só estava interessado demais na palestra e perguntava constantemente perguntas relevantes e não-relevantes. O cara estava tentando aprender. As pessoas da segunda fileira dedicaram a ele, pelas costas, de troféus joinha até risadinhas infames. Não estamos falando de alunos colegiais ou pré-colegiais, mas sim de um ambiente profissional.

Depois, quando a sala foi dividida em grupos para atividades, acabamos todos no mesmo grupo. Decidi dar uma de holandês e proativamente me apresentar e puxar assunto, afinal éramos todos da mesma empresa e tal. E todos ficaram me olhando estranho, provavelmente pensando: “qual é a dele?”. Tenho esperança na colaboração entre as pessoas porque socializar com terceiros para gerar valor está alcançando bons resultados por meio da comunicação online.

Não demora muito, me distraio e estarei como eles. E o que gera resultado continuará sendo massacrado pelo ícone do perfil fanfarrão tropical e brasileiro.

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