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Imitação e satisfação no universo do consumismo

dez 18, 2008   //   por Serendipidade   //   Comportamento  //  3 Comentários

iStockPhoto / Isabel MassTerminei de ler Buyology na semana passada. Uma bela introdução ao mundo do neuromarketing misturados com momentos desnecessários onde o autor se gaba o melhor especialista em marcas do mundo e um dos pioneiros no assunto.

De qualquer forma, o que persiste ainda na minha cabeça é a explicação sobre a relação dos neurônios espelho e a dopamina com o nosso comportamento no momento da compra, e a frase defendida por alguns especialistas em neurociência:  “São necessários apenas 2,5 segundos para decidir comprar um produto“.

Discorrendo rapidamente sobre os 3 temas:

- Neurônios espelho explicam porque quando alguem boceja na sua frente nós temos a tendência de abrir a boca ao mesmo tempo. Temos uma tendência natural de imitar o que vemos ou mesmo sentir sensações associadas com o que lemos ou imaginamos. Traduzindo para o momento da compra, isso conseguiria explicar porque queremos comprar um objeto que vemos em uma vitrine ou usado por uma celebridade que admiramos. No primeiro caso nós nos imaginamos possuidores daquele produto e literalmente experimentamos a sensação de tê-lo em nossas mãos. No caso da celebridade, a explicação é pura e simplesmente o fato de que queremos ser como ela, por isso compramos para conseguir “ser” como ela.

- A Dopamina liberada pelo cérebro no momento que decidimos comprar algo nos dá uma sensação de bem estar. Viciados nela, nossa tendência é sempre continuar comprando para obter mais desse prazer.

- Os 2,5 segundos estão entre os dois elementos acima. Se sentir como proprietário de um produto é rápido. Dentro desses 2,5 segundos a dopamina inunda nosso organismo. O lance é que se demoramos demais, o suficiente para pensar melhor, como descrevi em outro post, a dopamina é absorvida e a vontade passa porque o racionalismo impera. De compra instintiva passamos para a negação racional.

Fim dos blogs? Ahhh… conta outra…

dez 1, 2008   //   por Blog Corporativo   //   Apresentações/Pesquisas  //  5 Comentários

Hype Cycle 2008O cara da Wired escreveu um artigo e todo mundo ficou especulando: “Oh! É o fim dos blogs?

Como algo que existe aos milhares pode desaparecer? Pior, como dizer que o Twitter vai substituir os blogs se a maior parte dos links divulgados por ele são links para posts de blogs ou artigos?

Aí eu vejo o Pavoni nos apresentado o Hype Cycle de Softwares Sociais da Gartner (figura). Foi bom porque nessa concepção o “fim dos blogs”, o seu resultado final, é ser adotado com perfeição por todos interessados e alinhado com o “Platô da produtividade”. Isso não me parece nada com “ser exterminado da rede”, está mais para “olha como esse treco traz resultado!”.

Depois o e-marketer solta essa: mais de 2/3 dos marketeiros americanos usam blogs como ferramenta de marketing e muitos blogueiros adoram falar sobre marcas nos seus blogs. Não é bom?

Agora que entendemos o fim dos blogs, vamos partir pra outra polêmica.

Durante o chat no portal Nós da Comunicação, Paulo Teixeira perguntou minha opinião sobre uma pesquisa da Forrester que estudou origens de venda nas empresas. Ele diz que o blog ficou com 0% – i.e. nenhuma contribuição para as vendas. Eu respondi que a pesquisa estava errada, mas na verdade as empresas que responderam é que estão erradas.

Compare os 2/3 de marketeiros que usam blogs como ferramenta de marketing e o resultado da pesquisa da Forrester. O que você conclui?

Eu concluo que das duas uma: ou os marketeiros usam o blog por modismo cego, ou eles sabem que o blog traz resultado mas não sabem mensurar os retornos adequadamente. Sou mais a segunda opção.

Espero que os “is” estejam bem “pingados” agora.

Entrevista com Martin Lindstrom

nov 24, 2008   //   por Serendipidade   //   Marketing / Negócios  //  Nenhum comentário

Quando comentei aqui sobre o novo livro do Martin Lindstrom eu recebi o contato da Cybele que me apresentou seu portal/rede social ‘Aromas essenciais‘ – focado em marketing olfativo. Depois disso ela mandou ver e conseguiu uma entrevista com o autor do livro ‘Buyology: Truth and Lies About Why We Buy‘.

Após um passeio pelos 5 sentidos e suas influências na nossa decisão de compra, as perguntas se voltam para o tema do marketing olfativo. Vale a pena a leitura!

Mas o que eu disse para a Cybele eu digo aqui também: eu acho que um sexto sentido – nada sobrenatural -  ainda fala mais alto que os outros 5 conhecidos, é o sentido da parte mais sensível do corpo – o ‘bolso’ – se ele está vazio nenhum marketing funciona.

Veja a entrevista aqui.

CRM 2.0 ou Social CRM

nov 18, 2008   //   por Blog Corporativo   //   Blog Corporativo  //  8 Comentários

Acabei de finalizar minha apresentação sobre Social CRM e gostaria de compartilhar com vocês. Infelizmente está em inglês. Se houver demanda eu posso pensar em traduzir para português assim fica acessível a todos.

Após uma introdução sobre o tema eu proponho um plano de ação para transformar o CRM tradicional e torná-lo mais ‘amigável’ para a implementação de ferramentas e estratégias de CRM Social. Isso envolve uma revisão da estratégia, processos e do alinhamento organizacional sob a luz dos conceitos explicados nos primeiros slides.

O próximo passo para empresas que desejam evoluir o seu CRM tradicional é entrar nos detalhes de cada bloco constituinte (Estratégia, Operações e Organização) seguindo o plano proposto no slide 13 e fazer acontecer. Esse é um dos temas do meu próximo livro, onde esse assunto será discutido mais em detalhes.

CrowdSpirit volta ainda melhor

nov 17, 2008   //   por Serendipidade   //   Criatividade / Inovação  //  2 Comentários

No ano passado eu tive a oportunidade de participar como beta tester de uma plataforma de colaboração chamada CrowdSpirit, a idéia do site era pegar sugestões de novos produtos eletrônicos com a comunidade de usuários e literalmente criar novos produtos eletrônicos. Na época eu estava formulando o plano de marketing do primeiro produto da velha CrowdSpirit, um calendário digital para ser usado em paredes.

O problema é que a fabricação do novo eletrônico se tornou insustentável dado às dificuldades em se obter uma cadeia de suprimento altamente coordenada ou mesmo encontrar um preço competitivo com a baixa escala da demanda. Só que o site não morreu, o teste serviu para reformular o conceito, e na semana passada recebi um email do CEO da empresa, Lionel, com a divulgação do novo CrowdSpirit.

O novo CrowdSpirit entra no ar hoje em escala global. (já cobrei a versão em português)

Segundo o CEO, a visão da empresa se mantem a mesma. As empresas sofrem diversas pressões, limitações e não possuem uma clara idéia das necessidades dos clientes. A CrowdSpirit acredita que o crowdsourcing pode ser usado de forma bem sucedida no design de serviços e produtos. A nova missão é construir relacionamentos entre a comunidade de usuários de internet criativos e empresas que querem criar novos produtos.

Agora as empresas podem mandar ‘desafios’ para a comunidade visando a geração de idéias para seus produtos e serviços, e usuários da comunidade fazem a sua parte colaborando e adquirindo reputação dentro da mesma. A empresa pode abraçar a(s) idéia(s) e a partir daí o relacionamento está aberto inclusive para oportunidades de trabalho e remuneração em troca de insights. A propósito, tem um desafio no ar que está prometendo 3 mil euros em prêmios!

Para quem quer se aventurar, eu acredito que essa rede de crowdsourcing vai pra frente porque apresenta uma plataforma consolidada de reconhecimento e recompensa dos esforços dos próprios usuários de forma  individual.

Vamos falar de estratégia e mídias sociais

nov 12, 2008   //   por Serendipidade   //   Marketing / Negócios  //  1 Comentário

Tenho observado no Brasil uma revolução que me agrada os olhos, mas me deixa preocupado.

Desde o lançamento do meu livro em 2006 nunca se falou tanto em mídias sociais como nova forma de agregar valor nas funções tradicionais de uma empresa – Marketing, P&D, Produção, Vendas, Serviço ao cliente, entre outras. Na verdade não só se fala muito sobre o assunto. Existem discussões, defesas, acusações e longas listas de melhores práticas e casos de sucesso.

Mas quase ninguém fala de estratégia da forma que considero adequada. Será que ninguém assistiu Tropa de Elite? ;-)

Muitos dizem que a adoção das mídias sociais é a estratégia. Está errado. A escolha da mídia social adequada é um fator crítico de sucesso, endereçar o público adequado também. As transformações necessárias internamente na cultura e nos processos das empresas para criar um ambiente favorável para operar mídias sociais também devem ocorrer simultaneamente e pedem um planejamento mais detalhado.

A estratégia que defendo engloba todos esses fatores e mais além, ela deve ir de encontro com a estratégia corrente da empresa e deve ter métricas claras que permitam mensurar o valor gerado. E lembrem-se, a estratégia, apesar de ser intimamente ligada aos conceitos militares de derrotar o oponente fazendo o que ele faz de forma melhor, também podem e devem incluir desbravar novos mares. Sendo assim, só imitar modelos bem sucedidos não basta. É preciso ter inovação nesse campo também.

Recentemente acompanhei o IAB forum em Milão na Itália. A apresentação de Marco Vernocchi da Accenture mostrou que a barreira para entrar no mundo das mídias sociais caiu, mas a barreira para o sucesso se ergueu (veja figura). Isso se dá, principalmente, porque o nível de informação aumentou, todo mundo está oferecendo soluções de mídias sociais (concorrência), e muitas empresas estão embarcando nessa para não ficar de fora, sem um real propósito, sem uma real estratégia.

Ah, e lembre-se também: “Um objetivo sem planejamento é só um desejo”* Mas planejamento já é outro assunto. É importante, mas estratégia vem primeiro.

* frase de Larry Elder

Vendendo Social Marketing para seu chefe

nov 6, 2008   //   por Blog Corporativo   //   Blog Corporativo  //  7 Comentários

O Sam Decker levantou algumas respostas via LinkedIn para a seguinte pergunta: “Com a crise econômica, como você convence um CFO de que marketing social é uma prioridade?”

Abaixo um breve resumo:

  1. Forneça fatos concretos para seu líder—traga números antecipados do retorno sobre investimento, forneça casos de sucesso no uso desse tipo de aproximação com o mercado e não deixe de dar ênfase que a empresa deve sempre buscar novas oportunidades de venda
  2. Estresse que os gastos do marketing social são sempre pequenos comparados com outras formas de marketing
  3. Demonstre o valor das mídias sociais existentes e como novas iniciativas em mídia social poderiam criar mais valor que (e até mesmo substituir) velhas práticas existentes na companhia hoje
  4. Explique que marketing baseado em mídias sociais cria embaixadores da sua marca e que eles trabalham de graça para sua empresa
  5. Note que mídias sociais estão aqui pra ficar—existe hoje uma evidente dependência dos clientes nas mídias sociais, isso indica que não entrar agora significa perder novas oportunidades
  6. Fique de olho nas efetivas iniciativas de marketing social de seus competidores
  7. Identifique ferramentas de mídia social usadas efetivamente por outras empresas e verifique qual ajudará entregar aquilo que os seus clientes querem
  8. Mostre ao seu chefe alguns comentários atuais sobre a sua empresa na web (buscando o nome da sua empresa no Google, por exemplo) para encorajá-lo a desenvolver diálogo com esses clientes

Nuvem de tags do livro Blog Corporativo

out 23, 2008   //   por Blog Corporativo   //   Blog Corporativo  //  1 Comentário

Fiz um Wordle com o conteúdo completo do meu livro. Vi as palavras blog, empresa, companhia, cliente, marketing, comunicação, internet e funcionários como as mais freqüentes. Acho que o conteúdo está alinhado com o título e o tema.

Tag cloud do Blog Corporativo BY WORDLE.NET

A queda do UAU!

out 3, 2008   //   por Serendipidade   //   Marketing / Negócios  //  Nenhum comentário

Alguém aí pode falar que eu tenho insistido falar de relacionamento com o cliente nos últimos posts. Não vou negar porque essa verdade é conseqüência do que tenho testemunhado por onde ando, especialmente no meu trabalho. Hoje eu vou falar da queda do UAU!.

UAU! é aquela reação que temos quando vemos algo surpreendentemente bom. Um tipo de amor à primeira vista. No relacionamento entre uma empresa e um cliente, o UAU! acontece quando:

  • Você liga no call center e, além de ser atendido imediatamente, o agente resolve seu problema logo na primeira chamada,
  • Você olha as fotos do primeiro Lamborghini com 4 portas e fica babando e pensando numa maneira de se livrar da sua “macchina” atual,
  • Você lê a respeito das novas funcionalidades do iPhone 3G e pensa como você pode ter sobrevivido sem esse aparelhinho até então,

Mesmo para coisas simples ou pequenas o UAU! se aplica. O UAU! é intimamente ligado aos nossos desejos e expectativas, não importando o tamanho da questão ou sua excentricidade. O UAU! pode fazer com que essas coisas simples se tornem indispensáveis.

Vejamos o meu caso no Café Felix citado alguns posts atrás, na porta do charmoso salão, que já havia impressionado um pouco, eu olhei para aquele mais que apresentável quiche de legumes e pensei: UAU!, eu preciso de um.

Acontece que experiência do cliente não foi feliz. Sim, de novo a experiência e seus componentes (produto, serviço e ambiente). Como ela é muito mais relevante que o produto correto, serviço ao cliente satisfatório e ambiente propício, é ela quem compartilhamos com os que estão próximos. A Experiência tem um alto valor viral. Favorece o marketing boca-a-boca porque sua medição só faz sentido se temos como compará-la com a experiência de outras pessoas confrontadas com nossas próprias expectativas – dentro do que consideramos o mínimo esperado pelo valor do nosso dinheiro.

O próprio C.K. Pahalad nos lembra em seu novo livro, New Age of Innovation, que as empresas, ao longo do tempo, passaram a fornecer soluções ao invés de meros produtos, e hoje precisam oferecer experiências ao invés de soluções. Ele sabe o peso que isso tem na reputação de uma empresa nos dias 2.0 que vivemos.

Mas o que é a queda do UAU! afinal?

Ela é a transformação do próprio UAU! em algo ruim por falta de atenção a um dos componentes da experiência do cliente. No final, o que parecia bom se transforma em um péssimo marketing boca-a-boca. Pior, no mundo conectado o pesadelo pode ser amplificado pelo o que os analistas Josh Bernoff e Charlene Li chamam de “Groundswell”. Veja o gráfico da minha experiência com o já famoso quiche de legumes:

Experiência do Cliente

E as pequenas empresas? Benefícios do blog num cenário de baixa audiência (continua…)

ago 21, 2008   //   por Blog Corporativo   //   Blog Corporativo  //  6 Comentários

Estou lendo Groundswell. O conteúdo é muito adequado para ensinar o bê-a-bá da web 2.0 para as empresas e principalmente para os executivos que querem entrar nesse mundo. Essa educação é necessária pois muitos executivos investem em redes sociais e na maioria das vezes não sabem sequer justificar o porquê desse investimento.

Mas a coisa que me incomoda é: na literatura sobre o assunto a grande maioria dos livros falam sempre das e para as grandes empresas. A pequena empresa precisa ler o conteúdo com a mente ainda mais aberta e tentar extrair o que é aplicável para ela.

A realidade é que o contexto para a pequena empresa é diferente, muitas vezes a marca é conhecida somente num bairro de uma cidade qualquer. Ela não possui uma marca conhecida como Nike, Dell ou Havaianas.

Se uma dessas marcas famosas lançam um blog, como é o caso da Fiat que lançou o blog do Linea essa semana, é muito mais provável que chovam comentários e vários leitores assinem o RSS do blog logo nos primeiros dias, mesmo se o blog for ruim. Uma pequena empresa não tem esse benefício. A “força da marca” faz a diferência na audiência inicial e no grau de interesse dos leitores.

No Blog Corporativo Wiki tem uma lista de 161 blogs de pequenas e médias empresas. A maioria é de agências de marketing e comunicação e provedores de serviços de internet e informática, o que é justificável visto que o blog é parte do ganha pão dos mesmos. Poucos são os casos que exploram seu nicho (fora da internet) e se mantém fiel a ele, e esse é o principal desafio.

No caso das pequenas e médias empresas, o nicho é bem pequeno, chegando a amigos e parentes de funcionários. A única forma de atrair mais leitores é manter posts de qualidade e que falem algo com que seus leitores e clientes se identificam (e em alguns casos o assunto pode ser raro e nem crescer tanto em número de leitores). Mesmo assim a escalada para o sucesso da iniciativa será longa e poderá frustar se o objetivo do blog for muito além da realidade. Esse é um dos principais motivos que explica porque tantos blogs dão errado: eles querem conquistar o mundo e não só o relacionamento duradouro com os clientes.

A PME pode ter o benefício de colocar o blog no ar mais facilmente e de forma menos burocrática, mas ela precisará ser ainda mais criativa e dinâmica para manter a chama acesa.

Voltarei no próximo post aos benefícios do blog na pequena e média empresa e vou tentar explorar alguns casos.

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