O ROI dos Blogs Corporativos
O Business Blog Consulting nos aponta que a Forrester Research lançou ontem (24/01) dois relatórios de muita importância para nossa comunidade de “admiradores dos blogs”.
Como foi dito lá, as empresas em geral confiam muito em relatórios da Forrester ou a Gartner, e a notícia não poderia ser melhor para os blogs corporativos.
No primeiro deles a Forrester discute os retornos que um blog externo pode promover e como medir esse retorno. No segundo, a Forrester nos presenteia um estudo de caso com a GM e seu blog FastLane.
Eu possuo acesso aos relatórios da Forrester. Vou ler ambos ainda hoje. Se tiver algo que eu possa publicar a vocês, fazê-lo-ei.
Porque todas as empresas vão ter que inovar para crescer
Falando em tendências, Robert Tucker, um autor de livros de inovação, prevê que o ano de 2007 promete para a consolidação dos processos de inovação nas companhias.
As empresas buscam constantemente o crescimento e a adição de valor para seus acionistas ou proprietários. Existem diversas maneiras de buscar isso, seja otimizando processos para reduzir custos, melhorando a cadeia de suprimentos para economizar na compra de matéria prima ou comprando outras operações para ampliar o mercado geograficamente ou comercializar novos produtos, entre outras.
O fato é que todas as alternativas acima chegam a um ponto de saturação, não sendo mais possível adquirir um crescimento sustentável. Aí o que acontece? A empresa é obrigada a inovar.
Schumpeter já dizia isso nos anos 30, o ciclo econômico cresce e se quebra quando alguém chega com alguma inovação, depois começa tudo de novo.
Inovar não é somente aplicável em produtos. É possível inovar em todas as operações de uma empresa, desde produtos, passando por processos, canais de venda e finalmente nos próprios clientes por meio de novas segmentações ou mudando a maneira com que ele interage com a sua firma.
Mais do que ter uma equipe de gestão de idéias capturando, classificando e priorizando as mesmas, é necessário instalar uma cultura de inovação por toda a organização para fomentar novas idéias, e manter uma equipe monitorando concorrentes e outras indústrias para saber qual rumo está seguindo o mercado.
Conheça outras definições de inovação:
Schumpeter (1934) – Empresarial
March (1991) – Exploração e aproveitamento
Tushman & O’Reilly (1996) – Incremental & Revolucionario
Kanter (1997) – Invenção vs. Inovação
Christensen & Raynor (1997) – Sustentando e Quebrando
Mapa de tendências para 2007 e além…
Este mapa de tendências foi desenhado inspirado no mapa de linhas de metrô de Londres. Ele atravessa 10 segmentos: Sociedade e Cultura, Governo e Política, Trabalho e Negócios, Mídia e Comunicação, Ciência e Tecnologia, Comes e Bebes, Medicina e Bem-Estar, Serviços Financeiros, Varejo e Lazer e Transporte e Automotivo.
Clique no mapa para o PDF.

Fonte: Future Exploration Blog.
Campanhas vs. Movimentos
Quem disse que blogs corporativos não podem ser fonte de informações inspiradas e inquietantes? No blog da Brains on Fire, uma empresa americana que promove a identidade corporativa, tirei este post.

O Blogueiro Trabalhador e…
…um típico dia da sua vida. Para ampliar clique na figura (PDF).

Fonte: Logic+Emotion. Um ótimo blog por sinal.
Blog para gestão de "crises"
No começo do mês postei sobre a confusão gerada pelo Banco do Brasil ao adotar sua nova campanha de marketing. Nesse post eu falava sobre como um blog faria toda a diferença no momento de lidar com as expectativas (crises ou “pitís”) de seus clientes ou prospects.
Sobre as recentes ondas de acontecimentos confrontando o Google, os internautas brasileiros e o governo (Cheques do Adsense bloqueados e bloqueio do YouTube pela Cicarelli), foi muito feliz o comentário do Mr. Wagner no Blog de Guerrilha. A idéia foi questionar o silêncio do Google Brasil nos blogs corporativos da firma.
Certamente o Google Brasil não deve ter muita autonomia para se posicionar sobre estes assuntos e talvez nenhum dos funcionários responsáveis pela atualização do blog quis (ou pôde) colocar o seu na reta. Mas alguma coisa poderia ser escrita, nem que essa coisa fosse: “Galera, sabemos que há muito interesse em saber o que está acontecendo com o YouTube, mas o Google Brasil não tem qualquer relação com este serviço”. Afinal, ficar calado no meio de uma confusão dessas não é muito humano.
Fica registrado. Ele ainda adicionou:
Ainda é utópico imaginar corporações “descendo do palanque” e vindo para o debate corpo-a-corpo. Abrir um canal de comunicação franco e de duas vias é muito arriscado, ainda mais se for para lidar com esses furacões que varrem a rede, como bloqueios de Orkut ou YouTube.
Concordo que seja arriscado, mas acho que o risco/benefício ainda é menor em ambos os casos. Afinal de contas, comentários devem ser moderados e posts devem ser escritos por quem tem “licença para matar”, ainda que “matar” tenha um sentido especial quando estamos lidando com pessoas/consumidores da nova geração – às vezes empowerment para os blogueiros oficiais pode fazer a diferença. Se o Scoble não afundou a sempre polêmica Microsoft, porque o Joãozinho ou a Maria iria afundar a empresa queridinha do planeta terra? – Lógico que não podemos esquecer que Scoble tinha talento.
Anúncios publicitários em CAPTCHAs
Sabe aquelas letrinhas confusas e borradas que usamos para validar dados em formulários ou mesmo realizar login em serviços?
Pois é, na velocidade da internet veio a idéia de colocar anúncios dentro dessas caixinhas…
I had a fantastic marketing idea: ads in captchas. ;-D
Fonte Simone Carletti’s Blog
Texto da Edelman sobre a blogosfera
Via blog do Mauro Lupi encontrei um link para um relatório da Edelman (em PDF aqui) que cobre o status da blogosfera em diversos países (Japão, China, Coréia do Sul, Itália, Grã Bretanha, Estados Unidos, Alemanha, Bélgica, Polônia e França).
Interessante é saber que os Estados Unidos já não estão mais no centro do universo da blogosfera global. Vale muito a pena uma leitura para quem se interessa no assunto.
Sugerí ao Steve Rubel que incluísse o Brasil na próxima rodada.
TAG: Resoluções 2007
Ainda estou de férias (até dia 22), mas vez ou outra dá pra dar as caras por aqui. Fui convidado pelo Fábio Seixas para escrever 5 resoluções para 2007 em mais uma brincadeira-tipo-corrente da blogosfera nacional.
Não vou convidar mais ninguém para entrar na roda porque já faz mais de uma semana que os dados foram lançados, mas quem quizer participar, sinta-se em casa.
1 – Terminar, junto com meu pai, nosso novo livro de cunho popular e pedagógico.
2 – Começar outro Master.
3 – Tentar me expatriar para a Itália na mesma empresa que trampo atualmente.
4 – Continuar praticando exercícios regularmente.
5 – Me noivar (quem sabe casar).
Férias e Banco da Serendipidade
Estou de férias. Esta semana estou em transição entre uma viagem e outra, e deu tempo de ver uma propaganda do Banco do Brasil na TV.
Nela, o Banco do Brasil falava que a partir desta virada de ano o Banco passaria a se chamar Banco do Manoel, Banco da Maria, Banco do João, etc. Isso tudo afim de tentar tornar seus clientes mais próximos da instituição financeira.
Achei a abordagem um pouco abusada porque o banco estava arriscando seus próprios intrumentos de branding: sua logomarca e nome, em prol de uma campanha “investimos em CRM”.
Fui procurar a respeito e serendipitosamente descobri que realmente coisa errada aconteceu… Ri demais. Saiu na Info, no IDG Now, e em vários blogs (veja gráfico neste post).
“Ao acessar a página de internet do banco, os usuários observam o logotipo do Banco do Brasil alterado para “Banco do Bruno”. Essa alteração faz o usuário do serviço supor que a página foi atacada por hackers.” {IDG Now}
Página fora do ar, Call Center congestionado… foi tudo pro espaço.
Já era. A era-da-sua-reputação-em-jogo-relâmpago está no ar. Titubeou para o bem ou para o mau, você se “you-tubou”. Se eles tivessem um blog há alguns dias, essa “crise” teria sido gerenciada com o pé nas costas.
Titubeou? YouTubou! Não que o banco ou sua campanha tenha virado um vídeo online (ao menos até agora), mas rimou. Google, pode mudar o lema da sua última aquisição.








