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Papo Furado #1 – Lado esquerdo versus lado direito do cérebro

jul 1, 2008   //   por Serendipidade   //   Comportamento  //  18 Comentários

Bailarina girandoRecebi por email a figura ao lado. Para que lado a bailarina gira? Horário? Anti-horário? Os dois?

O email diz que dependendo do resultado você usa mais o lado esquerdo ou direito do cérebro:

Segundo alguns estudiosos, se você vê a mulher
girando no sentido horário, significa que trabalha mais o lado direito do
cérebro (intuição). Se, no entanto, você a vê girar no sentido
anti-horário, utiliza mais o lado esquerdo do cérebro (raciocínio). Faça a
experiência…

Se você se esforçar você conseguirá ver a bailarina rodando para qualquer dos lados. Eu vejo anti-horário na maioria das vezes que olho, mas consigo inverter facilmente (admito que a primeira vez foi mais difícil). Sou engenheiro (raciocínio?) e, portanto, o teste supostamente acertou. Mas não me convenço que um teste tão simples pode dizer tanto.

Você pode achar vários links para o teste na rede. Alguns deles inocentemente incentivam o conceito e outros, como é o caso da neurocientista Suzana Herculano-Houzel, opinam que o teste é papo furado. Deixando a neurociência de lado, o autor do livro “Freakonomics” também discutiu o teste e realizou uma pequena análise estatística para desbancar o teste.

Mas não vamos parar por aqui. Uma pesquisa conduzida por cientistas da Universidade de Melbourne e da U.S. Army Research Institute for the Behavioral and Social Sciences demonstrou que jovens com talento para matemática aparentemente usam melhor ambos os lados do cérebro, e que os dois lados estão envolvidos na resolução dos problemas matemáticos. Dizer que matemáticos usam “só” ou “mais” o lado direito é vago demais.

Outro artigo ainda mais interessante discute e trás a idéia de que mesmo tendo metade do seu cérebro removido cirúrgicamente você pode eventualmente (re)aprender recursos que seriam supostamente usados na metade removida. A chamada Plasticidade Cerebral.

Acho que a bailarina é mais uma ilusão de ótica que um teste científico. Um papo furado.

WWW = World Wide Wisdom

jun 19, 2008   //   por Serendipidade   //   Comportamento  //  1 Comentário

http://www.vlib.us/web/opte.org.jpgEstava no meu carro vindo para o trabalho hoje de manhã e, pensando sobre a vida, vi um endereço web em um outdoor. Na hora me ocorreu que a World Wide Web (rede de alcance mundial) é na realidade um World Wide Wisdom (inteligência em escala mundial).

Fiquei tão feliz… Aí pensei, certamente já pensaram nisso…

Pesquisei no Google: “World Wide Wisdom“. Tem até livro. Mas não cobrindo a – atualmente chamada – inteligência ou sabedoria das multidões (Wisdom of Crowds), nem o Crowdsourcing. Nem relacionado com o Gustave Le Bon e seu livro de 1895…

No final fiquei com a sensação de novidade. Vou usar o termo num capítulo do meu novo livro, só que relacionado com a sabedoria das multidões / uso das multidões para resolver problemas.

O velho conceito de criatividade usando dois conceitos diferentes combinados para criar um terceiro. Só um pouco atrasado… mas ao menos minha cabeça está funcionando…

O que a produtividade tem haver com o cafezinho?

jun 16, 2008   //   por Serendipidade   //   Comportamento  //  5 Comentários

Alguns meses antes de me mudar para a Holanda um gerente me disse que tinha lido em algum lugar que os Holandeses eram muito produtivos. Procurei na rede evidências dessa afirmação e, além de confirmar ser verdadeira (página 35 tem um gráfico onde a Holanda só perde para os Estados Unidos), acabei encontrando, em uma apresentação sobre Inovação Tecnológica na Indústria Brasileira a seguinte frase:

Em 2002, já eram necessários cerca de 4 brasileiros para produzir o mesmo que um norte-americano.

Um número intrigante.

Para aqueles que estão buscando evidências empíricas ou discussão séria na comparação Brasil e Holanda parem por aqui, pois minha observação ignora diferentes indústrias e ramos de atuação. Mais ainda, minha opinião ruma para o lado do cafezinho (que tanto desestimula a criatividade)…
Bandeja para copos

  • No Brasil temos a cultura do “vamos tomar um cafezinho”. A máquina de café é o ponto que mais recebe visitas durante o dia. Nas minhas andanças por diversas empresas noto que existem pessoas que, literalmente, ficam mais tempo no café que na baia. Nunca sozinhos.
  • Na Holanda eles bebem mais café em quantidade (só que aguado), mas toda hora um membro da equipe levanta e pergunta a todos o que querem beber. A bandeja com furos para colocar os copos (foto) está presente em todos lugares. Niguém vai junto e fica de papo furado perto da máquina.

Eu não bebo café. Portanto às vezes eu ia à máquina para papear porque ir até ela é fazer um social.

Ir à máquina é networking.

Mas afeta a produtividade.

Para os bebedores de café é difícil ficar sem cafeína, entendo. Mas bater um papo furado é evitável. Se você não consegue evitar, tente outros approachs, como o do Get Things Done – foque seus esforços se livrando de trabalhos mentais.

Princípio da Precaução

jun 11, 2008   //   por Serendipidade   //   Comportamento  //  7 Comentários

Ano passado estava falando que a internet é um ruído documentado. Citava o exemplo do uso de telefones celulares e possíveis consequencias para a saúde. Uma hora dizem que celular é inofensivo, na seguinte dizem que é causador de problemas como o câncer. O meu foco desse post anterior era na capacidade de filtrarmos as informações e não acreditarmos em tudo que lemos.

Discutindo com meu pai outro dia, o qual assistiu uma palestra sobre radiações eletromagnéticas e efeitos na saúde, resolvi voltar ao assunto para falar do Princípio da Precaução que ele contou pra mim.

Segundo definição da Comunidade Européia, agimos com precaução quando temos:

  • Casos em que os dados científicos sejam insuficientes, pouco conclusivos ou incertos.
  • Casos em que um exame científico preliminar revele que se pode razoavelmente recear efeitos potencialmente perigosos para o ambiente e para a saúde das pessoas e dos animais bem como para a sanidade vegetal.

No caso dos celulares e demais emissores de ondas eletromagnéticas, a Resolução de Benevento demonstra a decisão de se adotar uma postura precaucionária em relaçao a essa questão.

Só queria adicionar mais uma variável para se pensar a respeito. Especialmente para quem se interessa na tal da vigilância epistêmica.

Princípio da Precaução - bendib.com

Fonte da Imagem (aliás muito bom): Bendib

Aprendendo a viver e deixando de se impressionar

jun 3, 2008   //   por Serendipidade   //   Comportamento  //  2 Comentários

Estava atualizando o Blog Corporativo Wiki fazendo algumas pesquisas na rede e vi algumas notícias sobre uso de blogs para diferentes objetivos. Daí percebi que não dava mais importância para isso como antes. Já vi tanto sobre o assunto que simplesmente não estou reagindo mais a esses “estímulos”.

Na mesma hora lembrei de uma música do cantor/compositor italiano Giuseppe Povia chamada “Quando as crianças fazem oh“. A música é sobre a pureza das crianças e de como esquecemos de nos impressionar com as coisas simples da vida como a chuva.

Imagino um ciclo de aprendizagem do seguinte modo: Descobrir – Entender – Absorver – Ignorar – Esquecer.

Se manter aberto a novidades é importante para evoluírmos com criatividade, mas ao mesmo tempo considero importante saber e sempre se lembrar do caminho que nosso conhecimento tomou até aqui. Ignorar algo que possa parecer batido é prepotente. Além disso, é o primeiro passo para perder novas oportunidades.

É super piegas dizer isso, mas oportunidade, assim como a flecha lançada e a palavra pronunciada, não volta.

Motivação – Qual o carvão que move essa locomotiva?

jun 2, 2008   //   por Serendipidade   //   Comportamento  //  Nenhum comentário

O Gerente - Mapa mental motivaçãoO que você pode fazer para conquistar quase tudo que a pirâmide das necessidades humanas de Maslow apresenta? A pergunta pode ter muitas respostas, mas como uma coisa puxa a outra, olhando os dois primeiros degraus – necessidades fisiológicas e de segurança – eu diria que o dinheiro é um forte candidato para conquistar um amplo espectro dessa hierarquia. Como as necessidades fisiológicas e de segurança são a base sustenta o todo, tenho fortes convicções de que, no mundo corporativo, o dinheiro motiva mais do que pensamos.

Estive estudando diversas teorias de motivação como parte do trabalho para meu próximo livro. Achei uma lista compreensiva no ChangingMinds.org. Para quem gosta de saber como funcionamos, nesse site temos teorias para diversos aspectos da vida como memória, crenças, persuasão, comportamento e etc.

Mas voltando ao assunto, quando falei sobre as teorias de motivação X e Y, ainda não imaginava que a coisa toda era mais complexa que imaginava. Sumarizando: Supondo que todo mundo pegue sua fatia financeira e volte para casa contente, ainda assim restaria o ‘desejo incondicional de felicidade’ colocando sua empresa em xeque. Por ‘desejo incondicional de felicidade’ entenda que falo da característica nunca satisfeita da condição humana, falo da ‘grama do vizinho ser mais verde’. É inevitável.

Aí você pergunta: você está louco? Primeiro fala que dinheiro é importante e agora não?

O fato é que em ambientes de negócios o dinheiro fala mais alto, especialmente se o funcionário sentir-se desafiado na conquista de uma fatia mais gorda do bolo. Muita gente trabalha para o ganha pão sem fazer o que mais gosta porque provavelmente não teria uma recompensa financeira significativa com sua paixão. Como o dinheiro é necessário graças ao capitalismo, e ainda que a busca pela felicidade seja perene, receber mais do primeiro sempre nos faz sentir mais próximos do segundo.

O mapa mental de motivação (figura) pode ser visto aqui.

Títulos devem ser bem escritos

jun 1, 2008   //   por Serendipidade   //   Comportamento  //  Nenhum comentário

[[ Se você manja tudo de internet seja paciente - estou sendo didático nesse post ]]

Quando um blogueiro ou jornalista termina de escrever seu texto, ele precisa sempre decidir qual será o título do seu post, artigo ou notícia. Isso me remete ao colégio durante as aulas de redação, onde escolhíamos o título do texto após escrever ou dávamos uma revisada no título escolhido antes para deixar o leitor mais interessado.

O tempo passou e, o que antes era escrito à mão ou publicado em papel, hoje é publicado em blogs e páginas online. Cada post ou artigo passa a aparecer então como uma lista de posts ou lista de artigos na página e até mesmo em feeds RSS.

Os títulos são lidos pelas ferramentas de busca (por meio dos robôs) e acabam sendo referência de palavras-chave durante a busca. Por isso é importante que o título seja atrativo – ele é o primeiro retorno quando você busca alguma coisa na rede.

Segundo, e por isso escrevo esse post, eu disse que o título aparece em listas de artigos ou em leitores (agregadores) de RSS como o Google Reader. Quem usa um agregador geralmente “assina” o conteúdo de dezenas ou mesmo centenas de blogs e sites de notícia. Pior. Quem usa o agregador acaba tendo sua produtividade atrapalhada pela imensidão de coisas a ler, assim, ele só lê aquilo onde o título interessa mais.

Sim, o mundo exige cada vez mais das pessoas porque as próprias pessoas estão falando mais alto (com a internet e os blogs todo mundo tem um palanque). Como tudo na vida, se você quer se destacar, você tem que trabalhar mais. Portanto, se você quer atrair leitores, você tem que ser autêntico na escolha do título. Depois na qualidade do conteúdo.

Se você não fizer assim, seus concorrentes ganharão a atenção do público.

Comparação básica entre três jornais:

IDGNow!
Jornais da Bélgica pedem indenização de US$ 77,5 milhões ao Google

INFO Online
Belgas vão à Justiça contra Google News

O Globo Online
Jornais querem indenização de US$ 77 milhões do Google News

Qual você escolheria se você estivesse passando os olhos pelos títulos. O mais curto é mais fácil de ler na minha opinião, mas eu acabei lendo o terceiro. Qual você escolheria?

Escolha do título significa tráfego para seu site (principalmente caso não mostre a notícia inteira no feed, apenas uma lista) e consequentemente mais cliques em anúncios, mais notícias lidas com você, mais possibilidade de conquistar leitores ou clientes.

Seqüenciamento completo do DNA, eu também quero

mai 27, 2008   //   por Serendipidade   //   Comportamento  //  Nenhum comentário

Li primeiro ontem no DutchNews.nl e depois fui ver a repercursão do fato nos principais portais de ciência, entre eles o ScienceDaily.

Os cientistas seqüenciaram o primeiro DNA de uma mulher. Não vou contar a notícia que pode ser lida aqui em português, mas quero só ressaltar o que podemos saber com um negócio desses.

Segundo li, agora ela descobriu que há 10 mil anos atrás, seus ancestrais habitaram a Polônia, Irlanda e Turquia, além de saber riscos acentuados de desenvolver doenças hereditárias ou mesmo câncer. A brincadeira traça sua árvore genealógica e ainda de quebra te ajuda a prolongar um pouco mais sua vida.

Não estou aqui me preocupando com pirataria genética ou outros sonhos cyberpunks, eu realmente quero saber quanto custa fazer o meu. Quem sabe em pouco tempo teremos kits para fazermos nós mesmos em casa…

Update (06/06/08): Li na Exame dessa semana uma reportagem que apontava o 23andMe, um site que vende um kit que revela algumas coisinhas sobre o seu DNA. Não é um sequenciamento completo, mas já é alguma coisa nesse sentido…

Quanto menos palavras melhor

mai 7, 2008   //   por Serendipidade   //   Comportamento  //  5 Comentários

O post anterior foi o post de número 400 e hoje está faltando um mês para esse blog completar 3 anos de vida. E está valendo a pena. Só para constar.

Li um artigo do Jacob Nielsen hoje que discutia a quantidade média de palavras que um visitante lê em um tempo de visita médio a um website. O sumário é que o visitante geralmente tem tempo para ler algo em torno de 20% das palavras antes de zarpar para outro lugar. Em outras palavras, não importa o quanto você vai escrever, os usuários só tem tempo para ler, em média, 20% do que você está escrevendo.

A outra face do estudo é que se seus posts, artigos ou webpage tem menos de 111 palavras, um visitante com tempo de visita médio conseguirá ler mais de 50% do seu conteúdo. Portanto menos é mais! O gráfico abaixo (extraído do estudo) mostra isso.

Escolha bem suas palavras e seja objetivo. (160 palavras – poucos chegarão até aqui)

Percentagem do texto lido em uma visita média a um website

Às vezes um livro se torna extensão do corpo

abr 25, 2008   //   por Serendipidade   //   Comportamento  //  Nenhum comentário

Literalmente imerso em uma leitura…

Leitura imersa

Fonte: FFFFOUND!

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