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Benchmarketing versus Benchmarking

mai 21, 2008   //   por Serendipidade   //   Marketing / Negócios  //  Nenhum comentário

Guerrilla action for Revero Denim made by Dear Communications Hub.Em fevereiro de 2006 escrevi um post sobre o uso do termo Benchmarketing (muito frequente no Brasil) para definir o que na verdade se chama Benchmarking. Num post seguinte apresentei uma metodologia para medir resultados. Relembrando:

Benchmarking é um processo contínuo de comparação dos produtos, serviços e práticas empresarias entre os mais fortes concorrentes ou empresas reconhecidas como líderes.

Essa comparação serve para que possamos ter uma base para verificar nossas próprias ações. O procedimento é normalmente conduzido internamente e muitas vezes os dados não são divulgados para o público. Principalmente quando seus resultados são piores que seus concorrentes.

Porém volto ao tema para uma pequena observação. Apesar de Benchmarketing não existir oficialmente, eu aposto que muitas empresas o praticam indiscriminadamente.

O termo Benchmarketing é há muito tempo usado para definir o comportamento de alguns fabricantes de placas de vídeo para computadores, que alteram de propósito os números de performance das placas, para se colocarem como melhores que os concorrentes. É literalmente vender gato por lebre.

Muitas empresas devem praticar esse pequeno “arredondamento” na performance dos produtos, ou mesmo manter o número correto mas comparar seu produto com um produto da concorrência pior para parecer na frente. Por isso existem tantas comissões e agentes reguladores nesse mundo. Trapaçar é humano.

Deixando a propaganda enganosa cometida propositalmente de lado, se a sua empresa emprega o termo Benchmarketing em seu website ou processos internos, cuidado! Saibam que isso significa literalmente assumir que vocês são mentirosos!

A foto é de uma ação de marketing de guerrilha que também é um Bench Marketing (Marketing em bancos)

Conteúdo gerado por empresas

abr 29, 2008   //   por Serendipidade   //   Marketing / Negócios  //  2 Comentários

Key to company visibility - Mauro Lupi presentationSopa de letrinhas para classificar o caos de informação que encontramos na internet hoje. Depois de User Generated Content (UGC) e Employee Generated Media (EGM), me deparei ontem com o EGC (Enterprise Generated Content).

Parece brincadeira, mas esse tal de “Conteúdo gerado por empresas” faz realmente sentido.

Nas tentativas de ganhar visibilidade no mercado, as empresas sempre criaram dois tipos de fonte de informação sobre ela: Publicidade e Conhecimento. No começo só a publicidade imperava com mais força, com uma pequena ajuda do marketing boca-a-boca dos clientes satisfeitos (reconhecimento por conhecer vantagens da marca). Mas com a quebra das barreiras de comunicação, o conhecimento passou a ser uma interessante forma de fazer com que sua marca seja reconhecida no mercado. Conhecimento hoje em dia é o conteúdo gerado pela empresa para obter reconhecimento.

As empresas passaram então a dar mais importância para a geração de conteúdo e públicar artigos em websites, slides no slideshare, posts em blogs corporativos, e qualquer outra forma de contribuição que ao mesmo tempo eduque os clientes e elucide a marca. A web 2.0 trouxe uma série de plataformas para viabilizar essa geração incontrolável de conteúdo.

O slide da apresentação do Mauro Lupi acima descreve o que ocorre. Que tipo de visibilidade a empresa pode ter com o mercado? – Resposta: a paga e a conquistada.

No final, nós, meros consumidores teremos que conviver com o oceano de bits que compõe a internet. No final (ou seria hoje?), não somente as empresas precisarão de peneiras, conforme descrevi nesse artigo, todos nós precisaremos de peneira, filtro solar e sombra. Porque a peneira não tampa o sol.

Peneira versus Esponja

Transgressão da formalidade

abr 28, 2008   //   por Blog Corporativo   //   Blog Corporativo  //  8 Comentários

Há duas semanas vi na Revista Exame (na última página da revista) uma entrevista com Randy Tinseth, o vice-presidente de marketing da Boeing, sobre o uso do blog corporativo. A Boeing já é veterana no assunto e a entrevista, apesar de curta, traz algumas dicas e o ponto de vista de um vice-presidente sobre comentários no blog, conteúdo a ser gerado e lições aprendidas.

Isso só me faz pensar que:

  • Ou os executivos blogueiros elogiam o desempenho dos blogs porque a mídia dá espaço e importância a isso, então explicam como o blog é bom e etc, etc, mas no fundo não estão nem ligando para a ferramenta,
  • Ou os blogs realmente trazem resultados efetivos e todo meu esforço de mostrar os benefícios dos blogs só se confirma ainda mais.

Acredito na segunda opção.

Sou defensor do ponto de vista que as empresas ainda são quadradas no que se refere a relacionamento com clientes. Adotei o blog como bandeira não porque é moda, mas porque é bom. Porque é a maneira mais fácil de quebrar o conservadorismo das empresas com algo moderno e conectado com a amplitude e o alcance que a internet proporciona. Blog tem espírito jovem e transgressivo porque quebra formalidades.

Blog da cerveja – 2a parte

abr 25, 2008   //   por Blog Corporativo   //   Blogs específicos  //  1 Comentário

Ontem o BlueBus divulgou uma matéria do Wall Street Journal sobre o Brew Blog, um blog da cervejaria Miller que costumar apimentar seus posts falando de suas concorrentes.

Há mais de um ano atrás publiquei um post falando sobre esse blog e sobre como ele era um anti-exemplo (ao menos na época) trazendo posts que mais pareciam press releases do que relatos verdadeiros.

Aparentemente eles afinaram o instrumento. Só um pouquinho. A maioria dos posts agora são transcrições de notícias, e graça está somente no fato de que estão explicitamente “falando mais ou menos mal” da concorrência. Sempre bom aprender vendo a evolução das coisas. Mesmo se a evolução é curta.

193 idéias de marketing criativas!!!

abr 21, 2008   //   por Serendipidade   //   Criatividade / Inovação  //  3 Comentários

Aqui no blog procuro sempre gerar conteúdo ao invés de ficar linkando outras fontes indefinidamente, mas esse link é irresistível porque não é todo dia que temos fonte para brainstorm em relação a idéias de marketing.

O cara escreveu isso tudo em 2002 mas só agora fui ver o link para isso no blog Brand Autopsy. Na verdade a lista foi escrita pelo Sam Decker.

Veja a lista de 193 idéias de marketing.

O que você vê é o que você compra?

abr 16, 2008   //   por Serendipidade   //   Marketing / Negócios  //  3 Comentários

Quantas vezes você vê aquela foto maravilhosa de um sanduíche recheado com um hamburguer suculento, salada crocante de tão fresquinha e um pão redondinho e bem assadinho e quando vc recebe a bandeja vem aquele trambolho desmontando com molho espalhado pelas bordas?

No mundo dos produtos da pesquisa realizada pelo Pundo3000 essa verdade é uma constante.

Navegue pelo divertidíssimo o slideshow para verificar se o que você vê é o que realmente você compra no final. Eles fizeram um vídeo resumido também. Imperdível.

É uma vergonha você não acha? Sei que para o marketing de um produto ser perfeito vc deve ter uma foto bonita, ou uma ilustração convincente, mas quais são os limites entre a propaganda enganosa e essas ilustrações abaixo?

Faltam regras para punir ou vergonha na cara dos marketeiros de plantão? Talvez o problema seja ainda mais embaixo: se a sociedade não reage e esse tipo de divulgação de produto, e na verdade essa prática já está tão impregnada na nossa cultura que passa imperceptível, ou seja, nem nos importamos com o produto ilustrado porque já conhecemos as conseqüências, então o marketing tem mesmo que deixar a embalagem bonita e bem cuidada.

Se a embalagem é assim, bonitona, é porque é assim que se vende mais e mais. É assim que as empresas conseguem passar a sua mensagem para o consumidor. Podemos pensar nessas embalagens como maquiagem para tornar seu produto mais atraente. Afinal de contas fazemos o mesmo para sobreviver – carreiras, parceiros, círculo de amizades e assim vai.
Pundo3000.com
Pundo3000.com
Pundo3000.com

Fonte: Barcode

Quem devia liderar a revolução da comunicação nas empresas?

mar 13, 2008   //   por Blog Corporativo   //   Blog Corporativo  //  6 Comentários

academeblogs.jpgJornalistas, Agências de propaganda e marketing ou as próprias empresas?

Na maioria dos eventos relacionados a web 2.0, blogs vs. mídia ou comunidades virtuais e que se preocupam com a temática corporativa ou impactos na forma de se fazer negócios, sempre temos blogueiros dando dicas e opinando, jornalistas debatendo o tema, profissionais de comunicação dando o tom da conversa e raramente empresas apresentando casos concretos ou ajudando construir conhecimento no assunto discutido.

Acho isso muito sério. Entendo que leva algum tempo para que as empresas absorvam idéias revolucionárias ou novas formas de gestão que acadêmicos ou especialistas no assunto desenvolvem, mas no caso específico da comunicação com o cliente na nova era da web 2.0, a teoria se desenvolve principalmente na prática. Afinal de contas é errando que se aprende. E é por conta de poucos visionários que se arriscaram que muitas das invenções da humanidade deram certo.

As empresas deveriam assumir a linha de frente nessas discussões. Elas são as maiores interessadas e não deveriam estar sentadas assistindo o debate de partes que podem não ter o ponto de vista para captar o que se passa dentro das organizações. Uma empresa no meio e a figura muda de sentido.

O maior problema no entanto é a falta de conhecimento ou o analfabetismo digital que os míopes líderes empresariais possuem. Porém, mesmo cego, estar imerso na batalha é simplesmente melhor que não lutar. Os blogs podem continuar brigando com a mídia por espaço, mas quando esses dois forem falar de empresas, as empresas devem estar no meio.

Leituras que valem a pena #24

mar 9, 2008   //   por Serendipidade   //   Serendipidade  //  1 Comentário

The Ten (and a half) Commandments of Visual Thinking: The Lost Chapter from The Back of the Napkin | Dan Roam
O autor explora o pensamento visual e prevê: Visual Thinking é o futuro no que tange solução de problemas nos negócios.

Free! Why $0.00 Is the Future of Business | Chris Anderson
Quando o pai do “Longa Tail” ou “Cauda longa” fala, o mercado é todo ouvido. Veja o tema do seu novo livro e entenda porque a economia da internet tende a zero na precificação de produtos e serviços.

Placebos, Price, and Marketing | Roger Dooley
Roger está dando continuidade a uma série de posts que exploram como o preço dos produtos influenciam diretamente na satisfação dos consumidores. Com uma explicação empírica e tudo.

Se vc gostou, leia as outras recomendações de leitura clicando aqui.

Nova definição de Marketing

jan 15, 2008   //   por Serendipidade   //   Marketing / Negócios  //  Nenhum comentário

Os auto-nomeados “donos” do Marketing mudaram a sua definição dentro do dicionário deles:

Antes era
“Marketing is an organizational function and a set of processes for creating, communicating, and delivering value to customers and for managing customer relationships in ways that benefit the organization and its stakeholders.”

Agora fica
“Marketing is the activity, set of institutions, and processes for creating, communicating, delivering, and exchanging offerings that have value for customers, clients, partners, and society at large.”

O Gilberto do blog Techboogie (minha fonte) fez algumas observações interessantes sobre as mudanças.

Na minha concepção, se o Marketing não é algo que se nasça sabendo e, portanto, temos que aprender, e levando em consideração que a linguagem é muito mais complicada que o conceito de Marketing e é desenvolvida do nada, eu posso chegar a defender a idéia de que o instinto de se auto-promover ou promover algo para garantir sua subsistência (veja o post sobre fofocas) pode ser percebido como Marketing por qualquer pessoa. Entre outras palavras: “Existem mil maneiras de se definir o marketing (acadêmicas, superficiais, precisas ou não), invente a sua”.

Será que existe um gene que proporciona sermos mais ou menos propensos a conhecer o Marketing e saber utilizá-lo corretamente?

Crowdsourcing na pele

jan 9, 2008   //   por Serendipidade   //   Serendipidade  //  Nenhum comentário

Pra quem pensa que eu fiquei os últimos 3 meses coçando enquanto aguardava minha vinda pro velho continente, queria dizer que as coisas não são bem assim.

Momentaneamente me veio à mente um episódio da minha pré-adolescência onde uma professora do colégio me instruia que em redações não devemos usar a palavra “coisa”. Engraçado como fixamos lembranças desse tipo

Voltando para a terra.

Algum tempo atrás mencionei o Crowdspirit e que eu fazia parte da equipe de beta-testers da bagaça. Pois então. Há dois meses estou envolvido na construção do primeiro produto eletrônico produzido inteiramente por uma comunidade virtual. Dentro da comunidade estou liderando a frente de marketing e acabo de publicar internamente o rascunho daquele que será o plano de marketing do nosso primeiro produto, com direito a SWOT, 4Ps e tudo.

Ainda falta muito trabalho até o lançamento do nosso Calendário Digital para pendurar na parede! Sim, esse é o produto. Nesse meio tempo estou tendo uma ótima experiência conhecendo novas pessoas do mundo todo e tendo a oportunidade de sentir na pele o que é Crowdsourcing e como funciona a dinâmica das interações entre membros de uma equipe voluntária.

Não sei como vão me pagar ainda. Por enquanto estou mais preocupado em aprender novos conceitos. Mas se quiserem me pagar com stock options eu to dentraço. Não sou massagista, mas quem sabe eu ganho uns milhões no futuro…

Quem estiver afim de ajudar é bem-vindo. Mas primeiro é preciso pedir acesso, veja no website como ajudar.

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