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Movimento Leia Blogs!

dez 21, 2005   //   por Serendipidade   //   Comportamento  //  2 Comentários

A situação é crítica.

Blogs possuem uma baixíssima audiência.

Faça parte do Movimento Leia Blogs!

Segundo diversas pesquisas, o número de blogs está aumentando exponencialmente chegando a mais de 20 milhões de páginas em todo o mundo. O problema é que poucos usuários de internet acessam e lêem blogs freqüentemente. Segundo uma enquete do Wall Street Journal, mais de 65% dos pesquisados nunca lêem sequer um blog. Olhando a figura vemos que dentre os que lêem mais de 5 blogs por semana é restrito a um grupo de 17% dentro do universo pesquisado. Pior é ver que a amostragem é pequena também (cerca de 2500 respostas e contando), mostrando a falta de interesse pelo assunto.

(c)Brand Autopsy

Alguns sites estão preocupados em fazer pesquisas e entender o perfil do blogueiro ou premiar blogs, mas não vi nenhum que busca divulgar a leitura freqüente de blogs. Sabemos que no universo dos blogs, poucos possuem qualidade, mas não deixam de ser uma ótima fonte de informação e conhecimento em alguns casos. É importantante destacar que existem blogs famosos, mas que quando comparado ao numero de blogs existentes é visivelmente aparente a falta de leitores. Veja esta matéria da Reuters.

Movimento Leia Blogs!Sendo assim, proponho aos leitores de Serendipidade.com a promoverem a leitura de blogs. Não é mandatório colocar o pequeno banner em suas páginas, o importante é usarmos a melhor ferramenta de marketing existente: o boca-a-boca.

– Espalhe para seus vizinhos, amigos, parentes, esposas, maridos e colegas de trabalho que ler blogs nos trás conhecimento e cultura.

– Apresente dois ou três blogs interessantes que vocês acessam.

– Mostre o quão importante é ter um blog para desenvolver a capacidade de redigir textos e exercitar a capacidade crítica e analítica.

– Identifique o assunto de interesse das pessoas próximas e diga a elas que blogs oferecem muita informação sobre qualquer assunto.

Participe!

Organizar

dez 20, 2005   //   por Serendipidade   //   Comportamento  //  Nenhum comentário

(c) yotophoto.comUma característica humana é a busca por padrões ordenados ou que combinem com a nossa lógica de raciocínio ou imagens familiares. Outra interessante, e que se relaciona com a primeira, é a busca sem fim por manter tudo organizado. Buscamos sentido nas coisas que aprendemos.

Vivemos em uma realidade aparentemente contrária a organização. A expansão do universo acompanhada de colisões parece desorganizada. A energia total do Universo tende a se tornar cada vez mais desordenada, o que chamamos de aumento na entropia. Na termodinâmica vista atômicamente, a vibração e movimentação das partículas ficam desordenadas e aumentam com a temperatura. As empresas estão constantemente buscando melhorar seus processos operacionais e organizar melhor diversos aspectos internos, mas à medida que uma empresa prospera e aumenta o número de funcionários, a desorganização é inevitavelmente maior.

Vivemos lutando para alinhar nossas vidas harmoniosamente com nossas idéias.

Na busca pela ordem surgiram fórmulas ou conceitos que partiram da cabeça do homem: A Teoria do Caos tenta explicar e ordenar os eventos aleatórios olhando padrões, diversas fórmulas matemáticas descrevem movimentos e outros eventos, e para organizar a empresa surgiram especialistas e metodologias administrativas que se renovam.

Organizar gera receitas, organizar é ganhar dinheiro. Trabalho é organização e organização demanda trabalho.

O mundo foi feito bagunçado e intrigante para que nós possamos passar nossas vidas aqui, montando quebra-cabeças à nossa maneira.

Divertido pensar que as grandes empresas que quase sempre possuem algum tipo de problema interno são muito comumente chamadas de “Organizações”.

Notícias Populares

dez 12, 2005   //   por Serendipidade   //   Comportamento  //  Nenhum comentário

(c) Bright Tal - flickr.com/people/bright/Sabemos que o Brasil exporta diversos tipos de notícias para o exterior. Grande parte são notícias “populares” de sexo, violência e pobreza.

Engraçado o uso do termo “notícia popular” para o tipo de notícia declaradamente inútil. Cai como uma luva para descrever “notícias inúteis” de forma amena. Ou então, pegando o termo “popular”, ou seja, algo que é bastante aceito pelo povo, temos que “notícia popular” foi bem moldada para a situação: Reflete a ignorância das massas.

Dentro dessa reflexão, pegamos o exemplo da nossa amiga Bruna Surfistinha. Ela, como qualquer ser humano, encontrou uma maneira de arranjar dinheiro no nosso mundo machista e na nossa pátria sexual. Vendeu serviços, angariou fundos, falou mal de um monte de gente, falou bem de outras pessoas, e se deu bem até o lançamento do livro. Sucesso certo no país que promove, além dela, empresários e políticos corruptos, multinacionais manipuladoras, bandidos de classe alta, a própria classe alta e líderes sindicais.

E agora com o livro? Estourou. Neste caso, além da profissão que garantia dinheiro, ela se aliou ao que a “notícia popular” mais possui: Poder para se espalhar. E mais longe, já vi vários brasileiros “comemorando” mais uma desgraça nacional: Ela foi notícia no exterior!!! E aí é que entra o Brasil que estávamos comentando no início desse texto bem como a massa ignorante que vai atrás dele batendo palmas. E ela (a ignorância) deveria ser dolorida.

Ela foi esperta e usou as ferramentas que tinha ao alcance. O que sobra são os restos de uma pátria ludibriada, desenganada, e ainda assim feliz.

Ser, Ter e Fazer

dez 6, 2005   //   por Serendipidade   //   Comportamento  //  1 Comentário

Hoje me deparei com a frase abaixo de Shakti Gawain, uma professora e autora de livros no campo do crescimento pessoal.

“O ser, o ter e o fazer são como triângulo, no qual cada lado serve de apoio para os demais. Não há conflito entre eles.”

Olhando o conceito da “Zona de Mediocridade” apresentado anteriormente, não concordo que não exista conflito entre eles. Eu completaria a frase acima para torná-la mais realista:

“… Mas é muito difícil querer se destacar nos 3 ao mesmo tempo e encontrar satisfação, felicidade ou aceitação.”

Ser, Ter e Fazer interferem muito um no outro quando falamos de foco. Nos posicionar em 2 dos âmbitos acima é mais simples e pode ter menores conseqüências, mas em 3 pode ser contraditório ou nos trazer algo ruim ou nenhum benefício.

Se já é difícil focar em dois objetivos ao mesmo tempo, imagine em três. Principalmente por serem três importantes aspectos que guiam nossa sobrevivência.

Segunda-feira

dez 5, 2005   //   por Serendipidade   //   Comportamento  //  3 Comentários

(c) yotophoto.comSubindo no elevador, 3 mulheres conversavam e uma delas dizia que pediram uma série de coisas para ela hoje… ela já estava “por aqui” com gente pedindo tarefas… SEGUNDA-FEIRA… “eu ainda nem entrei no pique ainda” – dizia ela.

“Ahhh, eu solto a franga” – disse a outra – “quando está todo mundo quietinho no seu lugar, eu já chego dizendo que vai voar penas”…

A terceira apenas observava. Acredito que eu, daqui de cima do meu mais de um metro e noventa de altura, não fui percebido no elevador. Ou assim como no exemplo anterior, elas já fizeram da empresa a sua casa de tanto tempo que passam aqui.

Tive o ímpeto de dizer:

“Vocês são livres. Se vocês se sentem escravizadas, saiam fora, peçam demissão, ou não reclamem. Tem gente desempregada que gostaria de estar no seu lugar, e se não está sobrando tempo no seu trabalho é porque vocês não sabem gerenciar seu tempo, ou tomam café o tempo todo, ou fumam, ou… o que vocês estão fazendo passeando de elevador as três da tarde???”

Pulei do elevador rapidamente no meu andar porque a sabedoria popular nos fala… “os incomodados que se retirem”… e eu odeio ver gente pessimista que reclama do trabalho e não faz nada a respeito (com a própria vida). Me tira o bom humor e me faz rir ao mesmo tempo.

Ajuda self-service

nov 24, 2005   //   por Serendipidade   //   Comportamento  //  Nenhum comentário

(c) yotophoto.comNão sou leitor de livros de auto-ajuda, mas de tanto se falar no livro do Stephen Covey (Os 7 habitos das pessoas altamente eficazes), acabei comprando um exemplar.

Começo a repensar os benefícios que livros de auto-ajuda podem introduzir na vida do leitor. No exemplo dos 7 habitos, o livro não deixa de ter algumas lições interessantes ou explicações simples para assuntos nebulosos, possui um infográfico bonito sobre dependência e interdependência.

Mas o livro é grande, chato (faz mais de 6 meses que comprei e apenas passei da metade) e possui algumas passagens esquisitas como quando o autor comenta sobre uma das lições de vida que passou com sua família. Nela, ele nos conta que na sala de jantar possui um quadro na parede com a missão da família. Que tipo de pessoa coloca um quadro com a missão da família na parede? Um executivo bitolado? Não sei…

Livros de auto-ajuda se parecem com experiências científicas onde se tentam combinar dois compostos em um só. Ou sou eu que não entendo o valor deles e sou infeliz, ou eles que são banais demais para serem lidos.

A Jaca e o CEO – uma história de gestão
Chocolate, o melhor psicólogo que já existiu
Pais brilhantes, filhos ofuscantes
O código Da Vinci e seu casamento

Já falei para meus amigos, qualquer hora eu vou escrever um para ganhar dinheiro. Nesse ponto eu respeito os autores desse gênero literário, eles são bons contadores de história.

Mania de acreditar

nov 23, 2005   //   por Serendipidade   //   Comportamento  //  2 Comentários

(c) David Donovan - ddonovan.netNós temos uma mania de acreditar em causa-efeito por termos uma fé distorcida naquilo que nos faz mal ou traz benefício.

Quando pensamos que algo pode surtir efeito (negativo ou positivo) nas nossas vidas, acabamos por acreditar nessa visão cegamente.

Isso nos deixa restritos em uma posição de ignorância perante outras variáveis, ou quem sabe, faz com que a nossa reação seja em prol daquilo que nos está fazendo pensar.

Exemplificando:

Causa: Jogar na mega-sena
Efeito: Ganhar
No concurso da mega-sena, compramos um bilhete e achamos, sentimos confortáveis com a idéia de que podemos ganhar. Inclusive fazemos planos com o dinheiro do prêmio, mesmo que nossas chances sejam ínfimas. E as chances SÃO ridiculamente pequenas, mas somos felizes e acreditamos que podemos ganhar.

Causa: Comer alimentos orgânicos
Efeito: Obter longevidade e evitar doenças
Compramos alimentos organicos achando que vai fazer bem para nosso corpo, evitar enfartos e prevenir intoxicação. Mas não existe nenhuma evidência que prove que comer alimentos tratados com agrotóxicos são prejudiciais a saúde. A quantidade residual é pequena demais para nos causar dano. As qualidades nutricionais de um e de outro são basicamente as mesmas. Mas acreditamos pelo fato de achar que agrotóxico é mau (nas devidas proporções) e ficamos psicologicamente tranqüilizados porque temos medo da morte ou doenças.

(c) uic.co.auCausa: Ter medo de radiação e ser contra energia nuclear
Efeito: Sentir-nos protegidos do “inimigo” radioativo
Temos um belo discurso de que energia nuclear é arriscada e perigosa, e ficamos impressionados pelos acidentes nucleares. Radiação é dose, se você toma uma dose de cachaça não faz mal, mas uma garrafa pode matar. Durante nossa vida, 88% da radiação que recebemos é natural (radiação cósmica, radônio, etc.), os 12% restantes são artificiais, sendo que dentro dessa categoria, 90% é proveniente da medicina e menos de 1% tem haver com pesquisas nucleares. Mas novamente somos impressionados pelo perigo aparente, e nem levamos em conta acidentes químicos, acidentes em estradas, etc.

Para saber mais:

Baby Talkin' Blues

nov 22, 2005   //   por Serendipidade   //   Comportamento  //  1 Comentário

Baby é um mundo super…
Porque afinal de contas, existem apenas um bilhão e trezentos milhões de pessoas que não possuem acesso a água potável…

Baby é um mundo super…
Porque o volume de negócios das nossas bolsas equivale ao produto interno bruto de um ano da África inteira…

Baby é um mundo super…
Porque no final, nós que estamos de fora do terceiro mundo nos permitimos dizer “eles acabaram com a cultura”…

Baby é um mundo super…
Porque sobre este planeta existem mais de um bilhão de analfabetos, um a cada seis habitantes…

Mas é também um mundo super porque, cada um de nós produzimos a cada ano quatrocentos quilos de resíduos sólidos e mais de uma tonelada de resíduos gasosos, e porque, neste momento existem 50% das florestas tropicais que existiam em apenas 50 anos atrás…
Alguém pode dizer: não seja catastrofista, tudo somado, teremos floresta até 2037, depois pensamos nisso… faremos um mundo sem florestas tropicais…

Ou você quer ser catastrofista apenas porque neste… Baby é um mundo super… este desflorestamento produziu a maior extinção de espécies animais desde os tempos dos dinossauros…

Baby é um mundo super…
Bill Gates nosso… que não estais nos céus… e não entende o porque… e isso está atravessado na sua garganta… nos dai hoje o nosso chip cotidiano… Amém!

Letra da música (falada) do cantor de rock italiano Luciano Ligabue.

Se tornando o "Mestre dos Blogs"

nov 7, 2005   //   por Serendipidade   //   Comportamento  //  5 Comentários

(c) yotophoto.comHoje estava lendo uma reportagem sobre a influência dos Blogs nos consumidores (um assunto que já está começando a ficar piegas). Nele havia um trecho que apontava para um artigo da Harvard Business Review de autoria do presidente da Sun Microsystems, Jonathan Schwartz, considerado um dos melhores “blogueiros” do nível CxO.

O que quero colocar em questão aqui é toda essa nova onda de blogs que está se alastrando. Eu fui um dos que começou um blog na intenção de desenvolver minhas habilidades na escrita e articulação de idéias. Mas eu quero feedback… todo mundo que começa um blog deve ter seu motivo interno de reconhecimento, e o meu é iniciar discussões, botar a cabeça pra pensar, tentar trazer serendipidade para quem está lendo. Em segundo lugar, espero transformar esse meu trabalho em dinheiro**, diretamente ou indiretamente.

Algumas das idéias expostas por Schwartz nesse artigo são completamente cabíveis para um Blog-diário, um Blog-livro ou um Blog-críticas também. Só temos a ganhar se nos desenvolvermos na arte de expor nossas idéias claramente.

  • Utilize uma linguagem aberta, honesta e humorada.
  • Mostre respeito pela audiência.
  • Não ache que o blog é um tipo de propaganda.
  • Leia os comentários.
  • Responda os comentários para valorizá-los.
  • Autenticidade é o que conta.

**
Sim! Nós adoramos monetizar as coisas. O dinheiro é valor agregado a tudo. Vide o website “Quanto vale meu blog?” que está sendo extremamente propagado na rede. O bolso é a parte do corpo que mais dói quando mexemos nele.

Ser político

nov 7, 2005   //   por Serendipidade   //   Comportamento  //  1 Comentário

(c) yotophoto.comNo mundo dos negócios vivemos rodeados por pessoas que tentam agradar a todos. São os auto-denominados “políticos”, que muitas vezes não passam de oportunistas ou exploradores.

Na verdade, agradar a todos (honestamente) parte de uma eficácia nos relacionamentos interpessoais. Algo difícil de alcançar com facilidade. Neste mundo, podemos classificar as pessoas de 3 maneiras:

As pessoas que tendem para o mal – Que tratam mal, conversam mal, não são interessadas, não possuem pró-atividade, são folgadas, ignorantes, pedantes, metidas e oportunistas. Exploram as do “bem”.

As pessoas que tendem para o bem – Que fazem sempre o correto (segundo uma ética muito peculiar) e acabam sendo passadas para trás. São sinceras, honestas e inocentes. Essas pessoas engolem (aceitam) uma pisada no pé, uma furada de fila. Aguentam as do “mal”.

As pessoas assertivas – Que vivem no equilíbrio entre ser mau e bom. São ponderadas e interrogativas. Falam o que pensam no momento oportuno. Não reagem com violência ou preponderância. Buscam o acordo, o entendimento mútuo.

Ja cruzei com muitos profissionais “políticos” que não passavam de meros puxa-sacos. Ser uma pessoa que revela sagacidade, discernimento e que sabe conduzir as pessoas, é uma tarefa alcançada somente por pessoas que formulam as respostas de maneira engenhosa e convincente. Sem ser invasivo. Totalmente diplomático.

Um ponto importante: Uma coisa é ser político, outra diferente é ser desonesto, ladrão ou aproveitador. De nada adianta ser político se no final você está prejudicando outras pessoas.

É algo como passar alguém pra trás (mostrar-se superior) dentro da ética humana e esse alguém agradecer você por isso no final. É quase um pecado, mas totalmente permitido.

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