Inovação não é só web 2.0
Guru fala e seus seguidores escutam. C.K. Prahalad, o homem que descobriu a riqueza na base da pirâmide, lançou no mês passado, em conjunto com and M.S. Krishnan, suas idéias sobre inovação no livro: The New Age of Innovation: Driving Cocreated Value Through Global Networks.
Segundo os autores, uma mudança global está ocorrendo no momento que você lê essas linhas. Essa mudança diz respeito à forma que as empresas criam proposições de valor para seus clientes, e se dá, segundo os autores, baseados em 2 pilares:
1. “Valor é fundado sobre experiências dos clientes únicas e personalizadas.” – O nome desse pilar é N = 1 (um cliente por vez) e podemos lê-lo como “cada cliente é único.”
2. “Nenhuma empresa é grande o suficiente em escopo e tamanho para satisfazer as experiências de um cliente em um determinado momento.” – O nome desse pilar é R=G (recursos de múltiplos fornecedores freqüentemente provenientes do mundo todo) e significa que o segredo é ter acesso aos recursos e não possuí-los.
Os autores nos lembram que a inovação não está somente em Google, Apple, web 2.0 e tecnologia de ponta, mas possuem outras facetas que não podem ser ignoradas. Já comprei o meu.
Twittei
Sim, depois de muito lutar contra, me vejo na situação de que preciso tentar usar o Twitter para ver na pele o que acontece. Como não sou empresa, talvez exista no fundo alguma coisa que posso aproveitar dali. Vou experimentar por alguns meses e ver no que dá. Se eu não estiver obtendo nada de bom de retorno, prometo desabafar tudo aqui. Por isso espero:
– Aprender mais sobre as pessoas,
– Aprender mais sobre assuntos que me interessam,
– Conhecer gente interessante,
– Conversar, opinar e gerar assuntos.
Eu tinha criado um perfil muito antes da moda pegar, mas ele foi apagado. Por isso fiz outro. Quem quiser interagir, fique a vontade.
A armadilha e a bola de neve da empresa magra
‘Lean‘ é uma das palavras mais importantes desta década. E não estou falando somente de 6-sigma ou qualquer outra maneira de enxugar seus processos produtivos, estou falando de enxugar TODO E QUALQUER processo dentro de sua empresa para cortar custos e economizar alguns trocados, no jargão de negócios: lean enterprise.
Toda empresa busca e sonha em ter seus processos correndo redondinhos, sem nenhuma falha nas etapas e com todos sistemas integrados e sem bug. O conceito é nobre e respeito de coração a busca por processos perfeitos ou otimizados para cortar custos, mas isso pode fazer com que a empresa passe toda a sua vida apagando incêndios. É como uma bola de neve se você se descuidar.
Você toma um prejuízo e a primeira reação é: otimizar e demitir. Essa é a armadilha e é preciso ter muito cuidado, em pouco tempo você estará cronometrando o tempo que seus funcionários passam no banheiro.
Uma vez que seus esforços estão direcionados no sentido de otimizar, otimizar e demitir, pouco sobrará para duas parcelas esquecidas: a inovação e o relacionamento com o cliente.
É como uma gangorra. Se um lado melhora (pra cima) o outro piora (pra baixo).
Inovar e criar novas oportunidades é muito melhor. É esperto, desafiador e corajoso. Cortar postos de trabalho é para quem já se viciou no ciclo do extintor (ou para empresas em países em crise, mas aí já é outra história).
Quanto menos palavras melhor
O post anterior foi o post de número 400 e hoje está faltando um mês para esse blog completar 3 anos de vida. E está valendo a pena. Só para constar.
Li um artigo do Jacob Nielsen hoje que discutia a quantidade média de palavras que um visitante lê em um tempo de visita médio a um website. O sumário é que o visitante geralmente tem tempo para ler algo em torno de 20% das palavras antes de zarpar para outro lugar. Em outras palavras, não importa o quanto você vai escrever, os usuários só tem tempo para ler, em média, 20% do que você está escrevendo.
A outra face do estudo é que se seus posts, artigos ou webpage tem menos de 111 palavras, um visitante com tempo de visita médio conseguirá ler mais de 50% do seu conteúdo. Portanto menos é mais! O gráfico abaixo (extraído do estudo) mostra isso.
Escolha bem suas palavras e seja objetivo. (160 palavras – poucos chegarão até aqui)

Conteúdo gerado por empresas
Sopa de letrinhas para classificar o caos de informação que encontramos na internet hoje. Depois de User Generated Content (UGC) e Employee Generated Media (EGM), me deparei ontem com o EGC (Enterprise Generated Content).
Parece brincadeira, mas esse tal de “Conteúdo gerado por empresas” faz realmente sentido.
Nas tentativas de ganhar visibilidade no mercado, as empresas sempre criaram dois tipos de fonte de informação sobre ela: Publicidade e Conhecimento. No começo só a publicidade imperava com mais força, com uma pequena ajuda do marketing boca-a-boca dos clientes satisfeitos (reconhecimento por conhecer vantagens da marca). Mas com a quebra das barreiras de comunicação, o conhecimento passou a ser uma interessante forma de fazer com que sua marca seja reconhecida no mercado. Conhecimento hoje em dia é o conteúdo gerado pela empresa para obter reconhecimento.
As empresas passaram então a dar mais importância para a geração de conteúdo e públicar artigos em websites, slides no slideshare, posts em blogs corporativos, e qualquer outra forma de contribuição que ao mesmo tempo eduque os clientes e elucide a marca. A web 2.0 trouxe uma série de plataformas para viabilizar essa geração incontrolável de conteúdo.
O slide da apresentação do Mauro Lupi acima descreve o que ocorre. Que tipo de visibilidade a empresa pode ter com o mercado? – Resposta: a paga e a conquistada.
No final, nós, meros consumidores teremos que conviver com o oceano de bits que compõe a internet. No final (ou seria hoje?), não somente as empresas precisarão de peneiras, conforme descrevi nesse artigo, todos nós precisaremos de peneira, filtro solar e sombra. Porque a peneira não tampa o sol.

Memes que suportam a economia
Quando falamos de meme aqui no blog no ano passado, não imaginava a quantidade de memes que a revista americana Wired já criou e o quanto esses memes significam para a economia atual dependendo do contexto. Isso é o que eu chamo de capacidade de identificar tendências (o que já é grande coisa) e nomeá-las de forma criativa (o que pode ser ainda mais difícil).
A tabela abaixo foi extraída do website da revista e estava na forma de um teste de conhecimento devido as comemorações do seu 15o aniversário. Eu já relacionei cada meme com a sua definição correta mas foi mal aí, não vou traduzir nada dessa vez.
| Meme | Definição |
|---|---|
| 1 Technolust (1993) | A near-obsessive fascination with the newest digital gadgetry |
| 2 Netizen (1996) | A person who engages in online communities to further discussion and add to collective knowledge |
| 3 The Long Boom (1997) | An extended period of intense economic expansion propelled by the forces of free markets, unprecedented globalization, and advancing technologies |
| 4 The New Economy (1997) | A system in which wealth is driven by information and technological infrastructure |
| 5 Geek Syndrome (2001) | A mild form of autism that afflicts a disproportionate number of techies; better known as Asperger’s syndrome |
| 6 The Long Tail (2004) | The niche-based culture catching up to the hit-driven economy |
| 7 Crowdsourcing (2006) | Tapping the ingenuity of the networked masses |
| 8 Radical Transparency (2007) | The exposure of a company’s inner machinations in order to improve customer relations and amp up profits |
193 idéias de marketing criativas!!!
Aqui no blog procuro sempre gerar conteúdo ao invés de ficar linkando outras fontes indefinidamente, mas esse link é irresistível porque não é todo dia que temos fonte para brainstorm em relação a idéias de marketing.
O cara escreveu isso tudo em 2002 mas só agora fui ver o link para isso no blog Brand Autopsy. Na verdade a lista foi escrita pelo Sam Decker.
Veja a lista de 193 idéias de marketing.
O que você vê é o que você compra?
Quantas vezes você vê aquela foto maravilhosa de um sanduíche recheado com um hamburguer suculento, salada crocante de tão fresquinha e um pão redondinho e bem assadinho e quando vc recebe a bandeja vem aquele trambolho desmontando com molho espalhado pelas bordas?
No mundo dos produtos da pesquisa realizada pelo Pundo3000 essa verdade é uma constante.
Navegue pelo divertidíssimo o slideshow para verificar se o que você vê é o que realmente você compra no final. Eles fizeram um vídeo resumido também. Imperdível.
É uma vergonha você não acha? Sei que para o marketing de um produto ser perfeito vc deve ter uma foto bonita, ou uma ilustração convincente, mas quais são os limites entre a propaganda enganosa e essas ilustrações abaixo?
Faltam regras para punir ou vergonha na cara dos marketeiros de plantão? Talvez o problema seja ainda mais embaixo: se a sociedade não reage e esse tipo de divulgação de produto, e na verdade essa prática já está tão impregnada na nossa cultura que passa imperceptível, ou seja, nem nos importamos com o produto ilustrado porque já conhecemos as conseqüências, então o marketing tem mesmo que deixar a embalagem bonita e bem cuidada.
Se a embalagem é assim, bonitona, é porque é assim que se vende mais e mais. É assim que as empresas conseguem passar a sua mensagem para o consumidor. Podemos pensar nessas embalagens como maquiagem para tornar seu produto mais atraente. Afinal de contas fazemos o mesmo para sobreviver – carreiras, parceiros, círculo de amizades e assim vai.



Já pensou descobrir que sua mulher é homem na lua-de-mel?
Existem serendipidades que agradam e serendipidades que não agradam.
Mas o mundo anda tão cheio de situações improváveis que quase chegamos a acreditar que tudo é possível nessa vida. De vez em quando dou destaque para algumas dessas “notícias populares” para mostrar que a serendipidade está sempre presente temperando nossa estadia nesse mundo. Para ver mais situações inesperadas navegue pela categoria “Serendipidade”.
E foi assim que ocorreu com o nosso amigo na história a seguir:
O fazendeiro alemão Wolfgang Zober, 55 anos, de Naumburg, descobriu que sua mulher era um homem durante a lua-de-mel do casal. Ele agora tenta a anulação da união. […]





