Visualizando posts com a tag " comunicação"

Viva a transparência – A revolução do Blog do CEO

ago 1, 2007   //   por Blog Corporativo   //   Blogs específicos  //  4 Comentários

O Jonathan Schwartz – CEO da Sun Microsystems – deu show duas vezes durante a semana passada. Vou contar a história em dois posts. O acontecimento mais recente primeiro.

Para quem não conhece, Jonathan possui um blog e é famoso por tê-lo. Você vai entender porque.

Dia 24 de julho ele revolucionou a blogosfera corporativa e o resto da web anunciando que, pela primeira vez, o resultado financeiro do quarto trimestre e todo o resultado do ano fiscal 2007 iria ser divulgado em primeiríssima mão no blog, na página de relações com investidores, via feeds RSS e no relatório que, simultâneamente, seria enviado para a SEC.

Detalhe. Tudo isso antes de chegar na mão da imprensa.

“Eu acredito que essa mudança aumentará a transparência de nossa empresa, realizará nosso desejo de disseminar informações de modo justo e imparcial, e permitirá que a rede seja usada para cumprir sua finalidade – conectar pessoas e informações.”

Mais uma confirmação que o Blog pode assumir um forte papel na comunicação com os investidores. Transparência.

Lembro que, neste mesmo blog, Jonathan já anunciou também cortes no quadro de funcionários da compania.

E ele cumpriu o prometido. Na hora e local combinados.

Nosso querido "Anticristo"

jul 30, 2007   //   por Blog Corporativo   //   Blog Corporativo  //  9 Comentários

Eu já havia lido a respeito de Andrew Keen e seu livro: “The Cult of the Amateur: How Today’s Internet Is Killing Our Culture“. O cara basicamente “amaldiçoa” os blogueiros e a web 2.0 porque nós, usuários finais, podemos estar sendo iludidos por um jornalismo sem credibilidade e excesso de informação inútil.É que hoje saiu uma pequena entrevista com ele na Folha de S.Paulo (necessário ser assinante para ler).

Até certo ponto acredito que a visão de Keen está correta, porque tem muita gente entrando na onda dos blogs para poluir o universo informativo da internet visando outros ganhos.

“Não vejo como a web 2.0 está democratizando a mídia, acho que acontece o oposto: a mídia tradicional fornece informação de qualidade acessível às massas e não acho que a segunda geração da web esteja reproduzindo isso.”

Certamente é muito, mas muito difícil ler um blog que forneça informação de qualidade, mas eles existem. Ele peca por generalizar demais.

“Meu livro não defende que as pessoas não tenham blogs, apenas que não finjam que são substitutos da mídia tradicional ou representantes de fontes de informação confiáveis sobre o mundo. Como as pessoas saberiam da crise aérea brasileira, por exemplo, sem jornalistas profissionais? Iam ter de se basear em blogueiros, que podem ser representantes das companhias aéreas ou do governo?”

Aí ele falou uma coisa séria. Blogs verdadeiros vs. blogs falsos. A comunidade deve sempre buscar desmascarar tentativas artificiais de manipulação ou de autopromoção. Se não existisse o conceito web 2.0 ou mesmo o conceito blog, acho que seria inevitável dizer que ainda assim as pessoas encontrariam meios de se expressar na rede.

Como em toda evolução tecnológica – Schumpeter tem haver com isso – a sustentação só ocorre com a educação. Ou seja, a civilização deve evoluir, se educar para adaptar. Devemos estar sim mais preparados para filtrar melhor o ruído, e não censurar o movimento inovador que estamos vivendo na comunicação.

Valeu Pedro pelo link da Folha.

Blog afetando a produtividade dos profissionais

mai 25, 2007   //   por Blog Corporativo   //   Blog Corporativo  //  4 Comentários

Hoje eu li na INFO Online uma matéria sobre uma pesquisa da YouGov que publicou alguns resultados sobre a relação dos funcionários de empresas, seus superiores, sua empresa e o blog.

O resultado não surpreende: As empresas estão olhando feio para funcionários que possuem blogs pessoais e perdem seu tempo produtivo para atualizá-los.

A pesquisa traz alguns número como: em 39% dos dois mil blogs pesquisados, as pessoas postam informações que podem levar à demissão. Mas as empresas não gostam de blogueiros de qualquer maneira.

No livro eu já apontava esse problema e apresentava soluções como a criação de políticas de uso e normas de segurança de informações. O problema do “não-trabalho” não se restringe aos blogs, as empresas estão buscando pretextos para amolar seus funcionários. Quanto tempo já não é gasto com internet, chats, cafézinhos toda hora, reuniões mal planejadas, desinformação, conflitos de informações, comunicação ineficiente, falta de gestão da cultura da companhia, etc, etc, etc…

Não é necessário barrar blogs no firewall da empresa, basta diálogo e encontrar uma saída para canalizar essa energia dos seus funcionários… crie um blog corporativo.

Filme, pipoca, diversão e comunidades virtuais

mai 16, 2007   //   por Serendipidade   //   Comportamento  //  1 Comentário

Cão sem donoRecebi um email da Maria Cultura, uma empresa que, segundo o seu website, “trabalha comunicação e produção de projetos com foco exclusivo na cultura“. Este email comunicava que foram escolhidos alguns blogueiros, que eu era um dos escolhidos, e que em anexo havia um release do filme “Cão sem dono” à minha disposição caso eu quisesse postar algo.

Interessante notar a abordagem da divulgação do filme: totalmente conectada na rede (Personagem de Second Life, Blog, Orkut, YouTube).

Contada toda a história, vamos ao filme. Afinal de contas divulgar a cultura brasileira é divulgar o Brasil.

O filme foi lançado ontem, dia 15 de maio, em São Paulo e no Rio de Janeiro e, ao contrário da divulgação, não fala de internet, tecnologia ou web 2.0.

““Cão Sem Dono” observa um relacionamento amoroso, escrito com as cores íntimas de um retrato de geração. O longa mostra a vida de Ciro, jovem recém-formado em Literatura, que passa por uma crise existencial marcada pelo ceticismo, falta de planos, isolamento e solidão. Ciro se relaciona basicamente com o porteiro de seu prédio, seus pais e um cachorro.

Ao conhecer Marcela, uma ambiciosa modelo em início de carreira, seu isolamento é quebrado. Marcela é cheia de vida, se entrega de forma obsessiva ao trabalho e, com isso, adia a realização de qualquer outro sonho. Ela aproxima Ciro de outras pessoas, de certa forma, o obriga a interagir com o mundo exterior.

Sem se dar conta, ele se apaixona e, quando Marcela fica frente a frente com a morte, Ciro percebe que esse obstáculo pode ser um fator de destruição ou uma alternativa concreta à apatia.”

Quero ver!

Aproveitando, deixo o recado para outro filme, “Ódiquê?“, que foi lançado também agora em maio e foi dirigido pelo irmão de um colega do trabalho.

Também quero ver!

O que é matador no Second Life?

mai 2, 2007   //   por Serendipidade   //   Marketing / Negócios  //  Nenhum comentário

Meu caro economista Mr.Wagner expôs o seu ponto de vista sobre o Second Life na semana passada:

“Mas não acho que investir grana lá montando uma “presença” valha a pena. A não ser que o seu objetivo seja explorar isso de maneira guerrilheira, gerando mídia espontânea para a sua marca em cima de uma ação “vaporware” lá dentro.”

Eu resumo o grande texto dele com os seguintes dizeres:

A killer application do Second Life não é o e-commerce, é a comunicação.

Para quem possa achar isso útil: Brandmap no Second Life – Via Fluido

Ainda dá tempo de sair na frente!

mar 20, 2007   //   por Blog Corporativo   //   Apresentações/Pesquisas  //  1 Comentário

Notícia do INFO Online:

“Uma pesquisa feita no Brasil revela que os blogs estão longe de ser realidade nas empresas.

De acordo com o estudo, que ouviu 1008 executivos entre agosto e setembro do ano passado, apenas 0,54% das empresas utilizam blogs próprios e 2,62% capturam dados dos clientes em páginas externas ou sites de redes sociais.

Ricardo Pomeranz, coordenador da pesquisa realizada pela Rapp Collins, afirma que, apesar de 70 mil novos blogs serem criados em média por dia, essa ferramenta é ainda uma novidade para as empresas, que estão acostumadas com os processos convencionais de comunicação.

Exemplo disso é que somente 5,55% das empresas que desenvolvem ações de relacionamento com seus clientes fazem campanhas utilizando as redes sociais.

Segundo o estudo, 8% das companhias pesquisadas permitem que pessoas de fora da empresa alimentem o blog sem restrições e 8% oferecem incentivos não financeiros para colaboradores externos.

A pesquisa apontou ainda que entre as empresas que mantém blogs 20% contrataram um funcionário exclusivamente para desenvolver essa ferramenta; 20% optaram por uma pessoa ou empresa externa para responder em seu nome; e 44% utilizam a participação dos próprios funcionários.”

O papel da comunicação corporativa com o mercado no contexto da web 2.0

mar 9, 2007   //   por Serendipidade   //   Marketing / Negócios  //  4 Comentários

Minha intenção é esclarecer o que é comunicação nos tempos de web 2.0, e tentar trazer a discussão para o lado dos negócios. Mais especificamente o Marketing.

O pré-requisito para que o meu post faça sentido é ler o post do Fabio Seixas sobre o mundo de confusão em que se encontram as empresas no momento de querer fazer um Mkt 2.0: “…é que ninguém sabe ao certo como adaptar a comunicação de marketing para os atuais movimentos comportamentais que a Internet vem proporcionando…”

Serendipidade - Comunicação web 2.0

Na figura número 1 temos dois sujeitos se comunicando. Entenda os sujeitos como grupos ou comunidades de pessoas e a seta de duplo sentido como uma rede social.

- No contexto de negócios o conteúdo da seta são discussões sobre o seu produto ou serviço.
- No contexto da web 2.0 a seta (o veículo) é um Orkut, MySpace ou qualquer outra ferramenta de criação de comunidades ou grupos de discussão.

Perceba que a internet e as ferramentas 2.0 são catalizadores dessa conversação (instantâneo, sem distâncias e sem distinções).

Serendipidade - Comunicação web 2.0

Outro modo de comunicação mostrado na figura 2 é o de uma instituição (empresa, departamento, governo, etc.) se comunicando com o(s) grupos ou comunidades existentes.

- No contexto de negócios o conteúdo da seta são comunicações formais de serviço/suporte ao cliente, press-releases, aparições na imprensa de forma geral, propagandas, etc. Um cenário fortemente monodirecional.
- No contexto web 2.0 a seta poderia ser substituida por um blog. Uma ferramenta informal que humaniza a instituição e recebe feedbacks de forma instantânea. Mais uma vez a internet tem um forte papel de facilitadora.

Serendipidade - Comunicação web 2.0

Voltando ao contexto da figura 1, onde tínhamos dois clientes conversando, o conteúdo daquela seta de comunicação é importante. Por dois motivos: Porque contém uma informação que ajudaria a empresa responder melhor as expectativas e porque a empresa pode querer que a informação contenha dados positivos a seu favor. Olhe a figura 3.

- No contexto de negócios as empresas querem sempre saber dados do mercado para se adaptarem com prontidão e, ao mesmo tempo, jogar suas mensagens nos clientes sem buscar o compromisso de uma propaganda boca-a-boca.
- No contexto 2.0 as duas vias melhoraram um pouco mais. Não basta escutar o cliente, é necessário saber o que um cliente conta para o outro. Daí a importância de se monitorar fóruns ou blogs. Por outro lado, se tornou crucial o inserimento de uma idéia que busca despertar as conversas em torno do seu produto. Junte a idéia e um veículo apropriado que sua marca será assunto.

Serendipidade - Comunicação web 2.0

Segundo o post do Fabio, as empresas “…devem SER a rede social e não somente TER uma rede social com a sua marca…”. Vimos nas 3 figuras anteriores que mais do que ser ou ter, a empresa deve saber interagir corretamente com o universo 2.0. Eu passei a vocês as chaves dessa interação, cada uma com seus frutos e dificuldades.

Na figura 4 apresento o conceito da empresa SENDO uma rede social.

- No contexto de negócios seria dizer que o desejo de aproximar dois clientes pode ser benéfico para seus negócios. Intermediar a conversa entre dois clientes aproveitando idéias e sugestões é um exemplo da vantagem de ser uma rede – você escuta tudo.
- No contexto 2.0 o poder na mão do cliente aumentou, chegando até a casos extremos de companhias que fomentam redes para obter idéias de novos produtos (crowdsourcing). A empresa está no centro da rede e a sustenta.

Esqueci algo? Quem sabe duas empresas se comunicando (B2B)? O cliente intermediando duas empresas? Triangulação entre clientes, governos e empresas? Cooperação entre mais diferentes partes?

Conforme disse algumas palavras atrás, as chaves de interação estão na mesa. Use-as a seu favor.

Use seus clientes atuais e venda para novos clientes

fev 22, 2007   //   por Blog Corporativo   //   Apresentações/Pesquisas  //  7 Comentários

forrester-customer-trust.jpgConsumidores confiam (e compram) os produtos quando recebem a recomendação de um amigo.

A figura ao lado é parte de uma apresentação da Forrester sobre marketing boca-a-boca e monitoração de sua marca na rede. Ela mostra que logo após nós mesmos, a indicação de amigos é a mais confiável (e apropriada) para vender seus produtos/serviços.

Mas dados mastigados não satisfazem? As apresentações são superficiais?

Então leia o artigo Network-Based Marketing: Identifying Likely Adopters via Consumer Networks (pdf) de vários autores ligados ao instituto de estatísticas matemáticas da Universidade de Cornell. Eles fazem uma análise criteriosa do assunto.

E o blog corporativo com isso?

Tudo. Ele é o estopim, a centelha mágica que desperta o desejo do “tenho que contar” na sua base atual de clientes. É o veículo de comunicação mais apropriado e controlável no tema “Marketing de Rede“. Pense nisso.

Frase de Christopher Barger, o dono da iniciativa blogs na IBM (fonte):

“There is a huge shift in the communications model. We [companies] are no longer informers; we are influencers”

Mapa de tendências para 2007 e além…

jan 23, 2007   //   por Serendipidade   //   Criatividade / Inovação  //  Nenhum comentário

Este mapa de tendências foi desenhado inspirado no mapa de linhas de metrô de Londres. Ele atravessa 10 segmentos: Sociedade e Cultura, Governo e Política, Trabalho e Negócios, Mídia e Comunicação, Ciência e Tecnologia, Comes e Bebes, Medicina e Bem-Estar, Serviços Financeiros, Varejo e Lazer e Transporte e Automotivo.

Clique no mapa para o PDF.

Trend Blend 2007

Fonte: Future Exploration Blog.

Blog para gestão de "crises"

jan 16, 2007   //   por Blog Corporativo   //   Crises, problemas e riscos  //  7 Comentários

No começo do mês postei sobre a confusão gerada pelo Banco do Brasil ao adotar sua nova campanha de marketing. Nesse post eu falava sobre como um blog faria toda a diferença no momento de lidar com as expectativas (crises ou “pitís”) de seus clientes ou prospects.

Sobre as recentes ondas de acontecimentos confrontando o Google, os internautas brasileiros e o governo (Cheques do Adsense bloqueados e bloqueio do YouTube pela Cicarelli), foi muito feliz o comentário do Mr. Wagner no Blog de Guerrilha. A idéia foi questionar o silêncio do Google Brasil nos blogs corporativos da firma.

Certamente o Google Brasil não deve ter muita autonomia para se posicionar sobre estes assuntos e talvez nenhum dos funcionários responsáveis pela atualização do blog quis (ou pôde) colocar o seu na reta. Mas alguma coisa poderia ser escrita, nem que essa coisa fosse: “Galera, sabemos que há muito interesse em saber o que está acontecendo com o YouTube, mas o Google Brasil não tem qualquer relação com este serviço”. Afinal, ficar calado no meio de uma confusão dessas não é muito humano.

Fica registrado. Ele ainda adicionou:

Ainda é utópico imaginar corporações “descendo do palanque” e vindo para o debate corpo-a-corpo. Abrir um canal de comunicação franco e de duas vias é muito arriscado, ainda mais se for para lidar com esses furacões que varrem a rede, como bloqueios de Orkut ou YouTube.

Concordo que seja arriscado, mas acho que o risco/benefício ainda é menor em ambos os casos. Afinal de contas, comentários devem ser moderados e posts devem ser escritos por quem tem “licença para matar”, ainda que “matar” tenha um sentido especial quando estamos lidando com pessoas/consumidores da nova geração – às vezes empowerment para os blogueiros oficiais pode fazer a diferença. Se o Scoble não afundou a sempre polêmica Microsoft, porque o Joãozinho ou a Maria iria afundar a empresa queridinha do planeta terra? – Lógico que não podemos esquecer que Scoble tinha talento.

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