Visualizando posts com a tag " marca"

Filme, pipoca, diversão e comunidades virtuais

mai 16, 2007   //   por Serendipidade   //   Comportamento  //  1 Comentário

Cão sem donoRecebi um email da Maria Cultura, uma empresa que, segundo o seu website, “trabalha comunicação e produção de projetos com foco exclusivo na cultura“. Este email comunicava que foram escolhidos alguns blogueiros, que eu era um dos escolhidos, e que em anexo havia um release do filme “Cão sem dono” à minha disposição caso eu quisesse postar algo.

Interessante notar a abordagem da divulgação do filme: totalmente conectada na rede (Personagem de Second Life, Blog, Orkut, YouTube).

Contada toda a história, vamos ao filme. Afinal de contas divulgar a cultura brasileira é divulgar o Brasil.

O filme foi lançado ontem, dia 15 de maio, em São Paulo e no Rio de Janeiro e, ao contrário da divulgação, não fala de internet, tecnologia ou web 2.0.

““Cão Sem Dono” observa um relacionamento amoroso, escrito com as cores íntimas de um retrato de geração. O longa mostra a vida de Ciro, jovem recém-formado em Literatura, que passa por uma crise existencial marcada pelo ceticismo, falta de planos, isolamento e solidão. Ciro se relaciona basicamente com o porteiro de seu prédio, seus pais e um cachorro.

Ao conhecer Marcela, uma ambiciosa modelo em início de carreira, seu isolamento é quebrado. Marcela é cheia de vida, se entrega de forma obsessiva ao trabalho e, com isso, adia a realização de qualquer outro sonho. Ela aproxima Ciro de outras pessoas, de certa forma, o obriga a interagir com o mundo exterior.

Sem se dar conta, ele se apaixona e, quando Marcela fica frente a frente com a morte, Ciro percebe que esse obstáculo pode ser um fator de destruição ou uma alternativa concreta à apatia.”

Quero ver!

Aproveitando, deixo o recado para outro filme, “Ódiquê?“, que foi lançado também agora em maio e foi dirigido pelo irmão de um colega do trabalho.

Também quero ver!

Simples ações que fazem a diferença

mai 10, 2007   //   por Serendipidade   //   Criatividade / Inovação, Marketing / Negócios  //  Nenhum comentário

GreenUnindo web 2.0, comunidades virtuais e marketing verde, além de fazermos o bem ao planeta, fazemos o bem à nossa marca.

Este website estimula as pessoas a trocarem suas lâmpadas convencionais por lâmpadas fluorescentes compactas. É uma corrida de cidade a cidade, estado a estado, para ver quem já trocou mais.

O que é matador no Second Life?

mai 2, 2007   //   por Serendipidade   //   Marketing / Negócios  //  Nenhum comentário

Meu caro economista Mr.Wagner expôs o seu ponto de vista sobre o Second Life na semana passada:

“Mas não acho que investir grana lá montando uma “presença” valha a pena. A não ser que o seu objetivo seja explorar isso de maneira guerrilheira, gerando mídia espontânea para a sua marca em cima de uma ação “vaporware” lá dentro.”

Eu resumo o grande texto dele com os seguintes dizeres:

A killer application do Second Life não é o e-commerce, é a comunicação.

Para quem possa achar isso útil: Brandmap no Second Life – Via Fluido

O blog da Kryptonite

abr 14, 2007   //   por Blog Corporativo   //   Blog Corporativo  //  2 Comentários

No meu livro eu dediquei um capítulo para descrever exemplos da importância da blogosfera na formação de opiniões e espalhar um conteúdo sobre fatos relevantes. Um dos exemplos citados foi o da fábrica de cadeados americana Kryptonite.

O fato é que após ter uma executiva (Donna Tocci) blogando paralelamente à empresa, agora eles abriram seu próprio blog oficial. O link ao lado é para o primeiro post e, aparentemente, o conteúdo é escrito pela própria executiva. Até parece que ela andou treinando para então abrir as portas da empresa ao mercado. Se for assim, taí uma boa forma de conhecer a blogosfera antes de colocar sua marca em evidência.

O papel da comunicação corporativa com o mercado no contexto da web 2.0

mar 9, 2007   //   por Serendipidade   //   Marketing / Negócios  //  4 Comentários

Minha intenção é esclarecer o que é comunicação nos tempos de web 2.0, e tentar trazer a discussão para o lado dos negócios. Mais especificamente o Marketing.

O pré-requisito para que o meu post faça sentido é ler o post do Fabio Seixas sobre o mundo de confusão em que se encontram as empresas no momento de querer fazer um Mkt 2.0: “…é que ninguém sabe ao certo como adaptar a comunicação de marketing para os atuais movimentos comportamentais que a Internet vem proporcionando…”

Serendipidade - Comunicação web 2.0

Na figura número 1 temos dois sujeitos se comunicando. Entenda os sujeitos como grupos ou comunidades de pessoas e a seta de duplo sentido como uma rede social.

- No contexto de negócios o conteúdo da seta são discussões sobre o seu produto ou serviço.
- No contexto da web 2.0 a seta (o veículo) é um Orkut, MySpace ou qualquer outra ferramenta de criação de comunidades ou grupos de discussão.

Perceba que a internet e as ferramentas 2.0 são catalizadores dessa conversação (instantâneo, sem distâncias e sem distinções).

Serendipidade - Comunicação web 2.0

Outro modo de comunicação mostrado na figura 2 é o de uma instituição (empresa, departamento, governo, etc.) se comunicando com o(s) grupos ou comunidades existentes.

- No contexto de negócios o conteúdo da seta são comunicações formais de serviço/suporte ao cliente, press-releases, aparições na imprensa de forma geral, propagandas, etc. Um cenário fortemente monodirecional.
- No contexto web 2.0 a seta poderia ser substituida por um blog. Uma ferramenta informal que humaniza a instituição e recebe feedbacks de forma instantânea. Mais uma vez a internet tem um forte papel de facilitadora.

Serendipidade - Comunicação web 2.0

Voltando ao contexto da figura 1, onde tínhamos dois clientes conversando, o conteúdo daquela seta de comunicação é importante. Por dois motivos: Porque contém uma informação que ajudaria a empresa responder melhor as expectativas e porque a empresa pode querer que a informação contenha dados positivos a seu favor. Olhe a figura 3.

- No contexto de negócios as empresas querem sempre saber dados do mercado para se adaptarem com prontidão e, ao mesmo tempo, jogar suas mensagens nos clientes sem buscar o compromisso de uma propaganda boca-a-boca.
- No contexto 2.0 as duas vias melhoraram um pouco mais. Não basta escutar o cliente, é necessário saber o que um cliente conta para o outro. Daí a importância de se monitorar fóruns ou blogs. Por outro lado, se tornou crucial o inserimento de uma idéia que busca despertar as conversas em torno do seu produto. Junte a idéia e um veículo apropriado que sua marca será assunto.

Serendipidade - Comunicação web 2.0

Segundo o post do Fabio, as empresas “…devem SER a rede social e não somente TER uma rede social com a sua marca…”. Vimos nas 3 figuras anteriores que mais do que ser ou ter, a empresa deve saber interagir corretamente com o universo 2.0. Eu passei a vocês as chaves dessa interação, cada uma com seus frutos e dificuldades.

Na figura 4 apresento o conceito da empresa SENDO uma rede social.

- No contexto de negócios seria dizer que o desejo de aproximar dois clientes pode ser benéfico para seus negócios. Intermediar a conversa entre dois clientes aproveitando idéias e sugestões é um exemplo da vantagem de ser uma rede – você escuta tudo.
- No contexto 2.0 o poder na mão do cliente aumentou, chegando até a casos extremos de companhias que fomentam redes para obter idéias de novos produtos (crowdsourcing). A empresa está no centro da rede e a sustenta.

Esqueci algo? Quem sabe duas empresas se comunicando (B2B)? O cliente intermediando duas empresas? Triangulação entre clientes, governos e empresas? Cooperação entre mais diferentes partes?

Conforme disse algumas palavras atrás, as chaves de interação estão na mesa. Use-as a seu favor.

Livro concorrente! E agora?

fev 27, 2007   //   por Blog Corporativo   //   Blog Corporativo  //  1 Comentário

livro9gd.jpgMarcio, valeu a dica nos comentários, esse aqui vai pra vc.

Meu livro foi lançado em Maio/2006, e até hoje no Brasil não existia nenhuma outra fonte de informação sobre blogs voltados para negócios em um bom e velho português. Até hoje. Porque há 2 dias a Thomas Nelson Brasil lançou a tradução (a primeira tradução do gênero) de um livro de Hugh Hewitt chamado: “Blog: entenda a revolução que vai mudar seu mundo“.

Segundo o autor deste livro, milhões de pessoas estão mudando seus hábitos no que diz respeito à aquisição de informação. “Isso aconteceu muitas vezes antes, com o surgimento da imprensa, do telégrafo, do telefone, do rádio, da televisão e da internet – agora, surgiu a blogosfera, e isso foi tão repentino que surpreendeu até mesmo os analistas mais sofisticados”, observa Hugh Hewitt.

Na blogosfera, há um mundo com uma platéia quase ilimitada. Trata-se de uma oportunidade extremamente econômica para se estabelecer uma marca e introduzir novos produtos.

Vale a pena algumas observações:

  • O livro parte do impacto dos blogs na política;
  • O livro foi lançado em janeiro de 2005 nos EUA, com uma edição em junho do ano passado;
  • O livro é interessante por trazer um contexto histórico do blog e vendeu relativamente bem nos EUA;
  • Existem outras literaturas muito mais lúdicas, focadas e completas para quem deseja o blog nos seus negócios como por exemplo (lógico) meu livro, e outros sem tradução para o português como: Blog Marketing, BuzzMarketing with blogs for dummies, entre outros os quais também são bibliografias do meu livro;

Use seus clientes atuais e venda para novos clientes

fev 22, 2007   //   por Blog Corporativo   //   Apresentações/Pesquisas  //  7 Comentários

forrester-customer-trust.jpgConsumidores confiam (e compram) os produtos quando recebem a recomendação de um amigo.

A figura ao lado é parte de uma apresentação da Forrester sobre marketing boca-a-boca e monitoração de sua marca na rede. Ela mostra que logo após nós mesmos, a indicação de amigos é a mais confiável (e apropriada) para vender seus produtos/serviços.

Mas dados mastigados não satisfazem? As apresentações são superficiais?

Então leia o artigo Network-Based Marketing: Identifying Likely Adopters via Consumer Networks (pdf) de vários autores ligados ao instituto de estatísticas matemáticas da Universidade de Cornell. Eles fazem uma análise criteriosa do assunto.

E o blog corporativo com isso?

Tudo. Ele é o estopim, a centelha mágica que desperta o desejo do “tenho que contar” na sua base atual de clientes. É o veículo de comunicação mais apropriado e controlável no tema “Marketing de Rede“. Pense nisso.

Frase de Christopher Barger, o dono da iniciativa blogs na IBM (fonte):

“There is a huge shift in the communications model. We [companies] are no longer informers; we are influencers”

Vinho que ama

fev 9, 2007   //   por Serendipidade   //   Criatividade / Inovação  //  1 Comentário

Brand AutopsySempre o fator design imperando nas inovações de produtos.

A Brandweek apresentou uma matéria sobre uma nova marca de vinho chamada “Vinho que ama”

Eu sou admirador de vinho. Especialmente o tinto e seco (todos). Mas confesso que muitas vezes, no momento de escolher um vinho desconhecido, o rótulo que mais me chama a atenção acaba sendo o escolhido.

Criei na minha mente uma relação: Vinícola boa = tem mais dinheiro = rótulo de bom gosto.

Então entra em cena o “Vinho que ama”. O design do rótulo é o grande atrativo da garrafa (veja foto).

Vinho que ama frango assado
Vinho que ama pizza…

Férias e Banco da Serendipidade

jan 4, 2007   //   por Serendipidade   //   Marketing / Negócios  //  1 Comentário

Banco do Brasil na TechnoratiEstou de férias. Esta semana estou em transição entre uma viagem e outra, e deu tempo de ver uma propaganda do Banco do Brasil na TV.

Nela, o Banco do Brasil falava que a partir desta virada de ano o Banco passaria a se chamar Banco do Manoel, Banco da Maria, Banco do João, etc. Isso tudo afim de tentar tornar seus clientes mais próximos da instituição financeira.

Achei a abordagem um pouco abusada porque o banco estava arriscando seus próprios intrumentos de branding: sua logomarca e nome, em prol de uma campanha “investimos em CRM”.

Fui procurar a respeito e serendipitosamente descobri que realmente coisa errada aconteceu… Ri demais. Saiu na Info, no IDG Now, e em vários blogs (veja gráfico neste post).

“Ao acessar a página de internet do banco, os usuários observam o logotipo do Banco do Brasil alterado para “Banco do Bruno”. Essa alteração faz o usuário do serviço supor que a página foi atacada por hackers.” {IDG Now}

Página fora do ar, Call Center congestionado… foi tudo pro espaço.

Já era. A era-da-sua-reputação-em-jogo-relâmpago está no ar. Titubeou para o bem ou para o mau, você se “you-tubou”. Se eles tivessem um blog há alguns dias, essa “crise” teria sido gerenciada com o pé nas costas.

Titubeou? YouTubou! Não que o banco ou sua campanha tenha virado um vídeo online (ao menos até agora), mas rimou. Google, pode mudar o lema da sua última aquisição.

Blog para gestão do pânico

jan 3, 2007   //   por Blog Corporativo   //   Blog Corporativo  //  7 Comentários

Estava comentando no Serendipidade sobre a campanha do Banco do Brasil em busca de uma aproximação com os clientes que acabou gerando alguns contratempos.

Veja a história aqui. Veja a repercursão ao lado no gráfico da Technorati.
Website fora do ar. Call center derrotado.

O ponto é que se eles tivessem um blog há alguns meses a ponto de ser conhecido do público ou de ao menos alguns clientes, eu imaginava um outro cenário para eles:

  1. Um diagnóstico instantâneo do problema via comentários
  2. Call center mais tranquilo e menos sobrecarregado (menor custo)
  3. Um único post esclarecedor gerenciando todo o burburinho dos clientes
  4. Clientes esclarecidos e satisfeitos

Aliás, com um blog em ação, pra quê uma campanha para dizer que sua marca agora é marca do João do José ou da Maria? Mudar o nome da sua marca para o nome próprio dos seus clientes não é abrir porta nenhuma para eles. Abrir um blog e escutá-los sim.

Em tempo. Estou de férias, vou continuar postando menos até o fim deste mês.

Páginas:«12345678»