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Tendências em combustíveis alternativos para 2008

mar 12, 2008   //   por Serendipidade   //   Criatividade / Inovação  //  2 Comentários

www.skysails.infoA Clean Edge acaba de divulgar o seu relatório anual cobrindo tendências em fontes de energia limpas. É muito satisfatório ver que as tendências descritas, mais do que “verdes”, são extremamente inovadoras e pra lá de interessante.

Me diverti um bocado lendo a respeito das companhias que usam pipas (ou paragliders) para movimentar barcos (Kite for Sail, KiteShip, SkySails). Impressionante ver também a exploração da energia geotérmica ganhando espaço. Mas o mais interessante é o carrinho da Reva. “Super trendy” e econômico, ele usa uma bateria de 6 Volts e pode chegar até 80 km/h. Você pode carregá-lo em casa como quem carrega um telefone celular.

Ser “verde” significa muita$$$ oportunidades de negócio.

Comunidades no infinito, vida plugada e CRM

jan 12, 2008   //   por Serendipidade   //   Serendipidade  //  2 Comentários

2008 vai ser o ano da explosão social. Em 2008 o número de websites com foco em nichos e pequenas comunidades de “like-minded people” vai alcançar topos maiores, e acredito sériamente que poderá crescer ainda mais tendo em vista o crescimento vegetativo da internet e o oportunismo automático que isso tudo pode gerar em terceiros.

Eu vivi boa parte da minha vida sem Internet. As comunidades não são essenciais para o crescimento de uma pessoa, mas interferem na evolução humana muito mais do que imaginamos. Aceleram o processo, talvez exageradamente. Pesquisas são muito mais fáceis de executar, as pessoas estão mais conectadas às fontes de informação ou outras pessoas. O acesso por mera curiosidade de um novo internauta alimenta uma indústria de propaganda de tamanhos inimagináveis. E essa propaganda, ao menos em celulares, em 2008, estará mais direcionada e relevante. De fato o rumo agora é estarmos conectados a esse mundão virtual mesmo quando estivermos nas ruas. O 3G bate na porta dos brasileiros com força em breve.

A busca pela velocidade de acesso à Internet já não é mais o foco das discussões. Agora a onda será discutir quanto dessa velocidade o cliente está afim de pagar ou mesmo necessita ter, porque a partir de um certo ponto não será necessário ter 100M ou 2Gbits/s, nessas velocidades você já estará assistindo HDTV, ouvindo um stream de música, acessando websites e ainda terá muita banda de folga… passa a ser estranha a relação que vamos ter com a Internet.

Enquanto esse mundo anda acelerado, as empresas continuam com seus “currais departamentalizados” com foco no produto ou na oferta e não no cliente. Melhor ainda, com foco no umbigo. Na onda de fusões e aquisições sobrará espaço para as consultorias nadarem de braçadas porque na compra de uma empresa gasta-se muito, dependendo no nível de dívida da empresa comprada gasta-se mais. E em CRM, menos. Daí o cliente recebe 3 faturas, uma para telefone, uma para TV a cabo e uma para Internet e não consegue, dentro da sua capacidade de raciocínio, entender porque uma empresa única (chamada elegantemente de “Triple-Play“) não consegue ter uma fatura única e um call center para reclamar único.

Com eletrônicos cada vez mais presentes dentro de nossas casas, TV digital com DVR que consome muito mais que aquele mero conversor UHF/VHF, cable modems, carregadores de celular e até mesmo SERVIDORES, haja apagão para dar conta. Os recursos naturais serão suficientes? Temos a energia nuclear, que é mais limpa que imaginamos e bastante disponível, mas ninguem acredita nisso. Eles dizem: “É melhor emitir carbono das usinas de carvão, ninguém morre com acidentes nucleares…” (mas essas usinas emitem mais radiação na atmosfera que uma usina nuclear).

Haja planeta para aguentar…

Fofoca é vital para a evolução do homem

out 30, 2007   //   por Serendipidade   //   Comportamento  //  3 Comentários

gossip.jpgVoltando ao post anterior, ele questionava porque buscamos coisas “vazias” para preencher nosso dia-a-dia. Natureza ou evolução humana?

Então reparei que as notícias mais quentes (+ lidas) invariavelmente são fofocas. Fui ler mais a respeito e topei com um estudo interessante do professor Frank McAndrew do Knox College.

Coincidentemente li uma notícia da Folha Online que divulgava uma pesquisa da Harris Interactive a qual dizia que fofocas e e-mails são as maiores distrações no trabalho.

Teorias anteriores dizem que a fofoca é “uma forma de estudo social ou comparação social — uma forma de obter informação sobre outros que nos dá sentimentos elevados de valor próprio por meio da comparação

Já o estudo do professor Frank afirma que “notícias negativas sobre indivíduos de alto nível social ou potenciais rivais e notícias positivas sobre amigos ou aliados são super valorizadas e passíveis de serem passadas para a frente. O que confirma que a fofoca pode servir como uma estratégia de aprimoramento de status.

De qualquer forma parece ser da natureza humana a inclinação para esse tipo de informação “quente”.

No caso das revistas de fofoca: Mesmo não conhecendo uma celebridade pessoalmente, a vemos como um indivíduo de alto destaque social. Descobrir e compartilhar as suas fraquezas é algo que parece ter valor, pois rebaixa essa pessoa ou nos coloca mais próximos dela.

Na carreira vale o mesmo. A fofoca no trabalho é parte da nossa estratégia na busca por status – cargos e salários melhores.

A fofoca é tão instintiva quanto gostar de sexo (para perpetuar a espécie), de doces (para obter energia) ou de adaptação do meio (para alcançar objetivos).

Imagem: “Gossip” de Norman Rockwell

Blogs vs. Jornais

out 2, 2007   //   por Serendipidade   //   Comportamento  //  2 Comentários

Depois da onda revolucionária dos blogs contra a campanha publicitária do Estadão, acabei escrevendo um comparativo entre blogs e jornais. Já faz algumas semanas, e eu não publiquei porque achei meio rude.

Lógico que puxei sardinha pro lado dos blogs porque também fiquei incomodado, mas acho que existe espaço para os dois existirem no mundo. Cada um cumpre seu papel na sociedade, não precisamos de nenhum querer fazer o papel do outro.

Segue a comparação:

Blog
Jornal
Canal de comunicação bidirecional “democrático” Canal de comunicação bidirecional “autoritário”
O leitor tem voz ativa O leitor pode ser deixado de lado
Você busca o que quer ler Você lê o que querem te empurrar
Cobre todo e qualquer tipo de assunto Cobre uma gama limitada, porém grande de assuntos
É parcial, porém fácil de achar uma contraparte É parcial seguindo a linha editorial
Consome energia elétrica Consome energia elétrica e árvores
É mais difícil encontrar blogs de qualidade Tem mais chances de possuir conteúdo
O autor é qualquer um Seus autores são jornalistas na maioria dos casos
Na média é intelectualmente mais pobre Na média é intelectualmente mais rico
Feito por paixão, interesses próprios ou dinheiro Feito por dinheiro (ainda quando existem apaixonados no meio)
Fomenta comunidades variadas Fomenta a comunidade da imprensa
Sempre grátis Grátis ou pago
Despretensioso na maioria dos casos Tendência a teor político e tendencioso
Público-alvo: somente Internet Público-alvo: Internet e população em geral
Novidade, em franco desenvolvimento Velho, tentando se inovar para sobreviver

Blog afetando a produtividade dos profissionais

mai 25, 2007   //   por Blog Corporativo   //   Blog Corporativo  //  4 Comentários

Hoje eu li na INFO Online uma matéria sobre uma pesquisa da YouGov que publicou alguns resultados sobre a relação dos funcionários de empresas, seus superiores, sua empresa e o blog.

O resultado não surpreende: As empresas estão olhando feio para funcionários que possuem blogs pessoais e perdem seu tempo produtivo para atualizá-los.

A pesquisa traz alguns número como: em 39% dos dois mil blogs pesquisados, as pessoas postam informações que podem levar à demissão. Mas as empresas não gostam de blogueiros de qualquer maneira.

No livro eu já apontava esse problema e apresentava soluções como a criação de políticas de uso e normas de segurança de informações. O problema do “não-trabalho” não se restringe aos blogs, as empresas estão buscando pretextos para amolar seus funcionários. Quanto tempo já não é gasto com internet, chats, cafézinhos toda hora, reuniões mal planejadas, desinformação, conflitos de informações, comunicação ineficiente, falta de gestão da cultura da companhia, etc, etc, etc…

Não é necessário barrar blogs no firewall da empresa, basta diálogo e encontrar uma saída para canalizar essa energia dos seus funcionários… crie um blog corporativo.

Preocupações das empresas e desejos do consumidor

dez 10, 2006   //   por Serendipidade   //   Marketing / Negócios  //  Nenhum comentário

Achei num post da Cris as Preocupações Do Consumidor Global x Preocupações Das Empresas Globais.

Se fizessemos uma lista das preocupações das empresas nos últimos séculos, jamais apareceria como preocupação tratar bem e cordialmente os seus clientes (vide lista abaixo). O mesmo podería ser dito a respeito dos clientes: quem algum dia pensou em, sendo um consumidor, ajudar o próximo de forma a tentar fazer a cadeia do consumo crescer e voltar como benefícios para si mesmo? São idéias/preocupações válidas? Funcionam?

Preocupações do Consumidor
1. Capacidade de pagar pelo cuidado da saúde meu e da minha família;
2. Roubo de identidade;
3. Custo da alimentação;
4. Fontes alternativas de combustível para casas e carros;
5. Capacidade dos hackers entrarem em computadores pessoais;
6. Identificação de novas tecnologias automotivas para reduzir a dependência no petróleo estrangeiro e preservação do meio ambiente;
7. Capacidade do governo ou do empregador oferecer benefícios de saúde adequados;
8. Acesso ao cuidado médico e tecnologias avançadas;
9. Capacidade de fornecimento de água limpa por parte do governo;
10. Estilo de vida saudável.

Preocupações das Empresas
1. Custo da tecnologia;
2. Custo da mais avançada tecnologia como forma de se manter a frente da concorrência;
3. Capacidade dos hackers entrarem nos sistemas de computadores das companhias;
4. Custo da energia e o impacto no lucro;
5. Uso da tecnologia para atingir os clientes de forma produtiva;
6. Melhores soluções de backup e de armazenagem dos dados de companhias;
7. Aproveitamento eficaz da tecnologia para um ambiente de trabalho mais produtivo e satisfatório para os funcionários;
8. Aproveitamento tecnologia para aumentar a reputação e a inovação;
9. Garantia de um comportamento adequado por parte do funcionário;
10. Aumento do cuidado da saúde, exigindo que o governo ou empregadores passem uma maior parte do custo para os funcionários.

Fiquei com uma sensação de que a economia cresceria muito mais rápida e melhor se as empresas e o consumidor trabalhassem juntos (equipe). Que tal um blog?

As 10 piores corporações de 2005

mar 22, 2006   //   por Serendipidade   //   Comportamento  //  2 Comentários

Multinational Monitor (c) multinationalmonitor.orgDemorou para publicar online, mas a Multinational Monitor colocou esta semana o seu ranking das 10 piores empresas de 2005.

Vale lembrar que o ranking é elaborado através da soma de pontos de empresas que enganam a opinião pública, contaminam o meio ambiente, abusam dos trabalhadores ou desvalorizam a cultura. Uma empresa do ano anterior não pode aparecer de novo na lista.

Os nomes estão em ordem alfabética.

  • BP – Companhia de Energia (Gás e Petróleo)
    Crimes dentro da companhia. Mortes e ferimentos de funcionários em explosão no Texas.
     
  • DELPHI – Fábrica de auto-peças
    Diminuição dos salários na beira da falência e favorecimento de executivos.
     
  • DUPONT – Indústria Química
    Embalagem tóxica para comida. Veneno no sague de 95% dos americanos.
     
  • EXXONMOBIL – Produtora e distribuidora de petróleo
    Estudos contra a teoria do aquecimento global por culpa dos gases de combustão.
     
  • FORD – Fábrica de automóveis
    Demagogia para encobrir poluição com resíduos de tintas.
     
  • HALLIBURTON – Provedora de serviços e produtos para a indústria do petróleo
    Vários problemas relacionados com poluição e corrupção, em conjunto com serviços prestados ao governo americano, iraniano e iraquiano, e ao exército.
     
  • KPMG – Auditoria e Consultoria
    Atividade ilícita gigantesca encoberta com multas e acordos
     
  • ROCHE – Fabricante de medicamentos
    Egoísmo monopolista do remédio contra gripe aviária
     
  • SUEZ – Provedora de serviços de utilidade pública (água, gás, eletricidade, etc.)
    Lucros a todo custo em cima do direito a água potável de todo ser humano.
     
  • W.R. GRACE – Indústria química e de materiais
    Problemas de mortes e intoxicações pelo amianto.

Vale a pena lembrar de algumas maracutaias das empresas brasileiras em 2005 também.

Sem falar de outros vários problemas da VARIG, VASP, BRASIL TELECOM, entre outras.

Veja também: As 10 piores corporações de 2004

Dois fatos da humanidade para se pensar

mar 7, 2006   //   por Serendipidade   //   Comportamento  //  1 Comentário

(c) tagspage.comFato 1

Seth Godin apresentou uma sugestão de marketing sobre o uso correto de denominações para produtos ou serviços, abordando o aquecimento global.

O nome “Aquecimento Global“, que representa o problema que a humanidade está enfrentando, está errado sob a óptica do impacto que queremos dar nos nossos ouvintes ou telespectadores.

Aquecimento é bom.
Global é bom.

Como Aquecimento Global pode ser mau?

E se usássemos “Câncer Atmosférico” ou “Poluição da Morte”? Será que conseguiríamos conscientizar mais pessoas?

Fato 2

Você já se deu conta do quanto dependemos da energia elétrica? Você já ficou um dia inteiro sem energia elétrica disponível?

Ela é indispensável quando temos, e dolorida quando falta.

Saiu ontem na Folha de São Paulo que 1/3 da população mundial não tem acesso à energia elétrica.

Esfregue os olhos e olhe de novo. Sim! Está escrito 1/3 da população, ou 2 bilhões de pessoas. Sendo 1 bilhão somente na áfrica segundo dados do Conselho Mundial de Energia.

Assustador

Real

Triste

Se você gosta de fatos e estatísticas sobre quaisquer assuntos (aleatórios e algumas vezes estúpidos), recomendo o Gullible Info. Lá você pode descobrir, por exemplo, que um curriculum vitae comum contém em média 2,54 erros gramaticais, e assim por diante…

Organizar

dez 20, 2005   //   por Serendipidade   //   Comportamento  //  Nenhum comentário

(c) yotophoto.comUma característica humana é a busca por padrões ordenados ou que combinem com a nossa lógica de raciocínio ou imagens familiares. Outra interessante, e que se relaciona com a primeira, é a busca sem fim por manter tudo organizado. Buscamos sentido nas coisas que aprendemos.

Vivemos em uma realidade aparentemente contrária a organização. A expansão do universo acompanhada de colisões parece desorganizada. A energia total do Universo tende a se tornar cada vez mais desordenada, o que chamamos de aumento na entropia. Na termodinâmica vista atômicamente, a vibração e movimentação das partículas ficam desordenadas e aumentam com a temperatura. As empresas estão constantemente buscando melhorar seus processos operacionais e organizar melhor diversos aspectos internos, mas à medida que uma empresa prospera e aumenta o número de funcionários, a desorganização é inevitavelmente maior.

Vivemos lutando para alinhar nossas vidas harmoniosamente com nossas idéias.

Na busca pela ordem surgiram fórmulas ou conceitos que partiram da cabeça do homem: A Teoria do Caos tenta explicar e ordenar os eventos aleatórios olhando padrões, diversas fórmulas matemáticas descrevem movimentos e outros eventos, e para organizar a empresa surgiram especialistas e metodologias administrativas que se renovam.

Organizar gera receitas, organizar é ganhar dinheiro. Trabalho é organização e organização demanda trabalho.

O mundo foi feito bagunçado e intrigante para que nós possamos passar nossas vidas aqui, montando quebra-cabeças à nossa maneira.

Divertido pensar que as grandes empresas que quase sempre possuem algum tipo de problema interno são muito comumente chamadas de “Organizações”.

Mania de acreditar

nov 23, 2005   //   por Serendipidade   //   Comportamento  //  2 Comentários

(c) David Donovan - ddonovan.netNós temos uma mania de acreditar em causa-efeito por termos uma fé distorcida naquilo que nos faz mal ou traz benefício.

Quando pensamos que algo pode surtir efeito (negativo ou positivo) nas nossas vidas, acabamos por acreditar nessa visão cegamente.

Isso nos deixa restritos em uma posição de ignorância perante outras variáveis, ou quem sabe, faz com que a nossa reação seja em prol daquilo que nos está fazendo pensar.

Exemplificando:

Causa: Jogar na mega-sena
Efeito: Ganhar
No concurso da mega-sena, compramos um bilhete e achamos, sentimos confortáveis com a idéia de que podemos ganhar. Inclusive fazemos planos com o dinheiro do prêmio, mesmo que nossas chances sejam ínfimas. E as chances SÃO ridiculamente pequenas, mas somos felizes e acreditamos que podemos ganhar.

Causa: Comer alimentos orgânicos
Efeito: Obter longevidade e evitar doenças
Compramos alimentos organicos achando que vai fazer bem para nosso corpo, evitar enfartos e prevenir intoxicação. Mas não existe nenhuma evidência que prove que comer alimentos tratados com agrotóxicos são prejudiciais a saúde. A quantidade residual é pequena demais para nos causar dano. As qualidades nutricionais de um e de outro são basicamente as mesmas. Mas acreditamos pelo fato de achar que agrotóxico é mau (nas devidas proporções) e ficamos psicologicamente tranqüilizados porque temos medo da morte ou doenças.

(c) uic.co.auCausa: Ter medo de radiação e ser contra energia nuclear
Efeito: Sentir-nos protegidos do “inimigo” radioativo
Temos um belo discurso de que energia nuclear é arriscada e perigosa, e ficamos impressionados pelos acidentes nucleares. Radiação é dose, se você toma uma dose de cachaça não faz mal, mas uma garrafa pode matar. Durante nossa vida, 88% da radiação que recebemos é natural (radiação cósmica, radônio, etc.), os 12% restantes são artificiais, sendo que dentro dessa categoria, 90% é proveniente da medicina e menos de 1% tem haver com pesquisas nucleares. Mas novamente somos impressionados pelo perigo aparente, e nem levamos em conta acidentes químicos, acidentes em estradas, etc.

Para saber mais: