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Mídias Sociais, relacionamento Homem-"Máquina" é mais eficiente

mar 23, 2009   //   por Serendipidade   //   Comportamento  //  1 Comentário

ipodvendingmachineNesse final de semana estive em Cracóvia lutando contra meu joelho. Sim, eu caí entre a plataforma e o trem quando estava embarcando e tive um final de semana mais desafiador. Felizmente não quebrei nada e passo bem. Só o meu relaciomento com o trem que não foi dos mais felizes.

Mas por “máquina” eu não quis dizer trem nem macchina. As aspas significam que o relacionamento ainda é entre seres humanos, mas com um intermediário não-síncrono como e-mail, blogs, redes sociais, etc. Coisas que não requerem a contraparte dar uma resposta imediata.

Pois bem. A minha história ocorre ainda em Cracóvia. Por causa de muitos hotéis em Varsóvia toda semana (estou em projeto na Polônia) estava sem limite no cartão de crédito. Liguei umas 3 vezes para o help desk para tentar pegar um aumento temporário de limite. Foi uma batalha mortal com a atendente e sem sucesso. Ela me dava mil razões para não aumentar um mísero centavo de Euro.

Aí entrei no website, olhei a página de FAQ, e vi que eles poderiam aumentar o limite por pedido via email. Enviei.

2 horas depois o meu limite tinha aumentado!

Ambos email e ligação foram encaminhados para a pessoa correta, mas porque quando você conversa com uma pessoa “ao vivo” a coisa muitas vezes não anda?

O primeiro motivo que me vem em mente é essa tendência humana de querer contradizer o próximo e a mania de criticar. Ou talvez é porque temos atendentes despreparados e/ou pressionados pela solução imediata que uma ligação telefonica requer.

O fato é que via um intermediário a coisa parece andar melhor. É uma mera constatação, mas que pode ajudar muito no campo do estudo das mídias sociais e seu uso pelas empresas para promover uma melhor experiência do cliente com a marca. Outro exemplo de “máquina” intermediária são as as vendas online. Um sucesso absoluto em crescimento pleno com a vantagem de não precisar aturar vendedores chatos.

A falta de imediatismo da maioria das mídias sociais certamente será um dos fatores de sucesso do seu uso por empresas.

Fonte da imagem

Falimento humano?

mar 4, 2009   //   por Serendipidade   //   Comportamento  //  4 Comentários

Eu tenho uma página de contato aqui no blog para que as pessoas possam me enviar mensagens. É prático, funcional e todo mundo usa. Só que a prática do email está tão solidamente imortalizada no nosso cotidiano que é quase impossível não confundir a minha página de mensagem com o envio de um email.

Tenho os seguintes campos:

  • Seu nome
  • Seu email
  • Seu website
  • Sua mensagem

E não é que (quase) todo mundo coloca o assunto da mensagem no campo website?

O mundo é que não presta atenção ou o meu formulário que precisa ser adaptado aos costumes do mundo?

Carnaval: afastar a carne e o dia do sonho

fev 19, 2009   //   por Serendipidade   //   Comportamento  //  3 Comentários

Paczek @ http://www.siemionko.plHoje cheguei no escritório aqui em Varsóvia e a galera tava maluca atrás de uns sonhos que eu chamei de “berliner“. Comi um e perguntei qual era o recheio, me falaram que era tipo uma geléia de rosas e que pela tradição Polonesa, se come esse tipo de “doughnut” na quinta-feira antes do Carnaval. Bizarro. O nome então é pior ainda: Pączek.

Depois que inventaram a wikipédia não tem mais graça contar história. Está tudo lá. Mas vamos na minha versão.

Hoje é a “Quinta-feira gorda” aqui na Polônia, na Alemanha, na Itália e na Grécia também se comemora algo do gênero nesse dia. O lance é comer adoidado porque a quaresma e a abstinência está chegando. Outros gulosos como os franceses, americanos, canadenses e mais uma pancada de países comemoram a “Terça-feira gorda” ou Mardi Gras em francês, e eles comem o que podem para não passar fome na quaresma, as variedades de guloseimas vão de panquecas doces até os próprios sonhos.

Existe até a hipótese de que a comida preferida dos policiais americanos teve origem nos Estados Unidos graças aos imigrantes Poloneses… Mas no final ninguém sabe quem inventou esses bolinhos fritos e suas variações. Em Portugal algo similar é servido também no Natal e na Holanda faz as festividades de final de ano ficarem muito, mas muito mais gordas (e saborosas) com os Oliebollen (literalmente bola de óleo).

Uns na terça, uns na quinta, mas nenhum falou de CARNE aqui. Num antigo post meu de 2006, eu estava explicando esse excesso antes da abstinência. “Carnem-levare”: afastar a carne, e sua derivação: Carnaval, falava do tema de um banquete de abolição da carne antes da quaresma. No fim das contas, “terça-feira gorda” e “carnaval” são o mesmo dia e defendem a mesma gulodice – respectivamente de doces e carne.

Aqui eles comem doces, no Brasil comemos churrasco (e que falta me faz). Faz sentido dado que a carne da europa é de qualidade inferior à brasileira. Mas isso já é divergir demais.

Bom carnaval a todos (porque eu não tenho e vou estar trabalhando para o bem da humanidade)

A foto acima é exetamente o Paczek que eu comi. Roubei a imagem de uma confeitaria Polonesa, veja aqui outros quitutes locais.

Minha contribuição científica para o mundo

fev 2, 2009   //   por Serendipidade   //   Comportamento  //  4 Comentários

Acebei de ver a lista de trainees que estão ingressando em consultoria na minha firma no Brasil, fiquei feliz ao ver o tamanho da lista porque isso demonstra que as empresas no Brasil estão caminhando relativamente bem apesar dessa crise toda rolando no mundo.

Por outro lado, me chamou atenção o fato de o nome de quase todos esses 46 trainees ser longo, 27 desses trainees (58,7%) tem de 4 a 6 palavras no seu nome+sobrenome. Seguem os números:

  • 2 deles tem 6 nomes
  • 8 deles tem 5 nomes
  • 17 deles tem 4 nomes
  • 17 deles tem 3 nomes
  • 2 deles tem 2 nomes

Eu sou de uma geração em que as pessoas recebiam 2 ou 3 nomes e sobrenomes, sendo que os 2 primeiros, quando tínhamos 3 palavras no nome, eram geralmente os diferenciadores, e o último era o sobrenome paterno. O sobrenome materno eventualmente ocorria ao invés do segundo nome genérico. No meu caso, Fábio Henrique Cipriani, meus 2 primeiros nomes são os que eu chamo “genéricos”, ou seja, não são “sobrenomes de família”.

Acontece que o mundo ganhou as mentes e a força de trabalho das mulheres, sua independência financeira e espaço. Sabendo que hoje em dia muitas mulheres não adotam o sobrenome do marido e não querem abandonar seu nome de solteiro ao casarem, quão longe estaríamos do veredito de que os longos nomes dessa geração é uma soma dos nomes das gerações anteriores mais a propagação do orgulho familiar, ou seja, não querer que seu sobrenome predileto caia no esquecimento?

Uma outra vertente poderia explicar isso também. O crescimento populacional vegetativo positivo. Ou só o crescimento dos nomes em geral. Com tanta gente no mundo, está ficando difícil encontrar combinações de nomes que mantém o pedigree e diferencia os indivíduos dos demais. Eu já vi outro(s) Fábio(s) Henrique(s) Cipriani(s) no Brasil, na Itália já vi Fabio Enrique Cipriani também. Nesse caso, além de explicar o aumento no número de nomes, poderíamos, com uma cajadada só, explicar os nomes absurdos que vemos por aí.

O rebanho nosso de cada dia

jan 26, 2009   //   por Serendipidade   //   Comportamento  //  6 Comentários

from commutebybike.comHoje tive uma visão intrigante.Quando meu avião decolava do aeroporto em Amsterdam por volta das 8 da manhã eu pude pela primeira vez notar uma grande extensão de 3 ou 4 das principais rodovias do país que “desaguam” no anel viário da capital holandesa. Ainda estava relativamente escuro e duas faixas coloridas davam o tom da manhã no país das bicicletas. E não eram bicicletas. Eram milhares de veículos de pessoas viajando para seu trabalho diário.

Eu vivi esse cotidiano ao longo de 9 meses enquanto trabalhava em um projeto em Haia, há aproximadamente 60 km de Amsterdam, mas visto de cima foi assustador. Nesse pequeno país não existe o conceito do “eu moro onde trabalho”. Pior. Nesse pequeno país superpovoado de bicicletas o pior trânsito diário não é dentro das cidades, nem nas ciclovias, mas nas rodovias.

De la de cima a visão se transformou num sentimento de estupefação. “Que coisa besta” – eu pensei – “que bando de idiotas”. Depois estremeci ao lembrar que em poucos meses voltarei para o caos paulistano para ser mais um idiota no rebanho.

Em pleno 2009, será que ainda estamos muito longe de trabalhar de casa?

A foto ao lado além de não ter nada haver com o assunto do post, serve para lembrar que aqui, no país das bicicletas, temos problemas até para estacionar as magrelas.

Jogos blogosféricos – o umbigo pop

dez 23, 2008   //   por Serendipidade   //   Comportamento  //  Nenhum comentário

Blogopoly @ http://littleoslo.com/eng/diary/index.htmBlogpoly @ http://littleoslo.com/eng/diary/index.htmBlogstar @ blogstargame.com
As pessoas e a sociedade desenvolvem a tecnologia para atender suas demandas. Ao mesmo tempo, a tecnologia, fruto do esforço do homem, molda a sociedade provocando novas atitudes, mudanças de comportamento e cultura. É a simbiose que constitui o nosso zeitgeist.

A introdução do post pode parecer séria, mas o conteúdo não é. O tema da vez é entretenimento. Mais especificamente jogos e passatempos baseados na blogosfera, uma modalidade de divertimento que é impulsionada pelos próprios blogueiros – principalmente entre os escolhidos para estrelar o seleto grupo de participantes. Um exercício pretencioso e saudável de navel-gazing que combina estrelato, reputação e polêmica.

Começo com alguns exemplos brasileiros. Em 2007, talvez estreando a modalidade no Brasil, o blog Treta divulgou suas cartas que constituíam parte do novíssimo SupeTrunfo Blogs de blogs brasileiros. Quase ao mesmo tempo o carioca Fabio Lopez lançava o War in Rio, parte de outra modalidade que chamaremos aqui de um ‘espelho da realidade‘, o choque da realidade com a sociedade nos moldes que apresentei logo no primeiro parágrafo, e que certamente foi referência para a criação do Blog War no início de 2008. Por último consegui encontrar referências a dois ou três diferentes tipos de Caça-Palavras da blogosfera como esse do blog Karynemlira.

Fora do Brasil temos exemplos na espanha representado pelo Juego de la Blogosfera de 2007, visivelmente baseado no “Quantas bandas você consegue encontrar?” divulgado pela Virgin Digital em 2005 e que virou febre gerando muitas outras versões criadas por outras marcas como M&M’s e Vodka Absolut. Uma variação do clássico “Onde está Wally?“, criado em 1987. Já o cosmopolita chinês littleoslo “plagiou” o Blogopoly, criado em 2004, ao criar o Blogpoly em 2005, o banco imobiliário dos blogs que explodiu quando foi linkado pelo BoingBoing ainda em 2005. Existe uma versão espanhola também.

Para completar a história, deixo o link para o mais recente e completo trabalho no universo do entretenimento blogosférico: o BlogStar Game. Mais um “banco imobiliário” dos blogs criado por dois italianos (via Catepol 3.0). O jogo é comercializado de verdade (acho que até a Hasbro descobrir) e pode ser obtido em PDF para impressão gratuitamente. Haja criatividade…

Um pequeno update: Você pode jogar Blogpoly online aqui.

Imitação e satisfação no universo do consumismo

dez 18, 2008   //   por Serendipidade   //   Comportamento  //  3 Comentários

iStockPhoto / Isabel MassTerminei de ler Buyology na semana passada. Uma bela introdução ao mundo do neuromarketing misturados com momentos desnecessários onde o autor se gaba o melhor especialista em marcas do mundo e um dos pioneiros no assunto.

De qualquer forma, o que persiste ainda na minha cabeça é a explicação sobre a relação dos neurônios espelho e a dopamina com o nosso comportamento no momento da compra, e a frase defendida por alguns especialistas em neurociência:  “São necessários apenas 2,5 segundos para decidir comprar um produto“.

Discorrendo rapidamente sobre os 3 temas:

- Neurônios espelho explicam porque quando alguem boceja na sua frente nós temos a tendência de abrir a boca ao mesmo tempo. Temos uma tendência natural de imitar o que vemos ou mesmo sentir sensações associadas com o que lemos ou imaginamos. Traduzindo para o momento da compra, isso conseguiria explicar porque queremos comprar um objeto que vemos em uma vitrine ou usado por uma celebridade que admiramos. No primeiro caso nós nos imaginamos possuidores daquele produto e literalmente experimentamos a sensação de tê-lo em nossas mãos. No caso da celebridade, a explicação é pura e simplesmente o fato de que queremos ser como ela, por isso compramos para conseguir “ser” como ela.

- A Dopamina liberada pelo cérebro no momento que decidimos comprar algo nos dá uma sensação de bem estar. Viciados nela, nossa tendência é sempre continuar comprando para obter mais desse prazer.

- Os 2,5 segundos estão entre os dois elementos acima. Se sentir como proprietário de um produto é rápido. Dentro desses 2,5 segundos a dopamina inunda nosso organismo. O lance é que se demoramos demais, o suficiente para pensar melhor, como descrevi em outro post, a dopamina é absorvida e a vontade passa porque o racionalismo impera. De compra instintiva passamos para a negação racional.

Polônia

dez 13, 2008   //   por Serendipidade   //   Comportamento  //  Nenhum comentário

Warsaw - Palace Culture Science Estou alocado em um projeto na Polônia em Varsóvia pelos próximos 4 meses mas vou continuar voltando durante os finais de semana para Amsterdam. Interessante ver como me senti quando voltei para a Holanda na última quinta-feira a noite. Admito que estava homesick pela minha casa atual, mas a sensação de estar voltando para um país tremendamente mais evoluído economicamente foi muito marcante.

Mesmo com os quase 20 anos da queda do regime comunista, a cidade, alguns bairros que passei e alguns marcos importantes da cidade, como o Palácio da Cultura e Ciência (foto), ainda carregam as marcas do passado e é inevitável não sentir essa sombra ao andar pela cidade.

Alguns pontos marcantes (Polônia versus Holanda):

  • Na Polônia as pessoas costumam se cumprimentar com um amistoso aperto de mão todos os dias. Na Holanda é um distante, frio e calculista “bom dia”.
  • Na Polônia se almoça e janta pratos quentes, na Holanda o almoço pode ser entendido como um “segundo café da manhã” regado a leite, iogurte, pães com queijo e eventualmente uma fruta.
  • Como um nativo lusófono, o Neerlandês soa muito, mas muito mais feio do que o Polonês. A única excessão é escutar os Poloneses falando “sim” = “tak” no telefone… tak, tak, tak… (curiosidade: em Indonésio “tak” é “não”)

O gene é realmente egoísta?

nov 28, 2008   //   por Serendipidade   //   Comportamento  //  1 Comentário

Trabalhando no primeiro capítulo do meu novo livro me lembrei de uma história sobre pingüins que li no livro ‘The Social Atom‘ e que provavelmente foi originada no livro ‘O Gene Egoísta‘ do Richard Dawkins:

{…} Eles [os pingüins] são freqüentemente vistos na beira da água, hesitando mergulhar, por causa do perigo de serem comidos pelas focas. Se um deles mergulhar primeiro, o resto saberá se alí existe uma foca à espreita ou não. Lógico que ninguém quer ser o cobaia, então eles esperam e, às vezes, até empurram uns aos outros[...]

Já tinha até escrito o parágrafo quando então decidi pesquisar mais a fundo. Encontrei diversas fontes contrárias à afirmação de Dawkins na rede. Uma delas vem do livro ‘The Emperor’s Embrace: Reflections on Animal Families and Fatherhood‘:

[...] Quando os pingüins chegam na margem não existem empurrões; um deles pula e, uma vez que pingüins não resistem seguir o lider, o resto pula nas águas congelantes também[...]

Fraco argumento. Não satisfeito fui além e encontrei a resposta de Polly Penhale no site da NASA:

É difícil encontrar a resposta porque é difícil construir experimentos para verificar esse fato. A idéia de pingüins ‘testando a água’ empurrando outros foi baseada em observações. Normalmente, quando os pingüins se encontram na beira da água, eles estão em grupos de 100 a 1000 aves. Eles são muito ativos, estão sempre andando em círculos e os que estão atrás não conseguem ver o que está acontecendo na frente. Acredito que essa situação tumultuosa de empurra-empurra acaba ocasionando na queda de um deles.

O resto das discussões gira em torno disso e do vídeo engraçado de um pingüim dando um ‘tapinha’ nas costas do seu camarada. Que é falso.

Como não existe experimento que prove uma ou outra afirmação vou manter o argumento. Mas fica aqui o recado para não acreditar sempre em tudo que lemos. Investigar diverte, educa e é o melhor exercício para nossa intelectualidade.

Fúria de embalagens

nov 4, 2008   //   por Serendipidade   //   Comportamento  //  6 Comentários

wrap_rage @ CBS NewsAo entrar hoje na página principal da Amazon para pesquisar alguns livros me deparei com um aviso sobre wrap rage na parte central da página e que tomava boa parte do espaço. Wrap rage é o termo em inglês que descreve a raiva e frustração que temos ao tentar abrir os produtos que acabamos que comprar. Particularmente odeio aquelas embalagens plásticas duras que embrulham pequenos dispositivos eletrônicos como um mouse, uma webcam ou um fone de ouvido. Sem faca ou tesoura é impossível abrir.

Admiro o interesse da empresa em colocar os seus itens mais vendidos em embalagens mais ecologicamente corretas e fáceis de abrir. É uma atitude de respeito ao meio ambiente e ao consumidor. Além disso, é uma questão de segurança uma vez que a raiva na tentativa de abrir uma embalagem impenetrável pode cortar as mãos, deixar o produto cair no chão e quebrar, ou no momento da ruptura, fazer com que nossos braços acertem outras coisas ao nosso redor.

A empresa disponibiliza também uma galeria de vídeos e fotos sobre o assunto e convida seus clientes a enviarem seus próprios vídeos. Videocassetadas que redem polêmicas. Uma comunidade virtual interessante. Dá até pra render um website 2.0 sobre o tema. Você já se sentiu frustrado alguma vez?Wrapagecure.com

No mundo que capitaliza os problemas nós já encontramos a solução, ou melhor, a cura. Um alicate dedicado totalmente para o descarrego das suas desavenças com as embalagens. Baby é um mundo super.

Fotos: CBS News e Wrapragecure.com

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