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CrowdSpirit volta ainda melhor

nov 17, 2008   //   por Serendipidade   //   Criatividade / Inovação  //  2 Comentários

No ano passado eu tive a oportunidade de participar como beta tester de uma plataforma de colaboração chamada CrowdSpirit, a idéia do site era pegar sugestões de novos produtos eletrônicos com a comunidade de usuários e literalmente criar novos produtos eletrônicos. Na época eu estava formulando o plano de marketing do primeiro produto da velha CrowdSpirit, um calendário digital para ser usado em paredes.

O problema é que a fabricação do novo eletrônico se tornou insustentável dado às dificuldades em se obter uma cadeia de suprimento altamente coordenada ou mesmo encontrar um preço competitivo com a baixa escala da demanda. Só que o site não morreu, o teste serviu para reformular o conceito, e na semana passada recebi um email do CEO da empresa, Lionel, com a divulgação do novo CrowdSpirit.

O novo CrowdSpirit entra no ar hoje em escala global. (já cobrei a versão em português)

Segundo o CEO, a visão da empresa se mantem a mesma. As empresas sofrem diversas pressões, limitações e não possuem uma clara idéia das necessidades dos clientes. A CrowdSpirit acredita que o crowdsourcing pode ser usado de forma bem sucedida no design de serviços e produtos. A nova missão é construir relacionamentos entre a comunidade de usuários de internet criativos e empresas que querem criar novos produtos.

Agora as empresas podem mandar ‘desafios’ para a comunidade visando a geração de idéias para seus produtos e serviços, e usuários da comunidade fazem a sua parte colaborando e adquirindo reputação dentro da mesma. A empresa pode abraçar a(s) idéia(s) e a partir daí o relacionamento está aberto inclusive para oportunidades de trabalho e remuneração em troca de insights. A propósito, tem um desafio no ar que está prometendo 3 mil euros em prêmios!

Para quem quer se aventurar, eu acredito que essa rede de crowdsourcing vai pra frente porque apresenta uma plataforma consolidada de reconhecimento e recompensa dos esforços dos próprios usuários de forma  individual.

Fúria de embalagens

nov 4, 2008   //   por Serendipidade   //   Comportamento  //  6 Comentários

wrap_rage @ CBS NewsAo entrar hoje na página principal da Amazon para pesquisar alguns livros me deparei com um aviso sobre wrap rage na parte central da página e que tomava boa parte do espaço. Wrap rage é o termo em inglês que descreve a raiva e frustração que temos ao tentar abrir os produtos que acabamos que comprar. Particularmente odeio aquelas embalagens plásticas duras que embrulham pequenos dispositivos eletrônicos como um mouse, uma webcam ou um fone de ouvido. Sem faca ou tesoura é impossível abrir.

Admiro o interesse da empresa em colocar os seus itens mais vendidos em embalagens mais ecologicamente corretas e fáceis de abrir. É uma atitude de respeito ao meio ambiente e ao consumidor. Além disso, é uma questão de segurança uma vez que a raiva na tentativa de abrir uma embalagem impenetrável pode cortar as mãos, deixar o produto cair no chão e quebrar, ou no momento da ruptura, fazer com que nossos braços acertem outras coisas ao nosso redor.

A empresa disponibiliza também uma galeria de vídeos e fotos sobre o assunto e convida seus clientes a enviarem seus próprios vídeos. Videocassetadas que redem polêmicas. Uma comunidade virtual interessante. Dá até pra render um website 2.0 sobre o tema. Você já se sentiu frustrado alguma vez?Wrapagecure.com

No mundo que capitaliza os problemas nós já encontramos a solução, ou melhor, a cura. Um alicate dedicado totalmente para o descarrego das suas desavenças com as embalagens. Baby é um mundo super.

Fotos: CBS News e Wrapragecure.com

O ímpeto do consumo e a venda perdida

out 16, 2008   //   por Serendipidade   //   Marketing / Negócios  //  1 Comentário

Vamos imaginar (ao invés de livro poderia ser qualquer produto):

  • Você acaba de ler sobre o lançamento de um livro do seu autor favorito,
  • Você pensa: ‘vou comprar porque vou ler de qualquer forma mesmo’,
  • Você entra online e digita o nome da sua loja online preferida para comprar livros,
  • O site da loja não entra ou demora muito ou trava na busca/compra ou estava em atualização ou [insira aqui seu problema impeditivo],
  • Você acaba pensando graças a essa lacuna de tempo e conclui que não precisa comprar agora,
  • Você nunca mais compra porque após a desistência você digeriu um pouco e conclui que pode viver sem esse livro.

Quantas vezes deixamos de capitalizar porque nossos clientes tropeçam em pedrinhas insignificantes?

Nós somos volúveis para a maioria dos produtos. Se pensamos duas vezes a vontade não está mais lá. Em casos extremos o problema pode até fazer o cliente mais convencido insistir por dias antes de desistir.

Isso se chama venda perdida e tem infinitas causas, mas a maioria é breve e besta como no exemplo acima.

Pode ser uma utopia dizer que vamos satisfazer todos os ímpetos de consumo das pessoas, mas é vergonhoso não lutar por ela. Melhorias sensíveis podem trazer resultados surpreendentes.

O que vale mais: Bom produto, bom atendimento ou o ambiente?

set 17, 2008   //   por Serendipidade   //   Marketing / Negócios  //  4 Comentários

No final de semana passado passei por Zurique e tive o prazer de visitar o recém inaugurado Café Felix na Bellevueplatz. Na verdade descobrimos o lugar por acaso andando pela cidade. Vimos um café cheio de gente resolvemos entrar e experimentar alguns dos quitutes apresentados no balcão.

Então testamos a tríade: Produto, Ambiente e Atendimento. No nosso caso:

  • Por produto entenda o cremoso chocolate e o delicioso quiche de abobrinha e pimentão que comi.
  • Por ambiente entenda o belíssimo e agradável local onde o Café está instalado (veja a foto).
  • Por atendimento entenda a perdida garçonete que demorou anos para atender e entregar o pedido.

Dois pontos positivos e um negativo no placar da Experiência do Cliente.

O problema é que o ponto negativo incomodou tanto que saímos de lá blasfemando a Suíça! O que demonstra que o atendimento tem um peso muito maior que o produto e ambiente juntos na satisfação de um cliente.

Um produto nós decidimos comprar depois de ver a aparência, especificações, indicações de amigos e, finalmente, nossa expectativa de qualidade perante o preço. Temos uma expectativa maior ou menor dependendo dessas variáveis – somos mais flexíveis no resultado e conseqüentemente ficamos menos impressionados com o mesmo do que ficaremos com o atendimento (a seguir).

O ambiente é um bônus na experiência do cliente. Ele influencia no usufruto do produto e na recepção do atendimento, por isso pode melhorar ou piorar ambas as variáveis. O maior papel do ambiente é na conquista de novas oportunidades de venda – lembre-se que foi ele que fez com que entrássemos no local antes de tudo.

Já o atendimento é algo que, segundo nossas expectativas, deve ser SEMPRE bom. Simples assim. Se eu vou te pagar algo no final, você deve me prestar o serviço de vender e não o favor em servir. É minha compra que sustentará suas pernas no final. Por isso somos mais sensíveis a ele.

Retiro o que eu disse sobre “blasfemar a Suíça”. Em seguida fomos na Confeitaria Sprüngli. Além do atendimento exemplar e ambiente sedutor, eu comprei um quiche ainda melhor que o anterior, sem falar nos deliciosos Luxemburgerli, um tipo de míni macaron francês. Recomendado.

Axioma final: A história acima não substitui a fúria de comprar um produto com defeito. Mas lembre-se que se o atendimento na substituição do mesmo for boa, você perdoará e ainda por cima recomendará a empresa.

Quer ser uma empresa social? Comporte-se como tal!

ago 8, 2008   //   por Serendipidade   //   Marketing / Negócios  //  Nenhum comentário

1035599_have_a_seat @ stock.xchngHoje em dia todas as empresas tem vontade de ser uma empresa social.  Elas querem abraçar de vez os seus clientes de uma forma amigável, dando um rosto e uma mão amiga, trocando insights, gerando conhecimento juntos, espalhando as novidades, educando, etc, etc. Mas a grande questão é: sua empresa está preparada para viver a vida em comunidade com seus clientes?

A pergunta acima vem sendo levantada cada vez mais pelos profissionais de marketing e relações públicas (e por mim também). Na vida da web 2.0 ou dos blogs, ou das comunidades virtuais só devem entrar as empresas que querem passar um tempo junto com seus clientes e potenciais clientes, e a linguagem deve ser de um ser humano para outro.

Por que a pergunta acima faz sentido?

Encontrei uma resposta no livro Predictably Irrational de Dan Ariely. Uma pequena seção do livro fala sobre Normas de Mercado e Normas Sociais.

Normas de Mercado é quando dinheiro entra na jogada. É o relacionamento comercial entre um cliente e uma empresa: pagar por algo significa receber um produto que corresponda ao preço dentro da nossa noção de mercado, deixar de pagar uma conta vencida significa pagar uma multa.

Normas Sociais é quando não temos dinheiro envolvido mas sim favores, brindes, mimos ou pura solidariedade. Quando pedimos e recebemos ajuda de estranhos na rua, por exemplo, não é esperado que paguemos em dinheiro, um obrigado ou um café pago basta.

No entando, se misturamos as bolas temos problemas.

Se depois de comer aquela ceia especial de Natal preparado pela sua sogra (social), você pegar sua carteira e perguntar: “quanto é que eu devo?” (mercado), isso seguramente pode contrariar a família da sua pretendente, mas se você der uma garrafa de vinho não.

Se sua empresa trata os clientes amigavelmente, envia presentes e coisa e tal, mantendo um relacionamento social com seus clientes (social), na primeira pisada no calo desse cliente (a cobrança de uma taxa inesperada porém justa e dispensável, por exemplo) – (mercado), ele vai botar a boca no mundo buzinando o quão injusto sua empresa e suas taxas são.

O recado é que se sua empresa quer agir de forma transparente e sociável, seus processos por trás desse relacionamento devem estar preparados para evitar conflitos com as normas de mercado.

Pense nisso.

Redes sociais patrocinadas são uma bomba!

ago 1, 2008   //   por Serendipidade   //   Marketing / Negócios  //  4 Comentários

Ainda conectado ao estudo sobre a tribalização dos negócios que publiquei na semana passada, via LinkedIn fui redirecionado a um post num blog e depois a um post de um blog do Wall Street Journal e ao artigo do ReadWriteWeb.

As conclusões a que os artigos chegaram (e a pesquisa também) é que comunidades virtuais patrocinadas por empresas são um desperdício de dinheiro. Mas também especularam bastante sobre os resultados.

Eu acho que a falta de informação prevalece, mas gerenciar uma rede social inteira e esperar que os clientes, além de usar Orkuts e LinkedIns da vida, também usem a rede da empresa, é um pouco complexo demais para ser verdade. E se as empresas pudessem criar um perfil nessas redes?

Mesmo nos blogs os comentários estão se distanciando e caindo no Twitter, FriendFeed, etc. Já está ficando difícil hospedar uma discussão somente no seu mundinho.

Legal também é ler os comentários nos dois últimos blogs mencionados acima. Grandes exemplos de blogs funcionando a pleno vapor que até soa contraditório com os resultados da pesquisa e com minha afirmação anterior.

Vale a pena contrapor também os resultados da pesquisa mencionada acima com a pesquisa da McKinsey que publiquei no Blog Corporativo hoje.

Entendendo o novo consumidor digital

jul 10, 2008   //   por Serendipidade   //   Marketing / Negócios  //  5 Comentários

Ciclo de vida da empresa versus Ciclo de vida do cliente

Num post anterior falei sobre entender a forma que os clientes interagem com uma empresa sob o ponto de vista dos próprios clientes, afim de entender melhor como é o seu comportamento no novo mundo da web 2.0.

Cada fase do chamado ‘Ciclo de Vida da Empresa’ – à esquerda – é suportada e ampliada com os diálogos online entre clientes e empresas e troca de experiências entre clientes por meio de redes sociais. Mas eu diria que a coisa toda não pára por ai, as próprias ferramentas que possibilitam essa química também modelam preferências e o comportamento da sociedade.

Para melhor operar seus negócios é preciso entender os resultados dessa interação toda dentro do ciclo de Necessidade, Decisão, Experiência e Impressão que o cliente tem com a empresa. Só assim podemos otimizar e ganhar eficiência nos processos de desenvolvimento de produto, marketing e gestão do relacionamento do cliente.

Nada de colocar seu blog no ar, estabelecer relacionamento com blogueiros, criar comunidades, criar programinhas divertidos no Facebook ou usar o Twitter sem antes saber onde se está pisando.

O exercício é saber, para cada passo do ciclo, o que está ocorrendo na internet e que influencia o consumidor. Pense a respeito.

Ciclo de vida do cliente sob outro ponto de vista

jul 4, 2008   //   por Serendipidade   //   Marketing / Negócios  //  1 Comentário

Dentro do âmbito da gestão do relacionamento com o cliente (vulgo CRM) existe outra sopa de letrinha em inglês para determinar o ciclo de vida da experiência que um cliente tem com uma empresa, é o chamado CLC (Customer Life Cycle).

A idéia do CLC é descrever o que acontece na relação da empresa com o cliente no tempo, indo desde atrair a atenção do cliente gerando uma oportunidade de venda até os esforços de fidelizar e reter o cliente, passando pela venda e pós-venda. A figura ao lado é bem tosquinha mas passa a idéia.

Mas aí veio da internet (exceto para a Telefônica), os clientes com informação ao alcance de uma caixinha de buscas, opiniões de outros clientes facilmente acessíveis, enfim, tudo muito favorável para que o cliente extraia o melhor pois é ele quem paga e devemos respeitar isso.

Na minha opinião, nesse novo mundo unificado pela internet, uma melhor forma de otimizar todos os passos do CLC é inverter a interpretação para o ponto de vista do cliente, ou seja, pensar como é o ciclo de vida das empresas para os clientes.

Algo do tipo: eu olho ao meu redor, percebo o ambiente, encontro minhas necessidades, pesquiso sobre o produto, decido qual comprar, compro, recebo, experimento, compartilho minhas opiniões ou indico, desisto de usar ou se torna obsoleto.

O exercício é: para cada um dos passos acima, pense como estou usando a rede, comunidades virtuais, opiniões online para moldar o resultado desse ciclo de vida.

Estou pensando a respeito. Alguma idéia, observação? Isso é input para meu novo livro.

(A verdadeira) demanda dos clientes

ago 28, 2006   //   por Serendipidade   //   Marketing / Negócios  //  1 Comentário

No post anterior postei um gráfico que obtive no Blog da Tecnisa. Ele mostrava a evolução das demandas dos consumidores, mas com conteúdo interpretado por uma empresa.

Seth Godin discorda de alguns pontos e nos conta o que os clientes realmente querem:

  • O mesmo que todo mundo tem, mas diferente
  • Um menu onde os preços não são os mesmos
  • Mais atenção que a pessoa sentada ao lado
  • Um preço ligeiramente menor que o de todo mundo
  • Um novo modelo momentos antes que todo mundo, mas só se todo mundo realmente for gostar dele
  • Uma entrada em um cinema já lotado
  • Acesso ao melhor serviço ao cliente de uma loja, de preferência ao dono
  • Serem tratados melhor, mas não muuuuito melhor
  • Serem notados, mas não tãããã notado
  • Estarem certos

Eu incluiría:

  • Participar da criação de um produto ou serviço
  • Conversar abertamente com uma empresa
  • Espalhar uma idéia interessante
  • Não serem confundidos

Amanhã eu conto uma história sobre ser confundido.

E já que a responsabilidade social gera polêmica, leiam meu post sobre o assunto.

Evolução das demandas do consumidor

ago 26, 2006   //   por Serendipidade   //   Marketing / Negócios  //  2 Comentários

Tecnisa

Fonte: Blog da Tecnisa.

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